<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"><channel><title><![CDATA[Saúde da Mulher - Informe-se e tire suas dúvidas - iG Delas]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/</link><description><![CDATA[Saúde da Mulher - iG Delas: Acompanhe notícias e tire dúvidas sobre DSTs, fertilidade, gravidez, menopausa, osteoporose, câncer e mais. ]]></description><language>pt-BR</language><pubDate>Mon, 29 Apr 2013 15:19:36 -0300</pubDate><lastBuildDate>Mon, 29 Apr 2013 15:19:36 -0300</lastBuildDate><docs>http://www.ig.com.br/rss/</docs>    <copyright>Copyright Sistemas Web - Internet Generation. Todos os direitos reservados.</copyright><atom:link xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/" rel="self" type="application/rss+xml" /><image><title><![CDATA[Saúde da Mulher - Informe-se e tire suas dúvidas - iG Delas]]></title><url>http://images.ig.com.br/logo_ig.gif</url><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/</link><width>65</width><height>80</height></image><item><title><![CDATA[Mortalidade materna caiu 47% nos últimos 20 anos, diz ONU]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-16/mortalidade-materna-caiu-47-nos-ultimos-20-anos-diz-onu.html</link><description><![CDATA[<p>EFE</p>Mulheres ainda morrem vítimas de hemorragia após o parto, infecções, pressão alta durante a gravidez e aborto em condições perigosas<p></p><p></p>O número de mulheres que morrem durante a gravidez ou por complicações durante o parto caiu quase à metade nos últimos 20 anos, segundo os dados publicados nesta quarta-feira em um estudo das Nações Unidas.<p></p><p>Sob o nome de "Tendências da mortalidade materna", a ONU concluiu que houve 543 mil mortes deste tipo em 1990, número que passou para 287 mil em 2010, uma redução de 47%.</p><p></p><p>"O número de mulheres que morrem segue diminuindo, mas não podemos parar. Nosso trabalho deve continuar para que cada gravidez seja desejada e cada parto seja seguro", disse o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin.</p><p>Apesar desse importante avanço, muitos países, particularmente localizados na África Subsaariana, não cumprirão a meta estipulada nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que contempla a redução da mortalidade materna em 75% até 2015.</p><p>Segundo o estudo, elaborado pelo UNFPA, o Fundo da ONU para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o índice mundial de mortalidade materna em 2010 ficou em 210 mortes por cada 100 mil nascimentos, enquanto esses países africanos registraram 500 falecimentos, a taxa mais alta no mundo.<br><br><strong>Leia também:</strong><br><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/prenatal-perfeito/n1238122687018.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/prenatal-perfeito/n1238122687018.html">O pré-natal perfeito<br></a><a href="Gravidez%20seman" data-mce-href="Gravidez%20seman">Acompanhe a gravidez semana a semana</a><br><a data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/duvidasgravidez/" href="http://delas.ig.com.br/filhos/duvidasgravidez/">O que pode ou não na gravidez</a></p><p>"Na África Subsaariana, a chance de uma mulher morrer durante a gravidez ou por complicações no parto é de 1 em 39, enquanto no sudeste asiático é de 1 em 290 e nos países desenvolvidos é de 1 em 3.800", indica o relatório.</p><p>O estudo mostra que 99% das mortes contabilizadas em 2010 ocorreram em países em vias de desenvolvimento, sendo um terço de todas elas em apenas dois países: Índia, com 56 mil (20%), e Nigéria, com 40 mil (14%).</p><p>A lista dos dez países com as taxas mais altas de mortalidade materna, sob os números de 2010, é completada por República Democrática do Congo (15 mil), Paquistão (12 mil), Sudão (10 mil), Indonésia (9,6 mil), Etiópia (9 mil), Tanzânia (8,5 mil), Bangladesh (7,2 mil) e Afeganistão (6,4 mil).</p><p>O relatório destaca, no entanto, que dez países conseguiram nos últimos anos cumprir com essa meta dos ODM, ao reduzir o índice em 75%: Belarus, Butão, Estônia, Guiné Equatorial, Irã, Lituânia, Maldivas, Nepal, Romênia e Vietnã.</p><p>O estudo assegura que uma mulher morre no mundo a cada dois minutos devido a complicações relacionadas com o parto ou a gravidez, e que as quatro principais causas de falecimento são: hemorragia após o parto, infecções, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/hipertensao/ref1238131624953.html" target="_blank" data-mce-href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/hipertensao/ref1238131624953.html">pressão alta</a> durante a gravidez e aborto em condições perigosas.</p><p>"Sabemos exatamente o que é preciso fazer para prevenir mais mortes deste tipo: melhorar o acesso ao planejamento familiar voluntário, investir em parteiras e garantir o acesso a cuidados obstetrícios de emergência quando aparecerem as complicações", avaliou Osotimehin.&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Wed, 16 May 2012 12:34:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-16/mortalidade-materna-caiu-47-nos-ultimos-20-anos-diz-onu.html</guid></item><item><title><![CDATA[Níger é o pior lugar do mundo para ser mãe, revela estudo]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-08/niger-e-o-pior-lugar-do-mundo-para-ser-mae-revela-estudo.html</link><description><![CDATA[<p>AFP</p>Brasil aparece na 12ª posição no grupo dos países menos desenvolvidos, atrás de nações como Cuba, Argentina, Uruguai e Colômbia<p class="MsoNormal"></p><p></p>A nação africana do Níger desbancou o Afeganistão como o pior lugar do mundo para ser mãe, em grande parte por causa da fome, reportou a organização não-governamental Save the Children em um relatório anual, divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.<p></p><p></p><p class="MsoNormal">No outro extremo da lista, a Noruega é o melhor país para a maternidade, segundo a classificação "Melhores e Piores Lugares para ser Mãe", que compara 165 países em termos de saúde materna, educação, situação econômica, saúde infantil e nutrição.</p><p class="MsoNormal">O estudo é separado em três grupos principais: o dos países desenvolvidos, o dos menos desenvolvidos e o dos pobres. O Brasil aparece na 12ª posição no grupo dos países menos desenvolvidos, atrás de nações como Cuba, Argentina, Uruguai e Colômbia, e à frente de China e Índia.</p><p class="MsoNormal">O documento, que este ano se concentra na nutrição, sobretudo do momento em que a mulher fica grávida até os dois anos de idade do seu filho, destacou que a desnutrição é a causa subjacente das 2,6 milhões de mortes anuais de crianças registradas em todo o mundo.</p><p class="MsoNormal">"Milhões de outras crianças sobrevivem, mas sofrem durante toda a vida de deterioração física e cognitiva, pois cedo em suas vidas não receberam os nutrientes de que precisavam quando seus corpos cresciam e suas mentes eram mais vulneráveis", destacou o informe.</p><p class="MsoNormal"><strong>Leia:</strong> <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html">30 remédios essenciais para salvar mães e bebês</a></p><p class="MsoNormal"><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html"></a>Depois do Níger, os piores países para ser mãe são Afeganistão - que ocupou o primeiro lugar durante dois anos -, Iêmen, Guiné-Bissau, Mali, Eritreia, Chade, Sudão, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.</p><p class="MsoNormal">"Dos 10 países no fim da lista do relatório da Save the Children, sete estão em meio a uma crise alimentar", disse.</p><p class="MsoNormal">"O Níger, no último lugar, enfrenta um aumento da situação de fome, pondo em risco as vidas de um milhão de crianças", acrescentou.</p><p class="MsoNormal">Depois da Noruega, os melhores países para ser mãe são Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Bélgica, Irlanda, Holanda e Reino Unido.</p><p class="MsoNormal">Os Estados Unidos, na 25ª posição, ganharam seis posições, uma vez que apareciam na 31ª no ano passado, mas ainda estão na parte de baixo da classificação entre os países mais ricos.</p><p class="MsoNormal">"Uma mulher nos Estados Unidos tem sete vezes mais chances de morrer de causas relacionadas à gravidez do que uma mulher na Itália ou na Irlanda", afirmou Carolyn Miles, presidente e diretora executiva da Save the Children.</p><p class="MsoNormal"><strong>Leia:</strong> <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mortalidade+materna+cai+34+em+20+anos/n1237777038600.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mortalidade+materna+cai+34+em+20+anos/n1237777038600.html">Mortalidade materna cai 34% em 20 anos no mundo</a></p><p class="MsoNormal">"Quando se trata do número de crianças inscritas na pré-escola ou da condição política das mulheres, os Estados Unidos também se situam entre os 10 últimos países do mundo desenvolvido", continuou.</p><p class="MsoNormal">Incentivar a amamentação poderia salvar a vida de um milhão de crianças ao ano, segundo o relatório, que acrescenta que menos de 40% dos lactentes nos países em desenvolvimento se alimentam exclusivamente de leite materno.</p><p class="MsoNormal">O grupo pediu, ainda, ao Grupo dos Oito (G8), formado pelas maiores economias do mundo, a assumir "compromissos audaciosos para enfrentar a crise global oculta da desnutrição crônica", e pediu a todos os governos para fazer da luta contra a desnutrição uma prioridade.</p><p class="MsoNormal"><strong>Quer receber notícias sobre o universo feminino semanalmente na sua caixa de e-mails?</strong> <a data-mce-href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html" href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html" target="_self">Assine a newsletter do Delas!</a></p><p class="MsoNormal">&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Tue, 8 May 2012 20:53:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-08/niger-e-o-pior-lugar-do-mundo-para-ser-mae-revela-estudo.html</guid></item><item><title><![CDATA[Os principais tipos de parto]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-08/os-principais-tipos-de-parto.html</link><description><![CDATA[<p><strong  itemprop="name">Marianne Scholze</strong></p>Como são feitos, as indicações, os benefícios e as desvantagens de cada forma de parir<p><br></p><p></p><p></p><p></p><h3>Parto normal (ou vaginal)</h3><p></p><p></p><p></p><p><strong>Como é</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Ao final da gestação (cujo termo normalmente ocorre entre 37 e 40 semanas), as contrações dão o alerta de que o trabalho de parto vai começar. Quando elas passam a ocorrer em intervalos de cinco minutos, é um sinal de que o corpo está pronto para dar à luz o bebê.No estágio inicial do trabalho de parto o colo do útero se dilata lentamente e vai se tornando mais fino.</p><p><strong>Leia:</strong>&nbsp;<a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-normal-e-tocante-contribuir-para-o-bebe-nascer.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-normal-e-tocante-contribuir-para-o-bebe-nascer.html">"É tocante contribuir para o bebê nascer"</a></p><p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-normal-e-tocante-contribuir-para-o-bebe-nascer-.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-normal-e-tocante-contribuir-para-o-bebe-nascer-.html"></a>Quando a dilatação chega a aproximadamente 10cm, tem início o processo em que o útero passa a empurrar o bebê através do canal vaginal. A força para expulsar o bebê deve ser feita até que ele esteja "coroando", ou seja, até que a cabeça já seja visível fora do corpo da mãe.</p><p>Depois do nascimento, novas contrações ajudam o útero a expulsar a placenta do corpo da mãe.</p><p><strong>Indicação</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Por ser o método mais natural e seguro tanto para a mãe quanto para o bebê, é também o mais indicado para qualquer gravidez que não apresente complicações.</p><p><strong>Vantagens</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>A compressão do tórax ao passar pelo canal vaginal faz com que o líquido amniótico seja expelido dos pulmões do bebê, facilitando a respiração. Para a mãe, a recuperação é mais rápida e menos dolorosa. Além disso o aleitamento logo após o nascimento aumenta a imunidade do bebê e estreita os laços entre mãe e filho.</p><p><strong>Desvantagens</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>A dor no períneo é a principal – ela é provocada pela pressão exercida pela cabeça do bebê sobre a região. Muitas vezes é necessário que o médico faça um pequeno corte na região muscular entre a vagina e o ânus, para facilitar a passagem do bebê. Chamada de episiotomia, essa prática é seguida por alguns pontos, que normalmente caem sozinhos alguns dias após o parto.</p><p><strong>Recuperação</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Costuma ser rápida e praticamente indolor (à exceção de algum desconforto causado pela episiotomia). Geralmente, em dois dias mãe e bebê já podem ir para casa.</p><p><strong>Modalidades de parto normal</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Há diversas modalidades de partos normais, que diferem entre si desde em relação ao método usado para evitar ou não a dor até o meio em que o bebê nascerá. Confira a seguir algumas das mais populares.</p><p>Parto de cócoras: a diferença para o parto normal tradicional é a posição da parturiente, que fica de cócoras em vez de permanecer deitada. Com a gravidade agindo, a tendência é de um parto mais rápido. Mas atenção: ele só pode ser realizado em mulheres saudáveis e sem problemas de pressão e se o bebê estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).</p><p>Parto na água: em uma banheira esterilizada e com água aquecida, a parturiente dá à luz no mesmo ambiente em que o bebê se encontra no útero, ou seja, cercado de líquido. Como ele segue respirando pelo cordão umbilical por alguns segundos após o nascimento, não há risco de afogamento caso o parto seja conduzido por profissionais habilitados. Para a mãe, a água quente pode atenuar as dores e o cansaço do trabalho de parto, ajudando a relaxar e a tornar a experiência mais prazerosa.