Em um setor historicamente dominado por homens, a presença feminina ainda é minoritária, especialmente quando se trata de cargos estratégicos. Mesmo assim, trajetórias como a da executiva Raquel Pieroni mostram que a liderança de mulheres começa a ganhar espaço também no universo da tecnologia e da inovação.
Atualmente Diretora Executiva de Gestão Corporativa do CPQD, um dos principais centros de inovação em tecnologias da informação e comunicação da América Latina, Raquel atua há mais de 25 anos na instituição. Ao longo desse período, construiu uma carreira voltada à transformação da cultura organizacional e ao fortalecimento das políticas de gestão de pessoas, temas que vêm ganhando cada vez mais relevância em empresas de tecnologia.
Dados do estudo W-tech 2025, do Observatório Softex, mostram que as mulheres representam apenas 19,2% dos especialistas em tecnologia da informação no Brasil, o que evidencia a desigualdade de gênero no setor. Quando considerado todo o mercado de tecnologia, o cenário ainda é de predominância masculina: segundo a Brasscom, apenas 34,2% da força de trabalho é composta por mulheres.
Nesse contexto, a atuação de lideranças femininas torna-se fundamental para ampliar a diversidade e incentivar ambientes corporativos mais inclusivos.
Qual o caminho?
Para a executiva, a inovação tecnológica depende diretamente do investimento em pessoas.
“ A transformação das organizações passa, necessariamente, pelas pessoas. Investir em cultura, diversidade e desenvolvimento humano é essencial para que empresas de tecnologia consigam inovar de forma sustentável e gerar impacto positivo na sociedade ”, afirma.
Entre as iniciativas implementadas sob sua liderança também estão programas voltados ao bem-estar dos colaboradores, como o Cuidando de Mim e o Cuidando do Futuro, voltados à qualidade de vida e ao desenvolvimento profissional, além da criação do Comitê de Cultura e do Comitê de Diversidade e Inclusão. Ela também esteve à frente do rebranding institucional realizado em 2019.
Profissional PCD com visão monocular, ela também se tornou uma referência interna na promoção de ambientes corporativos mais diversos.
Segundo Raquel, diversidade e inovação caminham juntas:
“ Quanto mais diversos forem os ambientes de trabalho, maiores são as chances de surgirem novas ideias, perspectivas e soluções para os desafios da sociedade ”, afirma.