A professora de História, Soraya Tatiana Bonfim , de 56 anos, encontrada morta em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, era uma figura querida por colegas, amigos e alunos, que a descrevem como uma profissional dedicada e uma pessoa de coração generoso.
Formada em História pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1990, Tatiana construiu uma trajetória marcante na educação. Atuou como professora, coordenadora e supervisora pedagógica em colégios particulares da capital mineira antes de se estabelecer no Colégio Santa Marcelina, onde lecionava desde 2017.
Soraya ministrava aulas para turmas do 7º e 9º anos. Durante sua trajetória na instituição, ela impactou a vida de mais de 2.000 estudantes. Nos últimos anos, além de suas atividades em sala de aula, a educadora assumiu a coordenação do Projeto Cidadania, uma iniciativa consolidada há mais de duas décadas no colégio. O projeto envolve alunos do 9º ano em pesquisas sobre temas como justiça social, promoção da paz e situações que exigem o exercício pleno da cidadania.
Nas redes sociais, amigos e ex-alunos compartilharam homenagens emocionadas. A escola onde lecionava também publicou uma nota de pesar, afirmando que a memória da educadora permaneceria viva entre alunos e colegas.
Até o momento, as investigações não apontam autoria ou motivação do crime. Em comunicado oficial, a PCMG informou que aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias e a causa da morte. As apurações continuam em andamento, e novos detalhes serão divulgados conforme o avanço das diligências.
“Aguarda a conclusão de laudos periciais que irão atestar as circunstâncias e a causa da morte. A investigação encontra-se em andamento e outras informações poderão ser repassadas à imprensa, com o avanço dos procedimentos de polícia judiciária” , diz a nota.