</p><p>Parto natural: é o parto vaginal feito sem intervenções como a analgesia, o rompimento artificial da bolsa e a episiotomia. Apesar de proporcionar à mulher a experiência de parir em circunstâncias totalmente naturais –&nbsp;<a data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-natural-voce-se-sente-como-um-bicho-mesmo.html" href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-sobre-parto-natural-voce-se-sente-como-um-bicho-mesmo.html" target="_blank">o que para algumas é descrito como uma experiência ponderosa</a>&nbsp;–, esse tipo de parto não é indicado para todas as mulheres.</p><p></p><h3>Parto cesáreo (ou cesariana)</h3><p></p><p><strong>Como é</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Trata-se de uma cirurgia abdominal em que o médico faz uma pequena incisão no abdome (normalmente, um pouco abaixo da linha do biquíni) e na parte inferior do útero para retirar o bebê da barriga da mãe.</p><p>O procedimento é precedido de anestesia, normalmente raquidiana (nela o analgésico é administrado de uma só vez e com duração de ação limitada).</p><p>Assim que o bebê nasce, é avaliado por um pediatra e levado até o berçário para o banho e, se necessário, a incubadora. Enquanto isso, depois de ter o corte fechado por pontos, a mãe é transferida para uma sala de recuperação, onde receberá o bebê para as primeiras tentativas de amamentação.</p><p><strong>Indicação</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Por apresentar maiores riscos de infecção e sangramento, a cesariana é indicada apenas quando há algum impedimento para a realização do parto normal. Em geral, a&nbsp;cesariana é indicada quando:</p><p>O bebê estiver sentado ou de ladoHouver desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe)A mãe tiver hemorragias no final da gestaçãoFor uma gestação de múltiplosHouver piora em um quadro de pré-eclâmpsia (elevação da pressão arterial)A mãe tem herpes genitalA grávida tiver problemas de coluna e/ou quadrilA mãe tiver diabetes gestacionalHouver ruptura prematura da bolsa<br>Indicações de urgência:<br>Sofrimento fetal (alteração nos batimentos cardíacos do bebê)Prolapso do cordão umbilicalDescolamento de placentaTrabalho de parto prolongado<strong><br></strong></p><p><strong>Vantagens</strong></p><p><strong></strong>A cesariana oferece um método de nascimento alternative nos casos em que os riscos de um parto normal superam os benefícios. É também uma opção para mulheres que enfrentam uma gravidez complicada ou de risco.</p><p><strong>Desvantagens</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Como trata-se de uma cirurgia, os riscos são os mesmos de outros procedimentos incisivos, incluindo infecção, hemorragia e até mesmo acidentes cirúrgicos. A cicatrização também pode apresentar problemas, como a formação de queloides ou hérnias.</p><p><strong>Recuperação</strong></p><p><strong></strong><strong></strong>Por se tratar de uma cirurgia de grande porte, a recuperação pode ser bem lenta. Em geral, mãe e bebê só vão para casa após três ou quatro dias. Apenas cerca de 8 a 12h após a cesárea é liberada a alimentação, e só de 10 a 12 horas após o parto a mulher pode sair da cama – normalmente levada para tomar um banho com a ajuda de enfermeiras.</p><p>Caminhar é um dos primeiros passos rumo à recuperação, mas o processo de cicatrização geral é longo e demanda alguns cuidados, especialmente com a área externa do corte – que precisa estar sempre bem higienizada.</p><p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-me-por-ter-optado-pela-cesarea.html">Leia o depoimento de uma mulher que teve o bebê por cesariana</a></p><p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-mae-por-ter-optado-pela-cesarea-.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-mae-por-ter-optado-pela-cesarea-.html"></a><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-mae-por-ter-optado-pela-cesarea-.html" target="_self" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-08/depoimento-nao-me-considero-menos-mae-por-ter-optado-pela-cesarea-.html"></a>Nas primeiras quatro a seis semanas, é fundamental não fazer grandes esforços físicos, não carregar peso além do próprio bebê e não dirigir. A retomada da atividade sexual costuma ser liberada pelos médicos em 40 dias, mas é necessário que cada caso seja avaliado individualmente.</p><p><br>Fonte: Flavia Moreira Soares, ginecologista e obstetra da Secretaria da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description><pubDate>Tue, 8 May 2012 07:23:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-08/os-principais-tipos-de-parto.html</guid></item><item><title><![CDATA[Partos prematuros aumentam no mundo]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-02/partos-prematuros-aumentam-no-mundo.html</link><description><![CDATA[<p>Reuters</p>Nascimentos antes do tempo são responsáveis por quase metade das
mortes de recém-nascidos no mundo<p></p>Os países do mundo desenvolvido observaram que a taxa média de partos prematuros dobrou desde 1995, chegando a 6%, apesar dos esforços para reduzir o fenômeno, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira.<p></p><p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/conheca+mitos+e+verdades+sobre+bebes+prematuros/n1597012311609.html" target="_blank" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/filhos/conheca+mitos+e+verdades+sobre+bebes+prematuros/n1597012311609.html"><strong>Mitos e verdades sobre bebês prematuros</strong></a></p><p>Em todo o mundo, 15 milhões dos 135 milhões de bebês nascidos em 2010 foram prematuros e 1,1 milhão morreu, segundo o relatório "Born Too Soon" (nascido cedo demais), compilado como parte da iniciativa "Every Woman Every Child" ("Toda Mulher, Toda Criança"), da Organização das Nações Unidas (ONU).</p><p>Produzido ao longo de três anos e redigido por especialistas de 11 países, o relatório pretende chamar atenção ao problema e atrair doações de governos e instituições filantrópicas para resolvê-lo.</p><p>O trabalho analisa os nascimentos pré-termo (que ocorrem antes das 37 semanas da gestação; a completa dura 40 semanas) em 184 países, no maior estudo já realizado sobre o tema.</p><p>Dos 65 países que mantiveram dados confiáveis ao longo dos anos, apenas a Croácia, o Equador e a Estônia reduziram a taxa de nascimentos pré-termo desde os anos 1990. Nos outros 62, apesar dos programas para melhorar o pré-natal e reduzir o número de cesáreas, os partos prematuros aumentaram de uma média de 3% para 6%.</p><p>A falta de progresso é em parte causada "pelos mitos e equívocos" das agências de saúde pública, disse o médico Christopher Howson, vice-presidente para programas globais da instituição March of Dimes e autor do relatório.</p><p>Os equívocos incluem a noção de que os partos prematuros são raros e que, portanto, não são um problema significativo que mereça atenção e recursos.</p><p>"O relatório afasta essa ideia", afirmou Howson.</p><p>"O parto pré-termo não apenas não é raro, como é comum e mata."</p><p>Mas o quanto ele é comum e em especial quão letal varia enormemente pelo mundo, produzindo o que Howson chama de "pavoroso gap de mortalidade".</p><p><strong>Leia:</strong> <a data-mce-href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html" href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os+30+remedios+essenciais+para+salvar+maes+e+bebes/n1596856468428.html" target="_self">30 remédios essenciais para salvar mães e bebês</a></p><p>Os partos prematuros são responsáveis por quase metade das mortes de recém-nascidos no mundo, o que o faz a segunda principal causa de morte de crianças abaixo de 5 anos, depois da pneumonia.</p><p>Embora mais de 90% dos bebês nascidos antes de 28 semanas nos países mais ricos sobrevivam, nos países pobres mais de 90% morrem. As taxas de parto prematuro variam de 4% em Belarus a 18% no Malaui, e geralmente acompanham os índices de pobreza.</p><p>Nove de 11 países com taxas de parto pré-termo acima de 15% se situam na África Subsaariana.</p><p><em>* Por Sharon Begley</em></p><p><strong>Quer receber notícias sobre o universo feminino semanalmente na sua caixa de e-mails? </strong><a href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html" target="_blank" data-mce-href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html"><strong>Assine a newsletter do Delas!</strong></a></p>]]></description><pubDate>Wed, 2 May 2012 16:58:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-05-02/partos-prematuros-aumentam-no-mundo.html</guid></item><item><title><![CDATA[A mulher que declarou guerra ao HPV]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-26/a-mulher-que-declarou-guerra-ao-hpv.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>Luísa Lina Villa foi a primeira a descobrir que o vírus é o causador da maioria dos cânceres de colo de útero<p>Em tempos de Segunda Guerra Mundial, a matriarca dos Villa n&atilde;o conseguiu estudar. Com o marido e duas filhas no encal&ccedil;o, a m&atilde;e deixou a It&aacute;lia e veio ao Brasil tentar uma nova vida. Ap&oacute;s uma longa viagem de navio, olhou para a ca&ccedil;ula Luisa Lina Villa e disparou a frase: &ldquo;a educa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a sua miss&atilde;o&rdquo;.</p>
<p>A menina obedeceu e fez dos livros e pesquisas seu objetivo de vida. E quando virou adulta utilizou todo o conhecimento adquirido nas escolas brasileiras para declarar uma nova guerra, desta vez pessoal.</p>
<p>O alvo escolhido pela italiana, naturalizada brasileira e bi&oacute;loga pela USP foi o <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/hpv/ref1237835742488.html">HPV</a>. As pesquisas pioneiras de Luisa, iniciadas na d&eacute;cada de 80, mudaram a forma da comunidade m&eacute;dica tratar as mulheres v&iacute;timas de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-colo-do-utero/ref1238131525203.html">c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero</a>. Seus dias e noites analisando as mol&eacute;culas cancer&iacute;genas no microsc&oacute;pio mostraram que o v&iacute;rus, at&eacute; ent&atilde;o desconhecido, era o causador de uma das doen&ccedil;as que mais mata no Pa&iacute;s.</p>
<p><strong>Guia de exames: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/hpv/ref1237835742488.html"><strong>saiba quais detectam o HPV</strong></a></p>
<p>S&oacute; em 2012, o c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero deve fazer 30 mil novas v&iacute;timas (projeta o Instituto Nacional do C&acirc;ncer). Descobrir que estes tumores tinham rela&ccedil;&atilde;o com o HPV, em mais de 40% dos casos, foi o primeiro passo para fazer do Papanicolaou um exame de rotina importante para resguardar a sa&uacute;de da mulher. Os achados de Luisa tamb&eacute;m foram o embri&atilde;o da vacina contra o HPV, hoje dispon&iacute;vel na rede particular do Pa&iacute;s, mas que protege pacientes do mundo todo contra este tumor maligno.</p>
<p><strong>Enciclop&eacute;dia: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-colo-do-utero/ref1238131525203.html"><strong>saiba mais sobre o c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero</strong></a></p>
<p>Para travar esta batalha, Lu&iacute;sa conta que precisou ser movida a paix&atilde;o. &ldquo;Um amor incondicional &agrave; ci&ecirc;ncia&rdquo;, define. Namoro antigo mesmo, que foi despertado aos 11 anos de idade, quando surpreendeu os pais ao fazer um pedido especial.</p>
<p><strong>Sapos, ap&ecirc;ndice e vestibular</strong></p>
<p>Luisa estava sentada &agrave; mesa, esperando o jantar, quando o pai comunicou &agrave; fam&iacute;lia que precisaria fazer uma viagem aos Estados Unidos. Disse que ficaria alguns dias longe de S&atilde;o Paulo mas que poderia trazer dois presentes, um para a filha mais velha, amante de poesia, e outro para a mais nova, que era fissurada pela natureza.</p>
<p>&ldquo;Minha irm&atilde; pediu goma de mascar, cadernos e bonecas, rel&iacute;quias por aqui&rdquo;, lembra. J&aacute; Lu&iacute;sa disparou: &ldquo;papai, quero um microsc&oacute;pio&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;Desde muito pequena, eu tinha uma curiosidade latente em saber o que tinha dentro das coisas. Estava na primeira s&eacute;rie do ensino fundamental e a professora havia ensinado o que era c&eacute;lula. Pirei com aquela informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, conta.</p>
<p>&ldquo;Imaginei que com um microsc&oacute;pio eu poderia saber como tudo funcionava. Quando meu pai trouxe o presente encomendado, comecei a minha investiga&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</p>
<p>A primeira coisa que Luisa observou foi uma gota d&rsquo;&aacute;gua. Depois, um pouquinho do sangue tirado do indicador do pai. Em seguida, a casca da cebola, o tecido do vestido da m&atilde;e, os insetos. Os restos de comida, os sapos e muitas coisas passaram por aquela lente que aumenta (s&oacute;) 5 vezes o tamanho das coisas. Os anos tamb&eacute;m passaram e a paix&atilde;o pelos bichos, c&eacute;lulas e fibras aumentava.</p>
<p>Aos 14 anos, Lu&iacute;sa precisou tirar o ap&ecirc;ndice e, em v&atilde;o, a m&atilde;e tentou convenc&ecirc;-la a deixar o &oacute;rg&atilde;o no hospital. &ldquo;Levei para casa. Guardei no formol. E vasculhava quase que diariamente aquelas fibras, aqueles tecidos, aquelas maravilhas&rdquo;, diz, gargalhando, ao lembrar da insatisfa&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia em ter de conviver com todos aqueles vidros espalhados pela casa. A irm&atilde; dizia que os vidros s&oacute; continham &quot;tranqueiras&rdquo;, mas Luisa garantia que se tratavam de &ldquo;micro-organismos important&iacute;ssimos para a vida&rdquo;.</p>
<p>Fazendo jus ao pedido da m&atilde;e de ter a educa&ccedil;&atilde;o como tarefa, Lu&iacute;sa se preparava para escolher a carreira no vestibular. Biologia j&aacute; era a alternativa certa, mas ficou ainda mais evidente em uma aula de ci&ecirc;ncias naturais.</p>
<p>&ldquo;A professora explicou na aula sobre o DNA. Fiquei maravilhada e n&atilde;o queria fazer outra coisa na vida.&rdquo;</p>
<p><strong>Escolhas e propostas</strong></p>
<p>Lu&iacute;sa Lina j&aacute; estudava brincando &ndash; e n&atilde;o teve muita dificuldade para em 1969 entrar na USP. Naturalizou-se brasileira porque sonhava em dar aula em escola p&uacute;blica e este era uma condi&ccedil;&atilde;o do governo para contratar professores. De forma volunt&aacute;ria &ndash; e para ir se acostumando &ndash; dava aula de educa&ccedil;&atilde;o sexual para alunos do per&iacute;odo noturno em um col&eacute;gio do Estado.</p>
