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Empresária cria marca de roupas esportivas após sofrer assédio

A marca "Deixa Ela Treinar" surgiu depois que a fundadora Fernanda Dias Coelho foi assediada quando fazia seu treino de ciclismo; agora ela quer contribuir com o resgate e ressocialização de mulheres em situação de vulnerabilidade social

Fernanda Dias Coelho, fundadora da Deixa Ela Treinar
Foto: Deixaelatreinar
Fernanda Dias Coelho, fundadora da Deixa Ela Treinar











A empresária Fernanda Dias Coelhos já sentiu na pele o quanto a liberdade das mulheres está ameaçada pelo assédio sexual . A forma encontrada por ela para lidar com a situação foi investir no empoderamento de outras mulheres. Assim nasceu a Deixa Ela Treinar, marca de roupas esportivas criada em 2019, após a empresária ser assediada enquanto fazia o seu treino de ciclismo.

Fernanda conta que ao expor a situação nas redes sociais, ela percebeu que a sua dor era a mesma de outras mulheres que assim como ela, gostariam do básico: respeito enquanto cuidavam da saúde. Com investimento inicial de R$ 150 a marca foi criada, vendendo 10 pares de meias pelo Instagram. Atualmente a marca tem o propósito de discutir e sensibilizar os espaços que as mulheres ocupam em todos os âmbitos da sociedade, utilizando o esporte como ferramenta de transformação social.


A empresária reitera que o esporte tem vários papéis na vida das pessoas e principalmente na trajetória das mulheres. No processo de acolhimento, ele contribui para melhoria dos níveis de autoestima, autoconfiança, diminuindo a ansiedade, depressão e o estresse.

“Esses sentimentos e sensações são comuns em mulheres que estão nessas condições. O esporte é carregado de valores positivos! Portanto, questões como convívio em grupo, respeito, resiliência, entre outros aspectos podem ser aplicados no processo de ressocialização e nisso que a Deixa Ela Treinar acredita e quer colaborar,” diz.

Apoiando mulheres em situação de vulnerabilidade social

A partir dos próximos lançamentos, a marca Deixa Ela Treinar irá contribuir com uma instituição que acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social e também um presídio que integra e recompõe mulheres, ajudando-as assim no processo de ressocialização. A cada camiseta vendida serão doados dois pacotes de absorventes íntimos para a instituição Casa da Mulher, de Juiz de Fora (MG).

Para Fernanda, esta é uma forma de contribuir para a autoestima, autoconfiança de outras mulheres.  “ O tema da dignidade íntima ganhou destaque nos últimos tempos , mas nós acreditamos que é preciso debater mais sobre isso. Queremos sensibilizar a sociedade a respeito das condições de sobrevivência que mulheres em situação de vulnerabilidade social estão vivendo! As marcas têm o papel de educação também,” finaliza.