Depressão feminina
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Depressão feminina

Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher simboliza a luta por direitos, equidade e respeito. Entretanto, a data também reforça a importância de reconhecer o sofrimento psíquico feminino e se atentar aos cuidado relacionados à saúde mental . A depressão em mulheres nem sempre se apresenta da forma mais conhecida e, por isso, pode passar despercebida.

Sintomas como fadiga intensa, irritabilidade, alterações no sono e no apetite, além de dores físicas sem causa definida, frequentemente são atribuídos à rotina sobrecarregada, à maternidade ou ao acúmulo de responsabilidades. Essa interpretação contribui para a  banalização do sofrimento emocional e para o adiamento da busca por atendimento em saúde mental.

De acordo com o médico psiquiatra Guido Boabaid May, fundador da GnTech, os aspectos biológicos, hormonais e sociais influenciam diretamente na forma como o transtorno se manifesta nas mulheres.

“A depressão feminina muitas vezes se manifesta com sintomas atípicos, como hipersonia, aumento do apetite, culpa excessiva e sintomas somáticos. Isso faz com que o quadro fique mascarado e seja interpretado apenas como cansaço ou estresse” , afirma.

A seguir, ele aponta quatro sinais que exigem atenção:

1. Esgotamento persistente que não melhora com descanso

Sensação de areia nos olhos? Entenda o que pode estar por trás do desconforto
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Sensação de areia nos olhos? Entenda o que pode estar por trás do desconforto

Quando o cansaço é intenso, prolongado e vem acompanhado de desânimo, perda de interesse por atividades antes prazerosas e dificuldade de concentração, pode indicar depressão.

“Não se trata de um cansaço comum, mas de um esgotamento que persiste mesmo após pausas e férias, associado a alterações importantes no humor e na motivação” , explica o médico.

2. Oscilações emocionais ligadas a fases hormonais

Oscilações emocionais ligadas a fases hormonais
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Oscilações emocionais ligadas a fases hormonais

Fases da vida como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa podem elevar o risco de desenvolvimento de sintomas depressivos, principalmente em mulheres mais sensíveis às alterações hormonais.

Guido explica que as flutuações hormonais interferem em neurotransmissores responsáveis pela regulação do humor e da resposta ao estresse . Em alguns casos, essas mudanças atuam como gatilhos para episódios depressivos recorrentes.

3. Culpa excessiva e sensação constante de incapacidade

Culpa excessiva e sensação constante de incapacidade
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Culpa excessiva e sensação constante de incapacidade

A autocrítica exagerada, preocupações constantes de não conseguir cumprir as próprias responsabilidades e pensamentos negativos repetitivos também estão entre os sinais frequentes em um quadro depressivo.

O psiquiatra afirma que muitas mulheres acabam internalizando o sofrimento, se sentem culpadas por não corresponder às expectativas e acreditam que precisam enfrentar a situação sozinhas.

4. Resistência em procurar ajuda profissional

Resistência em procurar ajuda profissional
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Resistência em procurar ajuda profissional

O atraso no diagnóstico pode estar associado à tendência de minimizar o próprio sofrimento e ao receio de julgamento .

“Existe uma cultura que incentiva a mulher a priorizar os outros e minimizar os próprios sintomas. Isso faz com que muitas procurem tratamento apenas quando o quadro já está mais grave e impactando significativamente a qualidade de vida” , alerta.

Para o especialista, a data também deve servir como um chamado à atenção aos sinais emocionais.

“A depressão tem tratamento eficaz, baseado em evidências científicas. Quanto mais cedo ele começa, maiores são as chances de recuperação. Cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade consigo mesma, e falar sobre o tema é uma forma importante de prevenção e redução do estigma ”, conclui o Dr. Guido Boabaid May.

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