<p>Com apenas 17 anos, ela j&aacute; percebia que os homens e mulheres, de qualquer idade, tinham uma dificuldade enorme em conhecer o pr&oacute;prio corpo, assimilar o autocuidado e a import&acirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es sexuais seguras. Condutas essas que se mostrariam t&atilde;o influentes, anos mais tarde, quando Luisa passou a pesquisar o HPV e constatou sua transmiss&atilde;o via sexo sem camisinha.</p>
<p>Nos corredores da USP, Luisa dividia essas experi&ecirc;ncias com a turma da Biologia, majoritariamente feminina. &ldquo;Eram tantas mulheres que o pessoal da F&iacute;sica e da Medicina Veterin&aacute;ria (na &eacute;poca ainda com mais meninos do que meninas) s&oacute; passava o intervalo com a gente&rdquo;, diz. Entre um lanche e outro, ela come&ccedil;ou um namoro com um dos futuros veterin&aacute;rios, rela&ccedil;&atilde;o que durou 13 anos e virou casamento.</p>
<p>&ldquo;Meu grande parceiro, at&eacute; hoje. Depois de casados, ficamos 6 anos juntos e acabamos nos separando. Com 35 de idade, quando as minhas amigas pensavam no segundo filho, eu estava me divorciando sem ter experimentado a maternidade.&rdquo;</p>
<p>&ldquo;&Eacute; claro que eu sei o quanto a paix&atilde;o pela ci&ecirc;ncia influenciou neste meu destino. J&aacute; confrontei v&aacute;rias vezes estes caminhos que trilhei, mas quando olho para tr&aacute;s, honestamente, n&atilde;o vejo como ter feito diferente&rdquo;, diz com toda sinceridade Lu&iacute;sa Lina Villa.</p>
<p>Se do &uacute;tero da pesquisadora n&atilde;o sairiam herdeiros, com o seu trabalho Lu&iacute;sa conseguiu deixar um importante legado. Suas pesquisas sobre microorganismo estavam a todo vapor, mas mudaram de foco quando ela recebeu um convite do Instituto Ludwig, uma das institui&ccedil;&otilde;es internacionais mais importantes do mundo, para pesquisar &ldquo;como era o c&acirc;ncer por dentro&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;Eu nunca tinha parado para pensar nesta doen&ccedil;a, mas a proposta me agu&ccedil;ou. Escolhi como foco o c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero e o de p&ecirc;nis e, desde ent&atilde;o, estou debru&ccedil;ada neles&rdquo;, pontua a pesquisadora</p>
<p><strong>Saiba mais</strong></p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/sexo+oral+o+alerta+do+hpv/n1237969758991.html"><strong>Sexo oral: o alerta do HPV</strong></a></p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/hpv-esta-em-30-dos-casos-de-cancer-de-penis/n1597620534066.html"><strong>HPV est&aacute; em 30% dos c&acirc;nceres de p&ecirc;nis</strong></a></p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/plantao+medico+tire+suas+duvidas+sobre+o+hpv/n1237507090235.html"><strong>HPV, o v&iacute;rus associado ao c&acirc;ncer</strong></a></p>
<p><strong>Dona Emozilia</strong></p>
<p>O ano era 1982, as investiga&ccedil;&otilde;es come&ccedil;aram e no final daquela d&eacute;cada a rela&ccedil;&atilde;o entre HPV, sigla misteriosa, e c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero e p&ecirc;nis j&aacute; estava estabelecida, comprovada e publicada nas revistas m&eacute;dicas mais importantes. Luisa passou a ser convocada pela ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica para ajudar na busca por uma vacina preventiva. Na metade dos anos 90, as doses j&aacute; estavam prontas e a bi&oacute;loga cientista referenciada nos quatro quantos do mundo por ter conduzido a maior parte das pesquisas no Brasil.</p>
<p><strong>Vacina do HPV: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/vacina-contra-hpv-para-adultas/n1237544381217.html"><strong>Testes das doses para adultas</strong></a></p>
<p>Nos anos 2000, Luisa e sua equipe come&ccedil;aram a investigar a associa&ccedil;&atilde;o entre os tumores malignos na l&iacute;ngua e pesco&ccedil;o e o mesmo v&iacute;rus. Pela primeira vez, a rela&ccedil;&atilde;o entre sexo oral desprotegido e c&acirc;ncer na boca come&ccedil;ou a ser divulgada.</p>
<p>A guerra contra o HPV, todos sabem, n&atilde;o foi vencida. Lu&iacute;sa ainda espera que a vacina chegue &agrave; rede p&uacute;blica brasileira, que as mulheres usem mais camisinha, que fa&ccedil;am o Papanicolaou regularmente e que os homens n&atilde;o precisem ter o p&ecirc;nis amputado ap&oacute;s um diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer &ndash; quatro em dez causados pelo HPV &ndash; em est&aacute;gio avan&ccedil;ado. Mas ela sabe que a sua hist&oacute;ria &eacute; de sucesso e, a todo momento, diz que nenhuma hist&oacute;ria se faz sozinha.</p>
<p>Dedica as conquistas &agrave; m&atilde;e e sua frase &ldquo;a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; sua miss&atilde;o&rdquo;, a todos os envolvidos nas pesquisas que ela j&aacute; fez, aos concorrentes que trouxeram mais dados aos ensaios cl&iacute;nicos e ao professor da USP Ricardo Brentani (falecido em 2011 e um dos principais nomes da ci&ecirc;ncia internacional).</p>
<p>&ldquo;Foi ele quem me soprou no ouvido, l&aacute; nos anos 1980, que a comunidade internacional estava de olho no HPV&rdquo;, diz Luisa.</p>
<p>A pesquisadora elencou uma lista de nomes e, com entusiasmo, citou dona Emozilia, faxineira do Ludwig, com quem a bi&oacute;loga testava os question&aacute;rios sobre h&aacute;bitos de vida antes de aplic&aacute;-los na popula&ccedil;&atilde;o participante das pesquisas.</p>
<p>&ldquo;Ela que me direcionava, dizia que as perguntas eram dif&iacute;ceis, f&aacute;ceis, aplic&aacute;veis ou n&atilde;o.&rdquo;</p>
<p>Luisa tamb&eacute;m coloca como pe&ccedil;as fundamentais na hist&oacute;ria o pai e seu primeiro microsc&oacute;pio, que ainda est&aacute; na sua penteadeira, com algumas partes faltando, mas com capacidade de mostrar como &eacute; importante conhecer as coisas por dentro.</p>
<p></p>
<p><strong>Nova gera&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/a-nova-formula-para-tratar-o-hpv/n1237743946865.html"><strong>Mariana Diniz, tamb&eacute;m bi&oacute;loga, pesquisa uma vacina para tratar o HPV. Doses no&nbsp;marcado s&atilde;o preventivas e n&atilde;o terap&ecirc;uticas</strong></a><strong><br />
&nbsp;</strong></p>]]></description><pubDate>Thu, 26 Apr 2012 11:28:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-26/a-mulher-que-declarou-guerra-ao-hpv.html</guid></item><item><title><![CDATA[Estresse emocional afeta mais o coração das mulheres]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-24/estresse-emocional-afeta-mais-o-coracao-das-mulheres.html</link><description><![CDATA[<p>EFE</p>Pequeno estudo mostrou que o coração delas está menos propenso do que o deles a reagir para compensar o estresse<p>As mulheres t&ecirc;m mais chances de apresentar problemas card&iacute;acos ap&oacute;s viverem situa&ccedil;&otilde;es estressantes, segundo um estudo apresentado nesta ter&ccedil;a-feira na confer&ecirc;ncia Biologia Experimental 2012, que est&aacute; sendo realizado em San Diego, nos Estados Unidos.</p>
<p>As doen&ccedil;as coronarianas s&atilde;o a maior causa de morte nos EUA, mas o problema afeta a popula&ccedil;&atilde;o de maneira diferente, pois a cada ano mais homens do que mulheres s&atilde;o diagnosticados com o problema.</p>
<p>Outros estudos mostraram que durante a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico o <a href="http://saude.ig.com.br/coracao/"><strong>cora&ccedil;&atilde;o</strong></a> dos homens se contrai mais que o das mulheres e isto diminui o fluxo de sangue. Mas as mulheres s&atilde;o mais propensas do que os homens a terem problemas card&iacute;acos ap&oacute;s sobressaltos emocionais.</p>
<p><strong>Veja o infogr&aacute;fico: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/o+infarto+do+novo+seculo/n1237864680431.html"><strong>O infarto do novo s&eacute;culo</strong></a></p>
<p>Uma equipe de pesquisadores do Col&eacute;gio de Medicina da Universidade Estadual da Pensilv&acirc;nia, liderado por Charity Sauder, realizou um estudo para entender estas diferen&ccedil;as e verificou que o fluxo sangu&iacute;neo realmente aumenta nos homens durante o estresse mental, mas n&atilde;o se altera nas mulheres.</p>
<p>A pesquisa foi realizada com 17 adultos saud&aacute;veis, oito homens e nove mulheres. Em cada volunt&aacute;rio foi medido o ritmo card&iacute;aco e a press&atilde;o arterial em descanso, assim como a condut&acirc;ncia vascular, que verifica por meio de um aparelho de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/ultrassonografia/ref1237835440345.html">ultrassom</a> o fluxo sangu&iacute;neo pelas vias coronarianas at&eacute; o cora&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Depois, os volunt&aacute;rios se submeteram a uma prova de tr&ecirc;s minutos de aritm&eacute;tica mental na qual os pesquisadores pediram que eles subtra&iacute;ssem sete de um n&uacute;mero ao acaso.</p>
<p>Para aumentar o estresse, os cientistas pressionaram os volunt&aacute;rios para realizarem a tarefa rapidamente, e al&eacute;m disso diziam que estavam errados mesmo quando fizeram a conta corretamente.</p>
<p>Ap&oacute;s a prova, eles foram submetidos mais uma vez &agrave;s tr&ecirc;s medi&ccedil;&otilde;es card&iacute;acas. Os testes mostraram que quando estavam em repouso os resultados dos homens e das mulheres n&atilde;o apresentavam grandes diferen&ccedil;as.</p>
<p>Durante a tarefa de aritm&eacute;tica mental todos os volunt&aacute;rios mostraram um aumento do ritmo card&iacute;aco e da press&atilde;o arterial. Mas enquanto os homens tiveram um aumento da condut&acirc;ncia coronariana sob estresse, as mulheres n&atilde;o apresentaram mudan&ccedil;as.</p>
<p>Esta diferen&ccedil;a, explicou um dos autores do estudo, Chester Ray, poderia predispor as mulheres a problemas card&iacute;acos durante o estresse.</p>
<p><strong>Fa&ccedil;a o teste e descubra: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/faca+o+teste+do+estresse/n1237794328403.html"><strong>Voc&ecirc; est&aacute; estressada?</strong></a></p>
<p>Os resultados foram surpreendentes, acrescentou Ray, j&aacute; que estudos anteriores indicavam que os homens t&ecirc;m um fluxo de sangue para o cora&ccedil;&atilde;o significativamente menor do que o das mulheres durante a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico. A nova pesquisa poderia explicar por que as mulheres t&ecirc;m mais problemas card&iacute;acos ap&oacute;s eventos estressantes, como a morte do marido, por exemplo.</p>
<p>&quot;A redu&ccedil;&atilde;o do estresse &eacute; importante para todos, seja qual for o g&ecirc;nero&quot;, disse Ray, &quot;mas este estudo mostra que o estresse afeta de maneira distinta os cora&ccedil;&otilde;es das mulheres&quot;, e por isso o risco delas sofrerem um problema coronariano ap&oacute;s uma situa&ccedil;&atilde;o traum&aacute;tica &eacute; maior.</p>
<p>A confer&ecirc;ncia Biologia Experimental come&ccedil;ou nesta segunda-feira e vai at&eacute; amanh&atilde;. O evento, que dever&aacute; atrair 12 mil participantes, &eacute; patrocinado pela Sociedade Fisiol&oacute;gica dos EUA e outras cinco institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas.</p>
<p><strong>Quer receber not&iacute;cias sobre o universo feminino toda semana na sua caixa de e-mails? </strong><a href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html"><strong>Assine a newsletter do Delas!</strong></a></p>]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 19:49:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-24/estresse-emocional-afeta-mais-o-coracao-das-mulheres.html</guid></item><item><title><![CDATA[Cobertura de pré-natal não chega a 50% em 11 estados brasileiros]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-24/cobertura-de-prenatal-nao-chega-a-50-em-11-estados-brasileiros.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>Infográfico sobre a maternidade no Brasil mostra que piores índices estão no Norte e Nordeste<p>O pr&eacute;-natal &eacute; o conjunto de atendimento cl&iacute;nico que ajuda a garantir a sa&uacute;de da m&atilde;e e do beb&ecirc;. Os especialistas definem que, durante a gesta&ccedil;&atilde;o, o ideal &eacute; passar por ao menos 7 consultas entre a confirma&ccedil;&atilde;o da <a href="http://saude.ig.com.br/gravidez/"><strong>gravidez</strong></a> e o parto.</p>
<p>Mas no Brasil, segundo levantamento feito pelo <strong>iG</strong><span style="font-weight: bold;"> </span>com base nos dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em  11 Estados menos da metade das gestantes tem acesso ao pr&eacute;-natal completo. Norte e Nordeste do Pa&iacute;s concentram estas mulheres.</p>
<p>O menor &iacute;ndice de cobertura est&aacute; no Maranh&atilde;o: 26,2% das futuras mam&atilde;es passam pelas 7 consultas. A maior taxa vem do Paran&aacute;: 80,3% de cobertura.</p>
<p><strong></strong></p>
<p><strong>Veja est&aacute; e outras informa&ccedil;&otilde;es no infogr&aacute;fico: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-04-20/infografico-a-maternidade-no-brasil.html"><strong>a Maternidade no Brasil</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Saiba como &eacute; </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/prenatal-perfeito/n1238122687018.html"><strong>o pr&eacute;-natal perfeito</strong></a><strong> e conhe&ccedil;a </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/as-doencas-mais-comuns-da-gravidez/n1597736678868.html"><strong>as doen&ccedil;as mais comuns da maternidade</strong></a><strong>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 14:03:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-24/cobertura-de-prenatal-nao-chega-a-50-em-11-estados-brasileiros.html</guid></item><item><title><![CDATA[Maternidade: em 16 estados, cesáreas superam partos normais]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-22/maternidade-em-16-estados-cesareas-superam-partos-normais.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>Infográfico sobre a maternidade no Brasil mostra que o Rio Grande do Sul é o líder em mães mais velhas. Veja<p>A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) preconiza que 15% do total de partos mundiais sejam do tipo ces&aacute;rea. A maioria das mulheres, portanto, deveria dar &agrave; luz de forma natural mas existe hoje, no mundo todo, um excesso de cirurgias dentro das maternidades.</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/diadasmaes/"><strong>Leia o Especial sobre Dia das M&atilde;es</strong></a></p>
