Silicone na mama
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Silicone na mama

O aumento do número de mulheres que colocam próteses de silicone, seja por estética ou reconstrução mamária, também fez crescer as dúvidas sobre os cuidados necessários após a cirurgia.

Entre as perguntas mais comuns estão a necessidade de trocar o implante após alguns anos, a realização de exames preventivos e a influência da prótese no diagnóstico do câncer de mama.

Segundo a mastologista Gabriella Carvalho Guedine, do Ceparh, a presença do silicone não impede a realização da mamografia nem dificulta, por si só, a identificação de alterações nas mamas.

O importante é informar a equipe médica sobre o implante antes do exame para que sejam u tilizadas as técnicas adequadas.

Um dos mitos mais frequentes é a crença de que as próteses de silicone impedem a detecção do câncer de mama. Entretanto, os métodos de imagem atuais dispõem de técnicas específicas que permitem uma avaliação adequada e segura das mamas, mesmo na presença de implantes. O mais importante é manter o acompanhamento regular, realizando os exames recomendados em serviços especializados e com profissionais capacitados.


Troca não depende apenas do tempo

Outra dúvida recorrente envolve a durabilidade das próteses. Apesar da ideia de que o implante deve ser substituído obrigatoriamente após dez anos, essa recomendação não faz parte das orientações atuais.

De acordo com a médica, a decisão deve considerar o estado da prótese, os resultados dos exames e a presença de sintomas, e não apenas o tempo desde a cirurgia.

As próteses mamárias modernas não possuem um prazo de validade pré-determinado. A necessidade de troca deve ser avaliada individualmente, levando em consideração a presença de sintomas, alterações detectadas nos exames de acompanhamento ou a preferência da própria paciente. Na ausência de complicações, não há indicação de substituição da prótese apenas em razão do tempo de uso


Acompanhamento continua sendo essencial

Além da mamografia, exames como ultrassonografia e ressonância magnética podem ser solicitados quando há necessidade de avaliar tanto o tecido mamário quanto a integridade dos implantes.

O acompanhamento médico também permite identificar precocemente situações como ruptura da prótese, contratura capsular e processos inflamatórios.

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A especialista destaca que mulheres com silicone devem seguir as mesmas recomendações de rastreamento do câncer de mama indicadas para a população em geral, sempre considerando fatores como idade, histórico familiar e avaliação médica.

Ter próteses mamárias não deve afastar a mulher dos cuidados preventivos, pelo contrário. O acompanhamento médico regular é fundamental para monitorar tanto a saúde das mamas quanto a integridade dos implantes, permitindo a identificação precoce de alterações e garantindo mais segurança, bem-estar e tranquilidade ao longo dos anos.

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