
O processo de emagrecimento costuma ser desafiador, especialmente para mulheres, que muitas vezes enfrentam maior dificuldade para reduzir gordura em determinadas áreas do corpo.
Mesmo com alimentação equilibrada e prática regular de exercícios, nem sempre os resultados aparecem de forma uniforme o que pode gerar frustração ao longo da jornada.
No Brasil, o cenário reforça a relevância do tema. Dados do World Obesity Atlas 2025 apontam que 68% da população vive com excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com sobrepeso.
De acordo com a nutricionista Fernanda Lopes, da Six Clínic, fatores biológicos ajudam a explicar por que algumas regiões demoram mais para responder.
“Algumas áreas do organismo possuem maior densidade de receptores que dificultam a mobilização da gordura armazenada. Além disso, fatores hormonais, genéticos e o próprio padrão metabólico de cada pessoa influenciam diretamente onde o corpo tende a acumular e preservar reservas energéticas”, afirma.
Entre as regiões que mais apresentam resistência está o abdômen inferior, que sofre influência direta de hormônios e do estresse.
Segundo a especialista, mesmo com a redução de peso geral, essa área pode demorar a apresentar evoluções visíveis. Hábitos como sono de qualidade, controle emocional e rotina equilibrada podem contribuir para melhores resultados.
Os flancos, conhecidos como “pneuzinhos”, também costumam responder mais lentamente.
“Essa área costuma apresentar menor fluxo sanguíneo em comparação com outras partes do organismo, o que pode tornar a mobilização da gordura um pouco mais lenta”, explica.
Já a parte interna das coxas é um ponto de atenção principalmente para o público feminino.
“Existe uma forte influência hormonal nesse padrão de distribuição de gordura, além de fatores genéticos e características da composição corporal feminina”, destaca.
Outra região que tende a exigir mais paciência é a lombar. Nesses casos, a gordura acumulada geralmente é mais antiga e pode levar mais tempo para ser utilizada pelo organismo.
“Muitas vezes essa área concentra gordura subcutânea de longa duração, que tende a responder mais lentamente às mudanças metabólicas”, afirma a nutricionista.
A especialista reforça que não é possível eliminar gordura de forma localizada.
“Não é possível escolher exatamente de qual área a gordura será eliminada primeiro. O organismo reduz o percentual de gordura corporal como um todo, e cada pessoa possui um padrão diferente de resposta metabólica”, pontua.
Diante disso, o acompanhamento profissional pode ser um aliado importante.
“Buscar orientação em um serviço especializado ajuda a entender melhor o funcionamento do corpo e a ajustar estratégias de forma segura. Hoje, inclusive, já é possível ter acompanhamento por meio da telemedicina, com consultas e suporte online, o que facilita o acesso e permite um cuidado mais contínuo para quem deseja emagrecer com orientação adequada”, conclui.