<p>No Brasil, conforme levantamento in&eacute;dito feito pelo <strong>Delas</strong> com as &uacute;ltimas informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em 16 Estados os partos normais s&atilde;o minoria dos casos. <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/conselho-vai-investigar-epidemia-de-cesarea-no-pais/n1237655388204.html">O Conselho Federal de Medicina (CFM) classifica o fen&ocirc;meno como epidemia e j&aacute; iniciou uma investiga&ccedil;&atilde;o para apurar os motivos por tr&aacute;s do impulso das cesareanas.</a></p>
<p><strong>Veja tamb&eacute;m</strong>: <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/parto-natural-e-tres-vezes-mais-seguro/n1237535613594.html">Parto normal &eacute; 3 vezes mais seguro</a></p>
<p>Neste infogr&aacute;fico especial, &eacute; poss&iacute;vel descobrir quais locais concentram os maiores &iacute;ndices de ces&aacute;reas, al&eacute;m de outras informa&ccedil;&otilde;es sobre a maternidade brasileira. Uma das informa&ccedil;&otilde;es mapeadas, por exemplo, &eacute; que todo dia 12 mulheres com mais de 40 anos viram m&atilde;es no Pa&iacute;s. A idade avan&ccedil;ada da mulher pode ser uma das raz&otilde;es para op&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, conforme acreditam os obstetras.</p>
<p><strong>Acesse o infogr&aacute;fico: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-04-20/infografico-a-maternidade-no-brasil.html"><strong>a maternidade no Brasil</strong></a></p>]]></description><pubDate>Sun, 22 Apr 2012 06:19:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-22/maternidade-em-16-estados-cesareas-superam-partos-normais.html</guid></item><item><title><![CDATA[O que provoca ondas de calor, afinal?]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-20/o-que-provoca-ondas-de-calor-afinal.html</link><description><![CDATA[<p>The New York Times*</p>Estudo sugere que esse desconforto da menopausa  é provocado por algo mais do que a queda nos níveis hormonais<p>Milh&otilde;es de mulheres de meia-idade convivem com aqueles rubores intensos e repentinos, acompanhados de suor, conhecidos como as ondas de calor da <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/menopausa/ref1238131581293.html">menopausa.</a></p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/12+passos+para+uma+menopausa+saudavel/n1237824681182.html"><strong>12 passos para uma menopausa saud&aacute;vel</strong></a></p>
<p>Desde sempre se atribuiu a origem desses calores &agrave; queda dos n&iacute;veis hormonais que acompanha a menopausa, mas especialistas reconhecem que muito pouco se sabe sobre o que realmente faz com que eles surjam, ou o que ocorre no organismo das mulheres quando est&atilde;o enfrentando uma onda de calor.</p>
<p>&ldquo;Cerca de 70% das mulheres sente as ondas de calor, mas a fisiologia desse fen&ocirc;meno ainda n&atilde;o &eacute; bem compreendida&rdquo;, diz Rebecca Thurston, professora-assistente de Psicologia, Psiquiatria e Epidemiologia da Universidade de Pittsburgh (EUA).</p>
<p>Um novo estudo realizado por Thurston e seus colegas tentou explicar justamente isso. Os pesquisadores pediram a 21 mulheres na perimenopausa e na p&oacute;s-menopausa, todas entre 40 e 60 anos e que relataram ter ondas de calor di&aacute;rias, para usarem um monitor card&iacute;aco durante um per&iacute;odo de 24 horas. A perimenopausa &eacute; o tempo que antecede a menopausa, quando os ov&aacute;rios produzem menos estr&oacute;geno, mas uma mulher ainda menstrua.</p>
<p>O monitor card&iacute;aco mostrou que durante uma onda de calor, a variabilidade da frequ&ecirc;ncia card&iacute;ca &ndash; uma medida batida a batida das altera&ccedil;&otilde;es no ritmo card&iacute;aco &ndash; diminuiu significativamente, sinal de que o sistema nervoso parassimp&aacute;tico n&atilde;o estava funcionando t&atilde;o bem como normalmente faz.</p>
<p>O sistema nervoso parassimp&aacute;tico &eacute; faz parte do sistema nervoso aut&ocirc;nomo, que regula as fun&ccedil;&otilde;es corporais inconscientes, tais como as frequ&ecirc;ncias card&iacute;aca e respirat&oacute;ria. Enquanto o sistema nervoso simp&aacute;tico regula a rea&ccedil;&atilde;o de luta ou fuga, o sistema nervoso parassimp&aacute;tico est&aacute; envolvido com &ldquo;descanso e restaura&ccedil;&atilde;o&rdquo;, ou seja, &eacute; trabalho dele regular o corpo quando em repouso, explica a pesquisadora.</p>
<p>Outras pesquisas j&aacute; haviam encontrado uma associa&ccedil;&atilde;o entre doen&ccedil;as cardiovasculares e diminui&ccedil;&atilde;o do controle do sistema nervoso parassimp&aacute;tico do <a href="http://saude.ig.com.br/coracao/"><strong>cora&ccedil;&atilde;o</strong></a>. Enquanto os pesquisadores dizem que &eacute; demasiado cedo para concluir que as ondas de calor t&ecirc;m uma conex&atilde;o com doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o, vale a pena continuar a estud&aacute;-los, diz Thurston.</p>
<p>&ldquo;Houve uma redu&ccedil;&atilde;o transit&oacute;ria da atividade desse sistema durante a onda de calor, mas a boa not&iacute;cia &eacute; que ele volta ao normal&rdquo;, acrescenta Thurston. A pesquisa est&aacute; na edi&ccedil;&atilde;o deste m&ecirc;s do peri&oacute;dico cient&iacute;fico Menopause.</p>
<p>Para algo que &eacute; t&atilde;o comum, os especialistas dizem que &eacute; surpreendente qu&atilde;o pouco se sabe sobre as ondas de calor da menopausa. O que se sabe &eacute; que elas podem variar em frequ&ecirc;ncia, gravidade e dura&ccedil;&atilde;o. Algumas mulheres podem ter apenas algumas ondas de calor, enquanto outras experimentam m&uacute;ltiplas ondas por dia durante anos.</p>
<p>As ondas de calor s&atilde;o uma das queixas mais comuns das mulheres quando v&atilde;o ao m&eacute;dico, dizem especialistas. Elas podem prejudicar a qualidade de vida, o sono e levar a sentimentos de tristeza e at&eacute; depress&atilde;o, de acordo com informa&ccedil;&otilde;es divulgadas no estudo. Outras pesquisas t&ecirc;m indicado que ondas de calor est&atilde;o associadas a efeitos adversos &agrave; sa&uacute;de, incluindo doen&ccedil;as do cora&ccedil;&atilde;o e baixa densidade &oacute;ssea, uma condi&ccedil;&atilde;o que pode levar &agrave; <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/osteoporose/ref1238131529684.html">osteoporose</a>.</p>
<p>Especificamente, os estudos descobriram que as mulheres que t&ecirc;m ondas de calor s&atilde;o mais propensas a ter sinais de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/aterosclerose/ref1238131672860.html">aterosclerose</a> precoce (tamb&eacute;m chamado de endurecimento das art&eacute;rias), tais como placas calcificadas na aorta do cora&ccedil;&atilde;o, explica Thurston.</p>
<p>&ldquo;As mulheres simplesmente n&atilde;o precisam sofrer com eles&rdquo;, diz Margery Gass, diretor-executivo da Sociedade Norte-Americana de Menopausa.</p>
<p>O tratamento mais eficaz para ondas de calor &eacute; a terapia hormonal, geralmente estrog&ecirc;nio e progestina, explica Gass. No entanto, porque a terapia hormonal traz alguns riscos &ndash; incluindo o aumento do risco de certos c&acirc;nceres, como o de endom&eacute;trio &ndash; as mulheres s&oacute; devem usar horm&ocirc;nios, se estiverem realmente incomodadas com as ondas de calor, e devem permanecer usando somente enquanto precisam, defende Gass.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/antidepressivo+pode+reduzir+calores+da+menopausa/n1237960567812.html"><strong>Antidepressivo pode reduzir calores da menopausa</strong></a></p>
<p>Outra op&ccedil;&atilde;o de tratamento s&atilde;o os inibidores selectivos da recapta&ccedil;&atilde;o da serotonina, ou ISRS &ndash; uma classe de medicamentos comumente usada no tratamento da depress&atilde;o ou da ansiedade. Mas os medicamentos n&atilde;o funcionam t&atilde;o bem como os horm&ocirc;nios para a maioria das mulheres, diz Thurston.</p>
<p>Mudan&ccedil;as no estilo de vida tamb&eacute;m podem ajudar, sugere Gass. Na medida em que as pessoas envelhecem, a &ldquo;zona termoneutra&rdquo; &ndash; a temperatura na qual elas n&atilde;o sentem muito calor e nem muito frio &ndash; encolhe.</p>
<p>Um pequeno aumento na temperatura corporal pode provocar ondas de calor em algumas mulheres. Ent&atilde;o, evite ficar superaquecida, adverte Gass. Traga um ventilador para trabalhar e ligue-o se sentir que est&aacute; ficando calor. Use roupas em camadas de modo que possa ir &ldquo;descascando&rdquo; as camadas quando necess&aacute;rio. &Agrave; noite, durma com um cobertor leve e com uma perna descoberta, e evite edredons.</p>
<p>Com o tempo, as ondas de calor diminuem, e geralmente desaparecem totalmente, diz Gass.</p>
<p>&ldquo;O curso natural das ondas de calor &eacute; ficarem mais suaves e menos frequentes ao longo do tempo. E para a maioria das mulheres, elas desaparecem por completo&rdquo;, afirma o m&eacute;dico.</p>
<p>&ldquo;Algumas podem ter ondas de calor ocasionais para sempre, mas geralmente elas s&atilde;o administr&aacute;veis.&rdquo;</p>
<p><em>* Por Jenifer Goodwin</em></p>
<p><strong>Quer receber not&iacute;cias do universo feminino semanalmente na sua caixa de e-mails? </strong><a href="http:// http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html"><strong>Assine a newsletter do Delas!</strong></a></p>]]></description><pubDate>Fri, 20 Apr 2012 10:05:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-20/o-que-provoca-ondas-de-calor-afinal.html</guid></item><item><title><![CDATA[Todo dia, 12 mulheres com mais de 40 anos viram mães no País]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-18/todo-dia-12-mulheres-com-mais-de-40-anos-viram-maes-no-pais.html</link><description><![CDATA[<p>Fernanda Aranda, iG São Paulo</p>Infográfico sobre a maternidade no Brasil mostra que o Rio Grande do Sul é o líder em mães mais velhas<p>A maternidade est&aacute; envelhecendo no Brasil. Mapeamento in&eacute;dito feito pelo <strong>Delas</strong> &ndash; com base nas &uacute;ltimas informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &ndash; mostra que, diariamente, 12 mulheres com mais de 40 anos viram m&atilde;es no Pa&iacute;s.</p>
<p>As informa&ccedil;&otilde;es, feitas&nbsp;com&nbsp;o&nbsp;cruzamento do n&uacute;mero de nascidos vivos e a idade materna registrados em 2010,&nbsp;apontam que o Rio Grande do Sul &eacute; l&iacute;der neste quesito.</p>
<p><strong>Veja o infogr&aacute;fico: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-04-20/infografico-a-maternidade-no-brasil.html"><strong>A maternidade no Brasil</strong></a></p>
<p>Das 4.384 mulheres com mais de 40 anos que viraram m&atilde;es no Pa&iacute;s, 266 entraram em trabalho de parto nas maternidades &ndash; particulares e p&uacute;blicas &ndash; ga&uacute;chas.</p>
<p>Neste Estado, 3% das novas m&atilde;es de 2010 est&atilde;o nesta faixa-et&aacute;ria, fen&ocirc;meno impulsionado n&atilde;o apenas pela prioriza&ccedil;&atilde;o da carreira e do mercado de trabalho, mas pelo maior acesso &agrave;s t&eacute;cnicas de fertiliza&ccedil;&atilde;o assistida.</p>
<p><strong>Leia as reportagens: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/gravidez-apos-os-40-esta-virando-tendencia-social/n1237652907627.html"><strong>Gravidez ap&oacute;s os 40 &eacute; tend&ecirc;ncia social</strong></a> e <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mini+fiv+a+inseminacao+artificial+mais+barata+chega+ao+pais/n1237807599676.html"><strong>Fertiliza&ccedil;&atilde;o mais barata chega ao Pa&iacute;s</strong></a></p>
<p>Essas duas condi&ccedil;&otilde;es, afirmam os especialistas, possibilitam que a popula&ccedil;&atilde;o feminina ajustar &ndash; para mais tarde &ndash; o <a href="http://delas.ig.com.br/comportamento/diadasmaes/relogio-biologico-da-gravidez/n1237613826288.html">rel&oacute;gio biol&oacute;gico da gravidez</a>.</p>
<p>Os mesmos dados revelam que, no &uacute;ltimo ano mapeado pelo Minist&eacute;rio, 297 mulheres deram &agrave; luz ap&oacute;s o 50 anos de idade, uma m&eacute;dia de quatro partos a cada 5 dias.</p>
<p>Al&eacute;m das ga&uacute;chas, as paulistas, as fluminenses e boa parte das mulheres do Nordeste &ndash; Rio Grande do Norte, Cear&aacute; e Bahia &ndash; tamb&eacute;m t&ecirc;m vivenciado a experi&ecirc;ncia da maternidade tardiamente.</p>
<p>A chamada gesta&ccedil;&atilde;o tardia imp&otilde;e alguns cuidados, j&aacute; que os riscos de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/as-doencas-mais-comuns-da-gravidez/n1597736678868.html">doen&ccedil;as t&iacute;picas da gesta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais frequentes</a>.</p>
<p>O <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/prenatal-perfeito/n1238122687018.html">pr&eacute;-natal</a>, imprescind&iacute;vel em qualquer grupo et&aacute;rio, precisa ser ainda mais cauteloso, em especial para evitar o <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/diabetes+gestacional/ref1238131561426.html">diabetes gestacional </a>e a <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/hipertensao/ref1238131624953.html">hipertens&atilde;o</a>.</p>
<p><strong>Leia o especial sobre maternidade tardia</strong></p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/como-engravidar/n1597740324803.html"><strong>Um guia para quem quer engravidar<br />
Ser m&atilde;e aos 40: &ldquo;Fiz um acordo com os cosmos&rdquo;</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/fiz+questao+de+mostrar+a+barriga+diz+avo+que+deu+neta+a+luz/n1237789133881.html"><strong>M&atilde;e e av&oacute; de uma s&oacute; vez</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/os+prazeres+e+desafios+da+maternidade+aos+50+anos/n1237937142961.html"><strong>Prazeres e desafios de ser m&atilde;e aos 50 anos</strong><br />
</a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Wed, 18 Apr 2012 07:00:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/2012-04-18/todo-dia-12-mulheres-com-mais-de-40-anos-viram-maes-no-pais.html</guid></item><item><title><![CDATA[Estudo aponta risco de anticoncepcional da Bayer]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/estudo-aponta-risco-de-anticoncepcional-da-bayer/n1597740055608.html</link><description><![CDATA[<p>AE</p>Empresa diz que medicamentos Yaz e Yasmin, também vendidos no Brasil, são seguros, mas incluiu aviso nas bulas norte-americanas<p><span class="selo_ae"><small>selo</small></span></p>
