15% das brasileiras relatam ter sido vítimas de estupro
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15% das brasileiras relatam ter sido vítimas de estupro

Entraram em vigor nesta quinta-feira (9) três novas legislações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil.

As medidas ampliam mecanismos de proteção, endurecem punições e buscam dar visibilidade a grupos historicamente vulneráveis.

A sanção foi realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e abrange mudanças na legislação já existente, além da criação de novas diretrizes no Código Penal e no calendário oficial.

Entre os principais pontos, está a ampliação do uso de tecnologia para monitoramento de agressores, a inclusão de uma nova modalidade de crime e a instituição de uma data dedicada à conscientização.

Monitoramento eletrônico passa a ser medida independente

Uma das alterações trata da Lei Maria da Penha, que passa a prever o uso de tornozeleiras eletrônicas como medida protetiva autônoma. Antes, o recurso era aplicado de forma complementar.

A nova regra também autoriza que vítimas utilizem dispositivos de alerta em caso de aproximação do agressor. De acordo com o Palácio do Planalto, a mudança busca:

  • ampliar o controle sobre o cumprimento das medidas judiciais
  • reduzir o tempo de resposta em situações de risco
  • permitir ações preventivas com base em geolocalização

Violência vicária é reconhecida e punida com mais rigor

Outra novidade é a inclusão da chamada violência vicária na legislação. O termo se refere a atos cometidos contra terceiros, como filhos ou pessoas próximas, com o objetivo de atingir emocionalmente a mulher.

A prática passa a ser considerada uma forma de violência doméstica e também foi incorporada ao Código Penal, com a criação do homicídio vicário.

Nesse caso, a pena prevista varia de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra:

  • descendentes ou ascendentes
  • dependentes ou enteados
  • pessoas sob guarda ou responsabilidade da vítima

A punição pode ser aumentada em situações específicas, como quando o crime ocorre na presença da mulher, envolve vítimas vulneráveis ou descumpre medidas protetivas.

Data nacional destaca violência contra indígenas

Também foi instituído o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

A iniciativa busca ampliar o debate sobre a violência enfrentada por mulheres indígenas e incentivar políticas públicas direcionadas.

“Embora tenha caráter simbólico, a iniciativa cumpre papel estratégico ao dar visibilidade a uma realidade ainda pouco considerada nas políticas públicas e ao evidenciar a necessidade de abordagens específicas”, informou o Palácio do Planalto. 

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