
Depois de uma grande perda de peso, a mudança no corpo nem sempre termina quando a balança chega ao número desejado.
Para muitas mulheres, o emagrecimento também deixa excesso de pele e flacidez em diferentes regiões, além de alterações no volume do rosto.
Braços, abdômen, coxas, glúteos e mamas estão entre as áreas que podem apresentar mudanças mais perceptíveis. No rosto, a redução do tecido gorduroso pode deixar rugas e sulcos mais evidentes e modificar o contorno facial.
A intensidade dessas alterações varia de acordo com fatores como idade, quantidade de peso eliminada, genética e capacidade de retração da pele. Por isso, não existe uma solução única para todas as mulheres que passam pelo processo.
Quando o excesso de pele incomoda
Além da questão estética, a sobra de tecido pode causar desconforto no dia a dia. Dependendo da região, o excesso pode favorecer atrito, dificuldade para vestir determinadas roupas e irritações nas dobras da pele.
Em alguns casos, após a estabilização do peso, a cirurgia plástica pode ser avaliada como alternativa para retirar o tecido excedente e remodelar determinadas regiões do corpo. Entre os procedimentos que podem ser considerados estão a abdominoplastia, a braquioplastia e o lifting de coxas.
A abdominoplastia, por exemplo, pode ser indicada para mulheres com excesso de pele e gordura na região abdominal. O procedimento também pode envolver a correção da musculatura abdominal, como nos casos de diástase, quando há indicação.
Já a braquioplastia é voltada para a região dos braços e pode ser considerada quando há grande quantidade de pele entre a axila e o cotovelo. O lifting de coxas segue princípio semelhante, com retirada do excesso de tecido da região.
Nas mamas, alterações provocadas pelo emagrecimento podem ser avaliadas por meio de procedimentos como a mastopexia, cirurgia destinada a reposicionar e elevar os seios. A indicação, com ou sem implantes, depende das características de cada paciente.
E quando a mudança aparece no rosto?
A perda de gordura facial também pode alterar a aparência após um emagrecimento expressivo. Com menos volume, algumas regiões podem ficar mais marcadas e transmitir um aspecto de cansaço.
Nesses casos, existem tratamentos voltados à recuperação de volume e à qualidade da pele. A escolha depende da avaliação individual e deve considerar o grau de flacidez, a estrutura do rosto e o estado geral de saúde.
Emagrecer não deve ser uma corrida
O especialista também alerta para o risco de buscar uma redução rápida de peso sem acompanhamento médico. Medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 são utilizados em situações específicas, mas não devem ser encarados como recursos estéticos para alcançar um determinado padrão corporal.
"Indicados para condições médicas específicas, o uso sem acompanhamento médico pode acarretar riscos graves à saúde. A busca pela 'magreza instantânea' como um ideal estético, sem indicação clínica, tem levado muitas pessoas a utilizar esses medicamentos de forma irresponsável", alerta o cirurgião plástico.
A decisão sobre o tratamento para emagrecimento deve levar em conta as condições de saúde e as necessidades de cada paciente. O acompanhamento médico também é importante para avaliar a velocidade da perda de peso e as mudanças provocadas pelo processo.
"Priorizar a saúde e a segurança deve ser o primeiro passo. A cirurgia plástica surge como uma aliada para corrigir as consequências estéticas quando há indicação médica e o paciente está estabilizado", reforça Dr. Fernando Amato.
Assim, o excesso de pele após o emagrecimento não precisa ser encarado como uma consequência obrigatória nem como algo que deve ser corrigido imediatamente.
A avaliação individual ajuda a entender o que pode melhorar naturalmente, quais cuidados podem contribuir para a saúde da pele e, quando necessário, quais procedimentos são realmente indicados.