<p>A Bayer HealthCare Pharmaceuticals informou que atualizou as bulas dos anticoncepcionais contendo drospirenona nos Estados Unidos, seguindo a determina&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o regulador americano.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/pilulas-mais-populares-apresentam-riscos/n1237506849319.html"><strong>P&iacute;lulas mais populares apresentam riscos</strong></a></p>
<p>O novo texto alerta que o medicamento com esse horm&ocirc;nio pode estar associado com &quot;risco mais elevado&quot; de tromboembolismo venoso (TEV) do que outros rem&eacute;dios. No Brasil, o laborat&oacute;rio comercializa os anticoncepcionais Yaz e Yasmin com esse horm&ocirc;nio.</p>
<p>A empresa, no entanto, ressalta que &quot;dados cl&iacute;nicos de per&iacute;odo de mais de 15 anos e os resultados de estudos de seguran&ccedil;a realizados p&oacute;s comercializa&ccedil;&atilde;o de at&eacute; 10 anos&quot; refor&ccedil;am a conclus&atilde;o da companhia de que os medicamentos s&atilde;o &quot;seguros e eficazes quando utilizados conforme orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica&quot;.</p>
<p>A Bayer tamb&eacute;m atualizou as bulas no Canad&aacute;, na Austr&aacute;lia e em pa&iacute;ses da Europa, a pedido de &oacute;rg&atilde;os reguladores locais. Mas isso n&atilde;o dever&aacute; ocorrer no Brasil, informa a assessoria de imprensa da empresa, sem que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) determine a mudan&ccedil;a.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/anvisa-faz-alerta-aos-medicos-sobre-risco-de-pilula/n1597344896359.html"><strong>Anvisa faz alerta aos m&eacute;dicos sobre risco de p&iacute;lula</strong></a></p>
<p>A ag&ecirc;ncia brasileira informou que, quando os estudos foram publicados, no ano passado, os m&eacute;dicos foram convocados a denunciarem a forma&ccedil;&atilde;o de co&aacute;gulos sangu&iacute;neos relacionados ao uso de drospirenona. Em seis meses, nenhum epis&oacute;dio foi relatado.</p>
<p>A ag&ecirc;ncia informa ainda que tem acompanhado o caso e solicitou os estudos &agrave; FDA. &quot;At&eacute; o presente momento, n&atilde;o houve sinal de risco sanit&aacute;rio identificado no &acirc;mbito do Sistema de Notifica&ccedil;&otilde;es em Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria - Notivisa&quot;.</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/qual-o-metodo-anticoncepcional-mais-indicado-para-voce/n1597668575678.html"><strong>Fa&ccedil;a o teste e descubra qual o m&eacute;todo anticoncepcional que mais combina com os seus planos e com a sua rotina</strong></a></p>
<p>O vice-presidente do departamento de Doen&ccedil;as Cerebrovasculares da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Neurologia (Abneuro), Rubens Gagliardi, lembra que todo anticoncepcional tem risco de facilitar a trombose, que pode levar ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).</p>
<p>&quot;Esse tipo de suspeita (risco maior de provocar o co&aacute;gulo sangu&iacute;neo) merece um estudo aprofundado, com segmento populacional grande, por tr&ecirc;s ou quatro anos. O risco de AVC &eacute; muito s&eacute;rio. Se for comprovado, deve ser divulgado na bula, sim&quot;.</p>
<p><i>Clarissa Thom&eacute;</i></p>
<p><strong>Quer receber not&iacute;cias sobre o mundo feminino semanalmente na sua caixa de e-mails? </strong><a href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html"><strong>Assine a newsletter do Delas!</strong></a></p>]]></description><pubDate>Thu, 12 Apr 2012 15:12:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/estudo-aponta-risco-de-anticoncepcional-da-bayer/n1597740055608.html</guid></item><item><title><![CDATA[Exercícios: excesso pode atrasar a gravidez em alguns casos]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/exercicios-excesso-pode-atrasar-a-gravidez-em-alguns-casos/n1597731351452.html</link><description><![CDATA[<p>The New York Times*</p>Para quem não está acima do peso, pesquisadores sugerem moderação na prática de atividades aeróbicas<p>O exerc&iacute;cio &eacute; uma vantagem para as mulheres que est&atilde;o tentando engravidar, mas exagerar na malha&ccedil;&atilde;o pode tornar a concep&ccedil;&atilde;o mais dif&iacute;cil para mulheres de peso normal &ndash; o mesmo n&atilde;o se aplicaria &agrave;s que est&atilde;o obesas ou com sobrepeso, apontam pesquisadores.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/exercicio+na+gravidez+requer+moderacao/n1237744150893.html"><strong>Exerc&iacute;cio na gravidez requer modera&ccedil;&atilde;o</strong></a></p>
<p>Considerados fatores de risco para a maioria dos problemas de sa&uacute;de, o sobrepeso e a obesidade n&atilde;o prejudicaram a fertilidade de mulheres que se engajaram na pr&aacute;tica vigorosa de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos &ndash; corrida, ciclismo e aer&oacute;bica. No entanto, mulheres com peso saud&aacute;vel que realizaram exerc&iacute;cios mais intensos foram mais propensas a demorar para engravidar.</p>
<p>O estudo foi conduzido por pesquisadores americanos e dinamarqueses que avaliaram a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e a fertilidade em milhares de mulheres dinamarquesas.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/menstruacao+irregular+pode+indicar+excesso+de+exercicios/n1237752967953.html"><strong>Menstrua&ccedil;&atilde;o irregular pode indicar excesso de exerc&iacute;cios</strong></a></p>
<p>Embora a atividade f&iacute;sica moderada tenha sido associada a um pequeno aumento nas taxas de fertilidade entre todas as mulheres, Lauren Wise, autora do estudo e professora-associada de epidemiologia na Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de Boston (EUAA), afirmou: &ldquo;Nosso estudo descobriu que os n&iacute;veis mais elevados de exerc&iacute;cio vigoroso foram associados a menores taxas de fertilidade em mulheres com peso normal, mas o mesmo n&atilde;o ocorreu com as que tinham sobrepeso ou eram obesas.&rdquo;</p>
<p>Segundo Wise, os resultados sugerem que a atividade f&iacute;sica de qualquer tipo pode melhorar a fertilidade entre as mulheres mais pesadas. Quanto &agrave;s suas hom&oacute;logas de peso normal que querem melhorar as pr&oacute;prias chances de gravidez, a pesquisadora sugere modera&ccedil;&atilde;o nos exerc&iacute;cios.</p>
<p>Estudos feitos com atletas de competi&ccedil;&atilde;o j&aacute; apontaram que exerc&iacute;cios intensos podem perturbar os ciclos menstruais, levar &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o da ovula&ccedil;&atilde;o e at&eacute; mesmo &agrave; aus&ecirc;ncia de mesntrua&ccedil;&atilde;o. Exerc&iacute;cios de alta intensidade, acrescentou Wise, tamb&eacute;m podem prejudicar a implanta&ccedil;&atilde;o quando um &oacute;vulo fertilizado na parede do &uacute;tero.</p>
<p>Os pesquisadores do estudo observacional recrutaram atrav&eacute;s da internet 3.628 mulheres com idades variando de 18 a 40 anos. Elas precisavam estar em rela&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis com parceiros do sexo masculino e planejando engravidar, mas n&atilde;o envolvidas em tratamentos de fertilidade.</p>
<p>Por meio de question&aacute;rios, os pesquisadores coletaram informa&ccedil;&otilde;es sobre peso, altura, hist&oacute;ria reprodutiva e m&eacute;dica, al&eacute;m de estilo de vida e detalhes de comportamento. Em seguida, enviaram question&aacute;rios de acompanhamento por e-mail a cada dois meses por um ano ou at&eacute; que a participante engravidasse.</p>
<p>No in&iacute;cio do estudo, as mulheres foram perguntadas sobre o n&uacute;mero m&eacute;dio de horas que malhavam por semana e sobre que tipos atividade f&iacute;sica de moderada ou vigorosa faziam. Corrida, ciclismo, aer&oacute;bica, gin&aacute;stica e nata&ccedil;&atilde;o foram consideradas atividades vigorosas. Caminhada r&aacute;pida, ciclismo de lazer, golfe e jardinagem foram definidas como moderadas.</p>
<p>As participantes foram categorizadas por seus n&iacute;veis de exerc&iacute;cio e os resultados foram avaliados de acordo com &iacute;ndice de massa corporal (IMC) &ndash; o IMC acima de 25 &eacute; considerado sobrepeso ou obesidade.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/calculadoraimc/"><strong>Calcule seu IMC e descubra se o seu peso est&aacute; de acordo com a sua altura</strong></a></p>
<p>Enquanto a atividade f&iacute;sica moderada foi ligada a engravidar mais r&aacute;pido em todas as faixas de IMC, os pesquisadores descobriram que havia uma &ldquo;associa&ccedil;&atilde;o inversa&rdquo; entre a atividade f&iacute;sica vigorosa e o tempo levado para engravidar nas mulheres com peso normal (IMC inferior a 25). Em mulheres com sobrepeso ou obesos, n&atilde;o havia nenhuma liga&ccedil;&atilde;o entre o exerc&iacute;cio vigoroso e tempo maior para engravidar.</p>
<p>Os resultados do estudo, que n&atilde;o comprovam uma rela&ccedil;&atilde;o de causa e efeito, foram publicados na edi&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o da revista Fertility and Sterility.</p>
<p>Wise observou que em outras pesquisas, o sobrepeso e a obesidade t&ecirc;m sido associadas a menores taxas de fertilidade em compara&ccedil;&atilde;o com mulheres com peso normal. A obesidade tem tamb&eacute;m sido associada com perturba&ccedil;&otilde;es do ciclo menstrual. Ela disse que o aumento da atividade f&iacute;sica neste estudo pode reverter os efeitos nocivos da obesidade e melhorar as taxas de fertilidade das mulheres com sobrepeso em geral.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/estilo+de+vida+pesa+sobre+fertilidade/n1237936283308.html"><strong>Estilo de vida pesa sobre a fertilidade</strong></a></p>
<p>Dimitrios Mastrogiannis, diretor da divis&atilde;o de medicina materno-fetal e professor-associado de obstetr&iacute;cia, ginecologia e ci&ecirc;ncias reprodutivas da Temple University, na Filad&eacute;lfia (EUA), disse: &ldquo;A obesidade &eacute; outro jogo, bem distinto. Diferentes horm&ocirc;nios atuam na obesidade &ndash; tecido gorduroso produz mais horm&ocirc;nios femininos, mais estrog&ecirc;nio. Al&eacute;m disso, outros horm&ocirc;nios s&atilde;o transformados em horm&ocirc;nios femininos no tecido adiposo&rdquo;. A pesquisa n&atilde;o sugere engordar para engravidar, ou parar completamente de fazer atividades f&iacute;sicas, aponta ele.</p>
<p>&ldquo;O exerc&iacute;cios s&atilde;o &oacute;timos. Est&atilde;o ligados a menos &iacute;ndices de doen&ccedil;a cardiovascular, c&acirc;ncer e diabetes&rdquo;, disse Mastrogiannis, lembrando que a pr&aacute;tica tamb&eacute;m est&aacute; ligada a gesta&ccedil;&otilde;es melhores, partos mais f&aacute;ceis, menos dor e menos partos induzidos. O que os resultados sugerem &eacute;: mulheres de peso normal que desejam engravidar devem moderar a pr&aacute;tica de atividades aer&oacute;bicas.&rdquo;</p>
<p><em>*Por Mary Brophy Marcus</em></p>
<p><strong>Quer receber not&iacute;cias sobre o universo feminino semanalmente na sua caixa de e-mails? </strong><a href="http://delas.ig.com.br/receba-as-noticias-do-delas-em-seu-email-todas-as-semanas/n1597617855469.html"><strong>Assine a newsletter do Delas!</strong></a></p>]]></description><pubDate>Thu, 12 Apr 2012 11:02:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/exercicios-excesso-pode-atrasar-a-gravidez-em-alguns-casos/n1597731351452.html</guid></item><item><title><![CDATA[Brasileiras fazem mais exames contra o câncer]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/brasileiras-fazem-mais-exames-contra-o-cancer/n1597737896364.html</link><description><![CDATA[<p>Priscilla Borges, iG Brasília</p>Realização de mamografias aumentou – mas não muito – nos últimos anos. Mulheres mais escolarizadas lideram estatísticas<p>Fazer exames para prevenir o <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html">c&acirc;ncer de mama</a> est&aacute; se tornando rotina entre as brasileiras lentamente. O n&uacute;mero de mulheres adultas &ndash; com idade entre 50 e 69 anos &ndash; que realizou pelo menos uma <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/mamografia/ref1237835444953.html">mamografia</a> nos &uacute;ltimos dois anos subiu de 71,2% para 73,3% (em cinco anos), segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/sete+passos+para+diminuir+mortes+por+cancer+de+mama/n1237802910724.html"><strong>7 passos para diminuir as mortes por c&acirc;ncer de mama</strong></a></p>
<p>Os dados fazem parte da pesquisa Vigil&acirc;ncia de Fatores de Risco e Prote&ccedil;&atilde;o para Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas por Inqu&eacute;rito Telef&ocirc;nico (Vigitel), realizada anualmente pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pesquisadores ouviram, por meio telefene, 54.144 pessoas entre janeiro e dezembro do ano passado, todas maiores de 18 anos e moradoras das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal.</p>
<p>Os resultados mostram que as mulheres mais escolarizadas s&atilde;o as mais preocupadas com a preven&ccedil;&atilde;o do <a href="http://saude.ig.com.br/cancer/"><strong>c&acirc;ncer</strong></a>. Entre as brasileiras que estudaram mais de 12 anos, 87,9% garantiram aos pesquisadores terem feito mamografia nos &uacute;ltimos dois anos.</p>
<p>O n&uacute;mero &eacute; bem inferior quando o p&uacute;blico analisado tem menos instru&ccedil;&atilde;o: 68,5% das brasileiras com menos de oito anos de estudo fizeram o exame. Para o secret&aacute;rio de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Jarbas Barbosa, os programas incentivo &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o dos exames na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de precisam ser ampliados.</p>
<p>De acordo com Barbosa, as capitais em que os &iacute;ndices de realiza&ccedil;&atilde;o de mamografias s&atilde;o mais baixos sofrem com a falta de equipamentos para atender a popula&ccedil;&atilde;o. Em Rio Branco, capital do Acre, apenas metade das mulheres adultas realizaram mamografia nos &uacute;ltimos dois anos. &Iacute;ndice que sobe para 86% em Vit&oacute;ria, no Esp&iacute;rito Santo.</p>
