
Lexa compartilhou um relato emocionado nas redes sociais, anunciando a trágica morte da filha, Sofia , após três dias de vida. A menina, fruto de seu relacionamento com o ator Ricardo Vianna , nasceu no dia 2 de fevereiro, mas não resistiu às complicações da gestação, falecendo em 5 de fevereiro. Lexa detalhou com dor o período difícil que viveu no hospital, incluindo a luta pela vida da filha e o impacto profundo dessa perda.
A cantora falou sobre sua batalha contra a pré-eclâmpsia precoce e a síndrome de HELP, doenças que a mantiveram internada por 17 dias e que comprometeram sua saúde e a de Sofia. "Eu fiz tudo o que pude, mas a situação foi muito grave. Quase morri, e se fosse mais um dia, nem estaria aqui para contar a minha história", desabafou Lexa, que detalhou cada esforço feito para salvar a filha, desde os cuidados médicos até a fé que a acompanhou durante todo o processo.
Na mensagem, Lexa também agradeceu o apoio incansável de Ricardo Vianna, que esteve ao seu lado o tempo todo, e a solidariedade da família e dos fãs. “Vivemos os dias mais desafiadores das nossas vidas juntos, você foi o pai e marido mais incrível", disse.
Visivelmente abalada, Lexa finalizou a publicação com palavras emocionantes para sua filha. “Sofia, te amarei eternamente, espero te honrar e um dia, vamos nos reencontrar", escreveu.
Apoio psicológico
A psicóloga Tatiane Mosso falou ao IG Delas sobre o impacto do luto perinatal, que, segundo ela, é uma dor muitas vezes desconsiderada pela sociedade. “A perda de um bebê logo após o nascimento gera um luto intenso e muitas vezes solitário, pois não é reconhecido como uma dor legítima”, explicou a especialista, destacando a importância de respeitar o processo de luto e dar apoio emocional às famílias que enfrentam essa tragédia.
O luto perinatal é uma dor única, marcada pela perda de um futuro que foi interrompido. Assim que a gravidez é confirmada, os pais começam a sonhar com o bebê e planejar uma vida juntos. Quando esses planos são abruptamente interrompidos, surgem sentimentos intensos de culpa, frustração, ansiedade e até depressão.
A psicóloga alerta que um dos maiores desafios que os pais enfrentam é lidar com comentários que minimizam a dor, como “vocês terão outro filho” ou “foi melhor assim”. Embora tais palavras sejam ditas com boas intenções, elas ignoram o vínculo emocional já formado e não permitem que os pais vivenciem o luto de maneira adequada.
Cada pessoa enfrenta o luto de forma diferente, mas é essencial que a dor da perda seja vivida, e não suprimida. A especialista explica que ignorar os sentimentos pode intensificar o sofrimento, por isso rituais como velórios podem ser importantes para ajudar a elaborar esse luto.
Além disso, a psicóloga reforça que não existe um tempo determinado para superar uma perda. A dor deve ser respeitada e tratada com empatia. Falar sobre o luto perinatal e desmistificar o sofrimento é uma forma de apoiar as famílias e reduzir o estigma. "É fundamental que as famílias saibam que sua dor é legítima e que não precisam enfrentá-la sozinhas", conclui.