<p>&ldquo;Houve uma mudan&ccedil;a significativa no aumento da cobertura desse exame. Mas a diferen&ccedil;a de realiza&ccedil;&atilde;o por escolaridade mostra que temos de fazer um grande esfor&ccedil;o ainda para reduzir essas dist&acirc;ncias&rdquo;, afirma.</p>
<p><strong>Colo do &uacute;tero</strong></p>
<p>Os exames de preven&ccedil;&atilde;o do <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-colo-do-utero/ref1238131525203.html">c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero</a>, o <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/papanicolaou/ref1596825113280.html">Papanicolaou</a>, j&aacute; s&atilde;o realizados por 80,5% das mulheres com mais de 25 anos. Novamente, a escolaridade pesa a favor de quem estudou mais. Apenas uma em cada 10 mulheres que estudaram mais de 12 anos n&atilde;o fez o exame nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/7-perguntas-sobre-hpv/n1237491687413.html"><strong>7 perguntas sobre o HPV respondidas!</strong></a></p>
<p>Entre as brasileiras que estudaram at&eacute;, no m&aacute;ximo, oito anos, o percentual cai para 76,9%. S&atilde;o Paulo e Curitiba foram as capitais que mais realizaram o exame preventivo nas mulheres: 90% das paulistas e curitibanas passaram por ele nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Em Macei&oacute; a quantidade de mulheres que se submeteram ao exame cai para 68%.</p>
<p><strong>Preven&ccedil;&atilde;o</strong></p>
<p>Al&eacute;m do diagn&oacute;stico precoce da doen&ccedil;a, a estrat&eacute;gia do governo federal para combater o c&acirc;ncer &ndash; e outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/diabetes/ref1238131674836.html">diabetes</a>, <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/hipertensao/ref1238131624953.html">hipertens&atilde;o</a> e doen&ccedil;as cardiovasculares &ndash; &eacute; incentivar mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos na popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Diminuir a obesidade &eacute; um deles. Os dados do Vigitel divulgados nesta ter&ccedil;a mostram que as mulheres est&atilde;o t&atilde;o obesas quanto os homens (16% contra 15,6%), apesar de percentualmente serem menos numerosas em sobrepeso. Pouco mais da metade dos homens est&aacute; acima do peso, enquanto 44,7% das mulheres encontram-se nessa situa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>O &iacute;ndice de obesidade chega a 20% das mulheres com menos de oito anos de estudo, o maior entre homens e mulheres, independentemente da escolaridade.</p>
<p>De modo geral, as brasileiras se alimentam melhor &ndash; comem mais hortali&ccedil;as e frutas, carnes menos gordurosas, mais leite desnatado e tomam menos refrigerantes &ndash; mas ainda n&atilde;o praticam atividade f&iacute;sica como os homens. Apenas 22,4% das mulheres conta praticar atividade f&iacute;sica por lazer.</p>
<p><strong>Comece agora a fazer exerc&iacute;cios: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/exercicios/"><strong>siga o nosso programa de caminhada e corrida!</strong></a></p>
<p>Desde que o Vigitel foi criado, em 2006, a redu&ccedil;&atilde;o de fumantes entre as mulheres n&atilde;o acompanhou a queda do tabagismo entre os homens. Elas se mant&ecirc;m em est&aacute;veis 12%, enquanto os homens ca&iacute;ram dois pontos percentuais (de 20% para 18,1%). Tamb&eacute;m n&atilde;o houve queda no n&uacute;mero de mulheres que fumam mais de 20 cigarros por dia: 3,3%.</p>
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<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/diabetes+gestacional/ref1238131561426.html"><strong>Saiba mais sobre o diabetes gestacional na Enciclop&eacute;dia da Sa&uacute;de</strong></a></p>
<p>Os resultados deste estudo, publicado na revista Pediatrics, levantam &quot;s&eacute;rias preocupa&ccedil;&otilde;es em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica&quot;, disseram os pesquisadores. No m&ecirc;s passado, as autoridades de sa&uacute;de dos Estados Unidos revelaram que o n&uacute;mero de casos de autismo diagnosticados aumentou 23% entre 2006 e 2008, afetando uma m&eacute;dia de uma em 88 crian&ccedil;as.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/autismo-ganha-contornos-de-epidemia-nos-eua/n1597727229144.html"><strong>Autismo ganha contornos de epidemia nos EUA</strong></a></p>
<p>Os autores do estudo examinaram 1.004 duplas m&atilde;e-filho de diversos n&iacute;veis socioecon&ocirc;micos na Calif&oacute;rnia (leste). Aproximadamente a metade das crian&ccedil;as era autista, 172 sofriam de transtornos de desenvolvimento e 315 se consideravam normais.</p>
<p>Embora o estudo n&atilde;o tenha indicado se o peso ou a diabetes da m&atilde;e durante a gravidez eram a causa dos problemas psicol&oacute;gicos das crian&ccedil;as, estabeleceu uma clara correla&ccedil;&atilde;o entre estes transtornos e a sa&uacute;de materna.</p>
<p>Por exemplo, as m&atilde;es obesas tinham 67% mais chances de ter um filho com autismo e mais do dobro de possibilidades de ter um filho com algum tipo de transtorno que as m&atilde;es de peso normal sem diabetes.</p>
<p>Mais de 20% das m&atilde;es de crian&ccedil;as com autismo e outros problemas de desenvolvimento eram obesas. Apenas 14% das m&atilde;es de crian&ccedil;as com desenvolvimento normal eram obesas durante a gravidez, indicou a pesquisa.</p>
<p>O v&iacute;nculo entre a sa&uacute;de da m&atilde;e e &quot;os problemas de desenvolvimento neurol&oacute;gico das crian&ccedil;as &eacute; preocupante e pode ter implica&ccedil;&otilde;es em termos de sa&uacute;de p&uacute;blica&quot;, disse Paula Krakowiak, da Universidade da Calif&oacute;rnia, no estudo.</p>
<p>&quot;Mais de um ter&ccedil;o das mulheres americanas em idade de procriar s&atilde;o obesas e quase um d&eacute;cimo t&ecirc;m diabetes gestacional ou diabetes tipo 2 durante a gravidez&quot;, acrescentou Krakowiak.</p>
<p>Os cientistas acreditam que os problemas do feto podem ser resultado da exposi&ccedil;&atilde;o prolongada aos altos n&iacute;veis de insulina nas m&atilde;es diab&eacute;ticas, o que requer uma maior utiliza&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio e pode reduzir o fornecimento de oxig&ecirc;nio necess&aacute;rio ao feto.</p>
<p>A diabetes tamb&eacute;m pode diminuir os n&iacute;veis necess&aacute;rios de ferro para o feto, o que resulta em um fraco desenvolvimento do <a href="http://saude.ig.com.br/cerebro/"><strong>c&eacute;rebro</strong></a>.</p>
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<p>A cada cinco minutos durante o flerte, Mirela corria para o banheiro, passava &aacute;gua na careca, em uma coreografia desengon&ccedil;ada que arrancava risos das outras mulheres que queriam usar o sanit&aacute;rio e retocar o batom.</p>
<p>Se voc&ecirc; segurou a risada porque a hist&oacute;ria acima cont&eacute;m as palavras &ldquo;peruca&rdquo; e &ldquo;careca&rdquo;, a publicit&aacute;ria Mirela Janotti diria para relaxar e soltar o sorriso. O humor foi o fio condutor que ela encontrou para enfrentar o <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html">c&acirc;ncer de mama </a>descoberto em 2006, quando tinha s&oacute; 39 anos.</p>
<p><strong>Enciclop&eacute;dia: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html"><strong>saiba tudo sobre o c&acirc;ncer de mama</strong></a></p>
<p>Isso depois de sofrer &ldquo;feito o c&atilde;o&rdquo; naqueles 12 meses do diagn&oacute;stico. Em janeiro, o casamento de 12 anos terminou. Em julho, ela foi demitida. Em outubro, a av&oacute; materna &ndash; uma pessoa de quem ela gostava muito &ndash; morreu. Em dezembro, o n&oacute;dulo no seio esquerdo, mostrou a bi&oacute;psia, era um tumor maligno que obrigou a retirada total da mama. Tempos depois, por precau&ccedil;&atilde;o, a mama direita tamb&eacute;m foi mutilada.</p>
<p>Mas, calma. Mirela fez &ldquo;do lim&atilde;o uma bela e doce caipirinha&rdquo;.</p>
<p>&ldquo;Preenchi o vazio ap&oacute;s descobrir a doen&ccedil;a com experi&ecirc;ncias maravilhosas. Arrumei novo emprego, meu atual marido surgiu em meio &agrave; <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/pequeno-dicionario-dos-tratamentos-de-cancer/n1237928019113.html">quimioterapia</a>. Encontrei nova vida&rdquo;, pontua.</p>
<p>At&eacute; achar o tom divertido para o maior medo que j&aacute; sentiu na vida foi preciso ter &ldquo;muita for&ccedil;a na peruca&rdquo;, seu bord&atilde;o preferido desde que virou paciente e porta-voz da causa &ldquo;diagn&oacute;stico precoce&rdquo;. A frase de efeito virou o nome do seu livro, que chega &agrave; segunda edi&ccedil;&atilde;o este m&ecirc;s. Tamb&eacute;m em&nbsp;breve deve ser lan&ccedil;ado o document&aacute;rio <strong><a href="http://www.mulheresdepeito.com.br/">&ldquo;Mulheres de Peito&rdquo;, </a></strong>que conta a hist&oacute;ria de Mirela e de outras quatro mulheres que, em comum, t&ecirc;m no hist&oacute;rico uma das doen&ccedil;as que mais assusta o universo feminino.</p>
<p>Nesta entrevista ao <strong>Delas</strong>, a publicit&aacute;ria revisitou a experi&ecirc;ncia de estar entre as 50 mil mulheres que todos os anos recebem a not&iacute;cia de que s&atilde;o portadoras do c&acirc;ncer de mama.</p>
<p>Com algumas l&aacute;grimas ao lembrar dos momentos mais dif&iacute;ceis, por&eacute;m com muitas gargalhadas ao reviver as passagens divertidas, ela ensina como foi poss&iacute;vel transformar o furac&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es em um lugar tranquilo e divertido.</p>
<p><strong>Ch&atilde;o de ard&oacute;sia</strong></p>
<p>Frequentar o m&eacute;dico era rotina para Mirela Janotti desde 2003, quando descobriu um n&oacute;dulo benigno na mama que exigia acompanhamento de perto. As visitas ao ginecologista eram feitas a cada seis meses, religiosamente. Mas aqueles tempos estavam t&atilde;o complicados pelo div&oacute;rcio, o momento turbulento no servi&ccedil;o e doen&ccedil;a da av&oacute; que ela &ldquo;deixou o autocuidado para mais tarde&rdquo;. Quase foi tarde demais.</p>
<p>A separa&ccedil;&atilde;o do marido j&aacute; n&atilde;o do&iacute;a tanto, a filha de 11 anos estava mais acostumada com a ideia de n&atilde;o ter os pais morando na mesma casa, um novo namoro engatava e a publicit&aacute;ria, depois de um ano distante do m&eacute;dico, marcou a consulta.</p>
<p>Seria o &uacute;ltimo compromisso em S&atilde;o Paulo, j&aacute; que Mirela tinha decidido dar uma reviravolta na vida. Vendeu o carro, vendeu os m&oacute;veis, estava quase fechando neg&oacute;cio para vender o apartamento e iria morar em Natal (RN), j&aacute; que n&atilde;o tinha mais emprego por aqui. O ultrassom, entretanto, exigiu uma pausa nas mudan&ccedil;as.</p>
<p>&ldquo;O &uacute;nico n&oacute;dulo tinha se transformado em quatro. Desconfiei do semblante do doutor no momento em que ele pediu mais exames. Durante tr&ecirc;s dias, esperei pelos resultados j&aacute; desconfiada de que n&atilde;o seriam bons.&rdquo;</p>
<p>Mirela estava no supermercado e recebeu a liga&ccedil;&atilde;o a convocando para ir ao consult&oacute;rio. &ldquo;A secret&aacute;ria pediu para eu levar algu&eacute;m comigo. Minha vista ficou embaralhada, perdi o ar, fui para casa e ajoelhei no ch&atilde;o de ard&oacute;sia e rezei. A sensa&ccedil;&atilde;o era de que receberia, em alguns minutos, uma senten&ccedil;a de morte. Chamei minha m&atilde;e, fomos ao m&eacute;dico e eu n&atilde;o sabia como seria o amanh&atilde;&rdquo;, relembra.</p>
<p>Era c&acirc;ncer de mama mesmo, como Mirela desconfiava. Em 48 horas, ela estava na mesa de cirurgia, antes mesmo do conv&ecirc;nio m&eacute;dico autorizar a opera&ccedil;&atilde;o. Saiu da maca j&aacute; com a mama esquerda reconstru&iacute;da e a prescri&ccedil;&atilde;o de 8 sess&otilde;es de quimioterapia. O novo namorado virou ex antes mesmo da alta. &ldquo;Ele n&atilde;o aguentou a press&atilde;o e sumiu&rdquo;.</p>
<p><strong>Outras hist&oacute;rias: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/ha-beleza-no-cancer-de-mama/n1237733737342.html"><strong>Mulheres contam como a vaidade ficou ap&oacute;s o c&acirc;ncer de mama</strong></a></p>
<p>Mirela foi para o apartamento sem m&oacute;veis, sem carro para dirigir e tamb&eacute;m sem um novo emprego para mudar o foco dos pensamentos.</p>
<p><strong>Divers&atilde;o?</strong></p>
<p>A carapu&ccedil;a de v&iacute;tima serviria como luva. Quando os longos cabelos louros ca&iacute;ram de uma s&oacute; vez, Mirela achou que n&atilde;o teria outra alternativa a n&atilde;o ser virar, ela pr&oacute;pria, a doen&ccedil;a.</p>
<p>&ldquo;Comecei a rabiscar alguns textos, com a ideia de que deixaria o di&aacute;rio para a minha filha ler quando eu morresse.&rdquo;</p>
<p>&ldquo;Uma amiga ent&atilde;o me convidou para passar um s&aacute;bado na praia. Eu fui e a gente deu tanta risada... A minha careca n&atilde;o chamava tanta aten&ccedil;&atilde;o assim. Naquela tarde, percebi que continuava a mesma pessoa, n&atilde;o precisava ser triste s&oacute; porque tinha ficado doente&rdquo;, pensou ao voltar para S&atilde;o Paulo.</p>
<p>Esta vis&atilde;o entristecida do c&acirc;ncer de mama, acredita Mirela, faz com que as mulheres n&atilde;o percebam muitas passagens engra&ccedil;adas do tratamento.</p>
<p>&ldquo;Lembro de certa vez ao encontrar uma amiga de inf&acirc;ncia, estava de chap&eacute;u, e ela foi logo disparando: nossa! Como sua pele est&aacute; &oacute;tima. Fez botox?&rdquo;, perguntou. &ldquo;Respondi, n&atilde;o menina! &Eacute; quimioterapia mesmo! O rosto brilha com ela&rdquo;, emendou.</p>
<p>&ldquo;Foi t&atilde;o natural e, ao mesmo tempo, t&atilde;o engra&ccedil;ado que ca&iacute;mos na gargalhada&rdquo;, conta Mirela.</p>
<p>&ldquo;A sala de espera para fazer quimioterapia &eacute; outra divers&atilde;o. As revistas na mesa central s&atilde;o todas femininas, com muitas op&ccedil;&otilde;es de cortes de cabelos e mat&eacute;rias ensinando a valorizar o seu lado feminino. Um dia eu e as outras pacientes, todas carecas, ficamos tirando sarro disso. Pensa, n&atilde;o &eacute; o m&aacute;ximo?&rdquo;, diz.</p>
<p><strong>Dica de sa&uacute;de: </strong><a href="http://saude.ig.com.br/bemestar/oncofitness+exercicios+contra+o+cancer+de+mama/n1237739061595.html"><strong>saiba o que &eacute; oncofitness, a s&eacute;rie de exerc&iacute;cios que ajuda mulheres com c&acirc;ncer de mama</strong></a></p>
<p>As folhas do caderno come&ccedil;aram a receber palavras bem-humoradas sobre a doen&ccedil;a e n&atilde;o mais de despedida. &ldquo;Tudo ficou mais leve. N&atilde;o mais f&aacute;cil, por&eacute;m mais leve. Viver com c&acirc;ncer &eacute; diferente de viver o c&acirc;ncer. Foi ficando legal estar viva que j&aacute; n&atilde;o pensava mais que iria morrer.&rdquo;</p>
<p><strong>Len&ccedil;os da sorte</strong></p>
<p>Mirela Janotti procurou emprego, amarrou um len&ccedil;o na cabe&ccedil;a e foi para a entrevista confiante ap&oacute;s receber o contato do propriet&aacute;rio de uma pequena ag&ecirc;ncia de publicidade. Saiu de l&aacute; com a vaga garantida e, na semana seguinte, voltou para o batente. J&aacute; estava para come&ccedil;ar as sess&otilde;es de radioterapia (seriam 25 no total) e mesmo enjoada e com dificuldade de comer &ndash; sequelas do tratamento anticancer &ndash; ela ficou com vontade de beijar na boca.</p>
<p>&ldquo;Namorar e paquerar eram verbos que eu n&atilde;o conjugava mais.&rdquo;</p>
<p>A mesma amiga que a convidou para ir a praia no in&iacute;cio da terapia, sugeriu um bar dan&ccedil;ante para outro s&aacute;bado &agrave; noite. Mirela deixou o len&ccedil;o em casa e resolveu apostar na peruca, um acess&oacute;rio que nunca curtiu. A vaidade, no entanto, a convenceu a usar. Naquela noite, fez toda a coreografia que inicia este texto, no banheiro. Sem dramas, explicou ao mo&ccedil;o que n&atilde;o tinha incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria (as diversas visitas ao toalete deixaram o rapaz intrigado) e, sim, c&acirc;ncer de mama.</p>
<p>&ldquo;Ele n&atilde;o fugiu, acredita?&rdquo;</p>
<p>&ldquo;Ligou no dia seguinte e estamos juntos desde ent&atilde;o&rdquo;, diz quatro anos depois. Tamb&eacute;m surgiram v&aacute;rios outros convites de emprego e, em um deles, ela virou diretora de arte, posi&ccedil;&atilde;o que ocupa at&eacute; hoje, em uma ag&ecirc;ncia importante da capital paulista. O novo cabelo primeiro nasceu enrolado e branco, mas agora j&aacute; est&aacute; louro e liso, &ldquo;do jeito que sempre quis&rdquo;</p>
<p>Os len&ccedil;os da sorte foram doados para outras pacientes. Quando as madeixas naturais chegarem na altura da cintura, ela vai cortar chanel (como a peruca do primeiro encontro) e doar os fios para enfeitar as carecas de pacientes que n&atilde;o gostam de turbantes.</p>
<p>Mirela n&atilde;o fumava, n&atilde;o bebia, fazia exerc&iacute;cio e n&atilde;o tinha casos de c&acirc;ncer na fam&iacute;lia. Ainda assim, ela garante que hoje entende os motivos para ter entrado para as estat&iacute;sticas do c&acirc;ncer de mama.</p>
<p>&ldquo;Achei que era castigo, mas o c&acirc;ncer de mama virou minha miss&atilde;o&rdquo;. Uma miss&atilde;o bem humorada!</p>
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<br />
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<p>As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html">c&acirc;ncer de mama</a> e foram diagnosticadas com a doen&ccedil;a nos est&aacute;gios um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobreviv&ecirc;ncia de C&acirc;ncer de Mama de Xangai.</p>
<p>As mulheres que ingeriram mais legumes cruc&iacute;feros durante 36 meses ap&oacute;s seu diagn&oacute;stico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em compara&ccedil;&atilde;o com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.</p>
<p>O risco de morrer de c&acirc;ncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorr&ecirc;ncia de c&acirc;ncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas.</p>
<p>Sarah Nechuta, aluno de p&oacute;s-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de c&acirc;ncer de mama &quot;podem considerar o aumento da ingest&atilde;o de legumes cruc&iacute;feros, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saud&aacute;vel&quot;.</p>
<p>Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associa&ccedil;&atilde;o Americana para a Pesquisa sobre o C&acirc;ncer, em Chicago, destacou que as <a href="http://saude.ig.com.br/dieta/"><strong>dietas</strong></a> costumam variar entre as chinesas e as ocidentais.</p>
<p>&quot;Os legumes cruc&iacute;feros comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chin&ecirc;s e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas s&atilde;o os cruc&iacute;feros mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros pa&iacute;ses ocidentais&quot;, afirmou.</p>
<p>&quot;Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas &eacute; muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas&quot;, continuou.</p>
<p>Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes cruc&iacute;feros - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no c&acirc;ncer.</p>]]></description><pubDate>Wed, 4 Apr 2012 11:52:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/legumes-melhoram-sobrevida-de-vitimas-de-cancer-de-mama/n1597731890533.html</guid></item><item><title><![CDATA[Estudo recomenda associação de ultrassom e ressonância à mamografia]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/estudo-recomenda-associacao-de-ultrassom-e-ressonancia-a-mamogra/n1597731297601.html</link><description><![CDATA[<p>AFP</p>Pesquisa mostrou que as duas técnicas ajudaram a detectar pequenos tumores cancerosos que passaram despercebidos na mamografia<p>Os exames anuais que as mulheres fazem preventivamente para a detec&ccedil;&atilde;o precoce de tumores cancerosos nas mamas poderiam ser refinados com o aux&iacute;lio do <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/ultrassonografia/ref1237835440345.html">ultrassom</a> e da <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/ressonancia+magnetica+rm/ref1237835205560.html">resson&acirc;ncia magn&eacute;tica</a>, al&eacute;m da mamografia, mais comum, revelou um estudo feito nos Estados Unidos e divulgado nesta ter&ccedil;a-feira.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/exames-da-mulher/n1237563912216.html"><strong>Os principais exames da mulher em cada etapa da vida</strong></a></p>
<p>A pesquisa, publicada na edi&ccedil;&atilde;o de 4 de abril do Jornal da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Americana, demonstrou que estas duas t&eacute;cnicas ajudaram a detectar pequenos tumores cancerosos que passaram despercebidos em <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/mamografia/ref1237835444953.html">mamografias</a>.</p>
<p>O estudo acompanhou 2.662 mulheres com risco elevado de desenvolver <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html">c&acirc;ncer de mama</a>, particularmente devido a mamas densas e/ou a hist&oacute;rico familiar da doen&ccedil;a. Elas concordaram em se submeter a tr&ecirc;s testes independentes em um ano, realizados aleatoriamente. Os tr&ecirc;s testes detectaram um total de 111 c&acirc;nceres, o correspondente a 2,6% do total do grupo.</p>
<p>A mamografia, que &eacute; um exame de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/exames/raio+x+radiografia/ref1237829935074.html">raio-X</a> de baixa dose de radia&ccedil;&atilde;o, detectou 59 c&acirc;nceres ou 53% do total dos c&acirc;nceres encontrados.</p>
<p>O ultrassom, um exame que usa ondas sonoras para gerar uma imagem do funcionamento interno do corpo e costuma ser usado na <a href="http://saude.ig.com.br/gravidez/"><strong>gravidez</strong></a>, detectou 29% dos tumores cancerosos.</p>
<p>Exames de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, que usam o campo magn&eacute;tico combinado com pulsos de r&aacute;dio-frequ&ecirc;ncia, identificaram 8% dos c&acirc;nceres que os outros dois m&eacute;todos n&atilde;o conseguiram detectar. Onze c&acirc;nceres ou 11% n&atilde;o foram detectados por nenhum dos tr&ecirc;s m&eacute;todos, destacou o estudo.</p>
<p>&quot;Exames anuais de ultrassom podem detectar c&acirc;nceres de mama pequenos, n&oacute;dulo-negativos, que n&atilde;o s&atilde;o vistos na mamografia&quot;, destacou o estudo.</p>
<p>&quot;A resson&acirc;ncia magn&eacute;tica pode revelar c&acirc;nceres de mama adicionais, que n&atilde;o foram identificados pela mamografia ou pela resson&acirc;ncia magn&eacute;tica&quot;, acrescentou, ressaltando que a t&eacute;cnica n&atilde;o &eacute; adequada para todos os pacientes e representa custos e riscos mais elevados do que os outros m&eacute;todos.</p>
<p>Segundo Kristin Byrne, chefe do centro de imagens de mama do Hospital Lenox Hill, em Nova York, o estudo mostra que m&eacute;todos alternativos de testagem podem ajudar a identificar c&acirc;nceres que a mamografia n&atilde;o conseguiu detectar.</p>
<p><strong>Leia: </strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/sete+passos+para+diminuir+mortes+por+cancer+de+mama/n1237802910724.html"><strong>Sete passos para diminuir as mortes por c&acirc;ncer de mama</strong></a></p>
<p>&quot;Quase a metade dos c&acirc;nceres n&atilde;o teriam sido detectados com a mamografia sozinha&quot;, afirmou Byrne, que n&atilde;o participou do estudo.</p>
<p>&quot;O c&acirc;ncer de mama &eacute; dif&iacute;cil de detectar pela mamografia em pacientes com tecido mam&aacute;rio denso. O ultrassom e a resson&acirc;ncia magn&eacute;tica detectam um n&uacute;mero significativo de c&acirc;nceres de mama que n&atilde;o s&atilde;o vistas na mamografia em pacientes com tecido mam&aacute;rio denso&quot;, acrescentou.</p>
<p>&quot;Exames adicionais de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica e ultrassom s&atilde;o importantes em pacientes com alto risco e que tenham mamas densas para a detec&ccedil;&atilde;o precoce&quot; da doen&ccedil;a, concluiu.</p>
<p><strong>Siga lendo sobre esse assunto:<br />
</strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/internacao-por-cancer-de-mama-em-jovens-cresce-10-no-pais/n1597611427572.html"><strong>Interna&ccedil;&atilde;o por c&acirc;ncer de mama em jovens cresce 10% no Pa&iacute;s</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://saude.ig.com.br/controle+da+obesidade+reduz+cancer+de+mama+em+28/n1237592395580.html"><strong>Controle da obesidade reduz c&acirc;ncer de mama em 28%</strong></a><strong><br />
</strong><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/um+cancer+de+mama+diferente+em+cada+etapa+da+vida/n1237956961010.html"><strong>Um c&acirc;ncer de mama diferente em cada etapa da vida</strong></a></p>]]></description><pubDate>Tue, 3 Apr 2012 19:34:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/estudo-recomenda-associacao-de-ultrassom-e-ressonancia-a-mamogra/n1597731297601.html</guid></item><item><title><![CDATA[Cirurgia do silicone completa 50 anos]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/cirurgia-do-silicone-completa-50-anos/n1597729885249.html</link><description><![CDATA[<p>BBC</p>Aos 80 anos, primeira a aumentar os seios diz que "passou a chamar atenção". Técnica surgiu para ajudar mulheres com câncer<p><span class="selo_bbc"><small>selo</small></span></p>
<p>Timmie Jean Lindsey, uma americana m&atilde;e de seis filhos, foi a primeira mulher a receber um implante de silicone para aumentar o tamanho dos seios, em 1962.</p>
<p>Cinquenta anos depois, a opera&ccedil;&atilde;o realizada no hospital Jefferson Davis, em Houston, no Estado do Texas, tornou-se a segunda cirurgia pl&aacute;stica mais popular no mundo, com 1,5 milh&atilde;o de procedimentos somente em 2010, perdendo apenas para a lipoaspira&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/os-cuidados-antes-de-colocar-o-silicone/n1237570294338.html">Os cuidados antes de colocar silicone</a></p>
<p>Difundidas internacionalmente, as pr&oacute;teses de silicone n&atilde;o ficaram isentas de problemas e riscos &agrave; sa&uacute;de no decorrer de sua hist&oacute;ria. Nos anos 1990, os EUA chegaram a banir a cirurgia por suspeitas de que o material pudesse causar uma doen&ccedil;a do sistema imunol&oacute;gico.</p>
<p>Mas foi em 2010 que os implantes de silicone tornaram-se alvo da maior pol&ecirc;mica desde a opera&ccedil;&atilde;o pioneira cinco d&eacute;cadas antes. As pr&oacute;teses da <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/entenda-o-caso-das-proteses-francesas-pip/n1597586308927.html">francesa Poly Implant Prothese (PIP) </a>foram proibidas em dezenas de pa&iacute;ses, a empresa foi fechada e seu dono teve pris&atilde;o decretada pela Justi&ccedil;a da Fran&ccedil;a, ap&oacute;s a descoberta de que elas continham silicone industrial que poderia causar c&acirc;ncer e que tinham alto risco de ruptura.</p>
<p>No Brasil, a importa&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;teses est&aacute; suspensa pela Anvisa (Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria) desde o dia 22 de mar&ccedil;o at&eacute; que o Inmetro crie um sistema de avalia&ccedil;&atilde;o de qualidade e os fabricantes passem pelos testes para obter um selo de aprova&ccedil;&atilde;o.</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/anvisa-suspende-importacao-e-venda-de-silicone-no-pais/n1597702826222.html">Suspensa a venda de silicones no Pa&iacute;s</a></p>
<p>Para a pioneira Timmie Jean Lindsey, no entanto, o procedimento trouxe muitos benef&iacute;cios. &quot;Eu achei que eles tinham ficado perfeitos (...) Eu os sentia t&atilde;o macios, igual a seios de verdade&quot;, diz a pioneira, atualmente com 80 anos. &quot;Mas s&oacute; me dei conta do resultado mesmo quando sa&iacute; na rua e percebi que os homens assobiavam para mim&quot;, relembra.</p>
<p>Embora a opera&ccedil;&atilde;o tenha melhorado sua autoconfian&ccedil;a - e ela gostou de receber mais aten&ccedil;&atilde;o - Timmie nunca tinha pensado em aumentar o tamanho dos seios. O motivo de sua ida ao hospital era inicialmente a retirada de uma tatuagem nos seios, e foi a&iacute; que os m&eacute;dicos respons&aacute;veis pela opera&ccedil;&atilde;o lhe questionaram se ela gostaria de participar da primeira tentativa de implante de silicone da Hist&oacute;ria.</p>
<p>Mas, em mat&eacute;ria de cirurgia est&eacute;tica, outra parte do corpo incomodava mais Timmie. &quot;Eu estava mais preocupada em colocar minhas orelhas para tr&aacute;s (...) Elas se destacavam muito, eu parecia o Dumbo! E eles me disseram 'faremos isso tamb&eacute;m'&quot;.</p>
<p>Ambiciosos, os cirurgi&otilde;es pioneiros Frank Gerow e Thomas Cronin foram em frente com o procedimento, mas a ideia inicial foi apenas de Gerow. &quot;Frank Gerow apertou uma bolsa pl&aacute;stica com sangue e observou o quanto isso se parecia com um seio de uma mulher&quot;, indica Teresa Riordan, autora do livro Inventing Beauty: A History of the Innovations that have Made Us Beautiful (&quot;A Inven&ccedil;&atilde;o da Beleza: Uma Hist&oacute;ria das Inova&ccedil;&otilde;es que nos Tornaram Belas&quot;, em tradu&ccedil;&atilde;o livre).</p>
<p>&quot;E a&iacute; ele teve aquele momento de 'eureka', quando concebeu a ideia do primeiro implante mam&aacute;rio&quot;, diz.</p>
<p><strong>Cobaia</strong></p>
<p>A primeira cobaia para o implante de silicone foi uma cadela chamada Esmeralda, e o princ&iacute;pio b&aacute;sico por tr&aacute;s do prot&oacute;tipo era simples. &quot;Um foguete decola com uma eleva&ccedil;&atilde;o e um forte impulso, a mesma coisa serve para o aumento dos seios&quot;, diz Thomas Biggs, que trabalhava com Gerow e Cronin em 1962 como residente em cirurgia pl&aacute;stica. &quot;Eu fiquei encarregado da cadela. O implante foi colocado embaixo da pele e deixado ali por duas semanas, at&eacute; ela mastigar os pontos e a pr&oacute;tese teve que ser removida&quot;, relembra.</p>
<p>A opera&ccedil;&atilde;o foi considerada um sucesso e Gerow declarou que os implantes eram &quot;t&atilde;o inofensivos quanto a &aacute;gua&quot;. Pouco depois, sua equipe come&ccedil;ou a procurar por mulheres dispostas a testar a novidade. Primeira a aceitar, Timmie Jean Lindsey tem apenas uma vaga lembran&ccedil;a do dia da opera&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>&quot;Quando fui para a sala de recupera&ccedil;&atilde;o sentia apenas bastante peso no meu peito, como se algo pesado tivesse sido colocado ali. Foi mais ou menos isso. Depois de uns tr&ecirc;s ou quatro dias a dor havia passado&quot;. O residente Biggs dividiu com o resto da equipe a anima&ccedil;&atilde;o pelo sucesso do procedimento, mas n&atilde;o tinha ideia do que eles tinham acabado de descobrir.</p>
<p>&quot;Claro que foi um pouco empolgante, mas se eu tivesse um espelho para o futuro, teria ficado estupefato. Eu n&atilde;o era s&aacute;bio o suficiente para perceber a magnitude daquilo&quot;, conta.</p>
<p><strong>Impacto da inova&ccedil;&atilde;o </strong></p>
<p>Um ano depois, em 1963, o real impacto da novidade come&ccedil;ou a ser percebido quando a equipe apresentou seus resultados &agrave; Sociedade Internacional de Cirurgia Pl&aacute;stica. &quot;O mundo da cirurgia pl&aacute;stica ficou absolutamente 'em chamas' de entusiasmo&quot;, diz Biggs.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o momento da inova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o poderia ter sido melhor. O fim dos anos 1950 foi repleto de refer&ecirc;ncias culturais que levavam a um ideal de seios grandes.&nbsp; A revista Playboy e a boneca Barbie eram lan&ccedil;amentos recentes, e as estrelas de Hollywood tamb&eacute;m contribu&iacute;ram para a cria&ccedil;&atilde;o dessa imagem.</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/beleza/corpo/seios+e+silicone+ou+natural/n1597180338912.html">Fa&ccedil;a o teste com as famosas: &Eacute; silicone ou &eacute; natural?</a></p>
<p>&quot;O look 'peitudo' de Marilyn Monroe e Jane Russel e tamb&eacute;m o novo look da Dior de 1957 realmente enfatizavam esta silhueta curvil&iacute;nea, e come&ccedil;ou a despertar nas mulheres o desejo de aumentar os seios&quot;, diz a autora Teresa Riordan. Os &quot;falsies&quot;, suti&atilde;s com enchimento, ganharam popularidade, mas cada vez mais as mulheres queriam algo mais. Nos anos anteriores, diferentes t&eacute;cnicas tinham sido experimentadas.</p>
<p>Durante a d&eacute;cada de 1950, m&eacute;dicos come&ccedil;aram a usar implantes de esponjas, e alguns dizem at&eacute; que Marilyn Monroe teria passado pelo procedimento, embora a informa&ccedil;&atilde;o nunca tenha sido confirmada oficialmente. O material, no entanto, n&atilde;o tinha durabilidade. As esponjas logo encolhiam e se tornavam &quot;duras como bolas de baseball&quot;, conta o ent&atilde;o residente Thomas Biggs.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Entrevista DR. Hollywood</strong>: <a href="http://delas.ig.com.br/beleza/corpo/a-epoca-dos-seios-grandes-esta-acabando-diz-robert-rey/n1597665009982.html">&quot;A &eacute;poca&nbsp;dos seios grandes est&aacute; acabando&quot;&nbsp;</a></p>
<p><strong>Silicone </strong></p>
<p>A fascina&ccedil;&atilde;o americana por artigos artificiais e de pl&aacute;stico na &eacute;poca do p&oacute;s-guerra tamb&eacute;m favoreceu o silicone como um forte candidato a ser o material da vez, embora tenham sido prostitutas japonesas as primeiras a testarem o produto para aumentar seus seios.</p>
<p>Determinadas a faturar com os soldados dos EUA durante a ocupa&ccedil;&atilde;o do Jap&atilde;o, elas injetavam silicone roubado no porto de Yokohama diretamente nos seios. As inje&ccedil;&otilde;es tinham um efeito colateral conhecido como &quot;silicone podre&quot;, em que a &aacute;rea ao redor da aplica&ccedil;&atilde;o poderia chegar a gangrenar.</p>
<p>Em solo americano, as primeiras tentativas eliminaram o problema mas ainda tinham que lidar com hematomas, casos de infec&ccedil;&atilde;o e &quot;contra&ccedil;&otilde;es capsulares fibrosas&quot;, termo t&eacute;cnico para um tipo de cicatriz que se formava em algumas mulheres, endurecendo os implantes.</p>
<p><strong>Ainda hoje</strong>: <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mulheres-tambem-sao-vitimas-do-silicone-industrial/n1237536379256.html">silicone indistrial coleciona v&iacute;timas no Brasil</a></p>
<p><strong>Avan&ccedil;os </strong></p>
<p>As inova&ccedil;&otilde;es em torno do procedimento foram constantes nos &uacute;ltimos 50 anos. Al&eacute;m de imagens 3D, e implantes mais modernos, novos tamanhos foram criados. &quot;Nos primeiros anos, t&iacute;nhamos apenas quatro possibilidades de tamanho - grande, m&eacute;dio, pequeno e petite. Agora temos mais de 450&quot;, diz Biggs.</p>
<p>Ao redor do mundo, a cirurgia para o aumento dos seios &eacute; a segunda mais popular. Em muitos pa&iacute;ses, no entanto, chega ser primeira. &Eacute; o caso da Gr&atilde;-Bretanha. No ranking de n&uacute;mero de mulheres a fazerem a cirurgia, o Brasil fica em segundo, perdendo apenas para os EUA.</p>
<p>J&aacute; na propor&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es per capita, o Brasil assume o primeiro lugar. Al&eacute;m do aumento dos seios, a pr&oacute;tese tem utilidade nos casos de mulheres que passam pela mastectomia - retirada de um ou dos dois seios em casos de <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/cancer-de-mama/ref1238131546001.html">c&acirc;ncer de mama </a>e outras doen&ccedil;as - finalidade que tamb&eacute;m motivou os pioneiros Frank Gerow e Thomas Cronin em suas experi&ecirc;ncias.</p>
<p><strong>Leia</strong>: <a href="http://delas.ig.com.br/saudedamulher/para+apagar+as+cicatrizes+do+cancer+de+mama/n1237754036791.html">Para apagar as cicatrizes do c&acirc;ncer de mama</a></p>
<p>Por muitos anos ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o, Timmie Jean Lindsey n&atilde;o contava &agrave;s pessoas que tinha colocado pr&oacute;teses de silicone. Um namorado, por exemplo, nunca percebeu o implante. Os amigos e familiares da pioneira s&oacute; foram informados d&eacute;cadas depois. Cinquenta anos mais tarde, ela ainda fica maravilhada com os resultados.</p>
<p>&quot;Pensei que eles fossem ficar bem consistentes, mas n&atilde;o, eles s&atilde;o como seios normais, e come&ccedil;am a perder t&ocirc;nus com o passar dos anos. Isso me surpreendeu. Eu achei que eles ficariam sempre no mesmo lugar&quot;, explica.</p>
<p>Mesmo assim ela se diz muito feliz por ter feito parte da hist&oacute;ria. &quot;&Eacute; muito legal saber que eu fui a primeira&quot;, diz.</p>
<p><strong>Esc&acirc;ndalo PIP </strong></p>
<p>Em mar&ccedil;o de 2010 a fabricante de implantes Poly Implant Prothese (PIP) foi fechada na Fran&ccedil;a ap&oacute;s descobrir-se que suas pr&oacute;teses continham silicone industrial n&atilde;o liberado para uso m&eacute;dico, que pode provocar c&acirc;ncer. Seu dono, Jean-Claude Mass, de 72 anos, foi preso durante as investiga&ccedil;&otilde;es e depois libertado, mas voltou a ser detido em mar&ccedil;o deste ano ap&oacute;s n&atilde;o conseguir pagar a fian&ccedil;a de 100 mil euros (R$ 230 mil).</p>
<p><a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/detido-na-franca-o-fundador-da-marca-de-implantes-mamarios-pip/n1597599293269.html">Leia o perfil do dono da f&aacute;brica das pr&oacute;teses PIP</a></p>
<p>Ele admitiu ter usado o silicone impr&oacute;prio por ser &quot;mais barato e melhor&quot; e insistiu que eles n&atilde;o s&atilde;o perigosos. O caso ganhou dimens&atilde;o internacional em dezembro de 2011, quando o governo franc&ecirc;s aconselhou que todas as 30 mil mulheres com as pr&oacute;teses da marca no pa&iacute;s deveriam retir&aacute;-las em procedimento cir&uacute;rgico, como medida preventiva.</p>
<p>At&eacute; ent&atilde;o a terceira maior fabricante mundial de implantes, a PIP, fundada em 1991, produziu ao longo de quase 20 anos pr&oacute;teses usadas por 400 mil mulheres em 65 pa&iacute;ses. Muitos pa&iacute;ses tamb&eacute;m aconselharam que os implantes mam&aacute;rios da marca fossem removidos, e ainda h&aacute; controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas, mas estudos indicaram que as pr&oacute;teses da PIP apresentam um risco de ruptura maior do que permitido por lei e que os produtos usados em sua fabrica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cancer&iacute;genos.</p>
<p>* <em>Com informa&ccedil;&otilde;es adicionais da reda&ccedil;&atilde;o da BBC Brasil em S&atilde;o Paulo</em>.</p>
<p><strong>Siga lendo</strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://delas.ig.com.br/beleza/siliconator-simulador-virtual-aumenta-os-seios-em-poucos-cliques/n1597606749928.html">Simulador virtual aumenta os seios em poucos cliques. Fa&ccedil;a os testes voc&ecirc; mesmo</a><br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Mon, 2 Apr 2012 14:42:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/cirurgia-do-silicone-completa-50-anos/n1597729885249.html</guid></item><item><title><![CDATA[Mulheres cuidadoras]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mulheres-cuidadoras/n1597727675751.html</link><description><![CDATA[<p>Chris Bertelli, iG Saúde</p>Laços femininos se fortalecem em momentos de doença<p>Maria Paula, 26 anos, morava sozinha no Rio de Janeiro, quando teve uma crise de h&eacute;rnia de disco. O problema deixou-a im&oacute;vel durante um m&ecirc;s. Foi gra&ccedil;as a quatro amigas que ela pode manter as atividades essenciais do dia a dia como comer, ir ao banheiro, tomar banho. <br />
<br />
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&ldquo;Elas se revezavam na minha casa e n&atilde;o me deixaram sozinha em momento algum. Os m&eacute;dicos me recomendaram repouso absoluto, ent&atilde;o eu s&oacute; saia da cama para tomar banho ou ir ao banheiro. E eram elas que me davam banho e me ajudavam a vencer a dist&acirc;ncia at&eacute; os outros c&ocirc;modos. At&eacute; no colo elas me carregaram&rdquo;, relembra.</p>
<p>A administradora de empresas se sentiu a vontade com as amigas e n&atilde;o teve pudores. &ldquo;Acho que &eacute; uma quest&atilde;o de liberdade. &Eacute; um carinho diferente, um cuidado de mulher. Uma delas fez minhas unhas, outra penteou meu cabelo. Elas sabiam do que eu precisava, entendiam minhas necessidades&rdquo;, conta. O incidente uniu ainda mais o grupo, que mesmo morando em cidades diferentes hoje, ainda se fala pelo telefone ou internet diariamente.</p>
<p>O ato de cuidar, seja da fam&iacute;lia, da casa, ou dos doentes, sempre esteve muito ligado &agrave; hist&oacute;ria das mulheres. Antigamente, era delas o papel de assistir aos feridos, ou ao marido e filhos. &ldquo;Existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre a figura materna e o ato de cuidar. Na hist&oacute;ria da divis&atilde;o sexual do trabalho dava-se &agrave; mulher a responsabilidade de cuidar da casa, da prole e dos enfermos&rdquo;, diz o estudo Mitos da Enfermagem: mulher, trabalho e g&ecirc;nero, realizado pelas pesquisadoras Lazieny Avelina de Assun&ccedil;&atilde;o, Christina Souto Cavalcante Costa e Heliane Fernandes Louren&ccedil;o.</p>
<p>Essa ideia ainda permeia as pr&aacute;ticas cotidianas, explica Maria Izilda Santos de Matos, coordenadora do N&uacute;cleo de Estudos das Mulheres, da PUC-SP. &ldquo;A mulher aprende na sociedade, em diferentes padr&otilde;es, a cuidar. As mulheres t&ecirc;m mais disponibilidade e t&ecirc;m maior refer&ecirc;ncia na quest&atilde;o da solidariedade &ndash; elas levam canja ao vizinho, acolhem o parente doente, acompanham a amiga ao m&eacute;dico&rdquo;, relata.</p>
<p>Amanda Barrocas tem apenas 23 anos, mas sabe na pr&aacute;tica o significado e a import&acirc;ncia dessa solidariedade feminina. Depois de seis meses desempregada, ela finalmente havia sido contratada por uma empresa. Mas ao atravessar a rua, na primeira semana de trabalho, sofreu um acidente e ficou imobilizada. Como ainda n&atilde;o havia sido registrada, perdeu a vaga. <br />
<br />
&ldquo;Entrei em depress&atilde;o. Eu lutava por um emprego h&aacute; muito tempo. Minha vizinha, Fernanda, percebeu a minha tristeza e ia todo dia me ver&rdquo;, relata. A preocupa&ccedil;&atilde;o simples com a vizinha que havia quebrado a perna virou uma grande amizade. &ldquo;Quando os m&eacute;dicos me disseram que eu nunca mais iria andar direito, me fechei. Brigava com todo mundo que se aproximava de mim. Foi com muita paci&ecirc;ncia que ela ajudou a me recuperar. Foi gra&ccedil;as a ajuda e &agrave; paci&ecirc;ncia dela&rdquo;, emociona-se Amanda.</p>
<p>Mesmo quando n&atilde;o podia estar ao lado da amiga, Fernanda deixava bilhetes com mensagens de entusiasmo e carinho ou alugava filmes para que Amanda n&atilde;o ficasse desocupada. Ela estava sempre presente de alguma maneira, diz. E com o apoio e o carinho, Amanda foi saindo da depress&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o s&oacute; pela companhia, mas pelas palavras que eu esperava ouvir de muitas pessoas e n&atilde;o ouvi. Foi ela quem conversou comigo e me mostrou que existiam casos muito piores do que o meu&rdquo;, relata. <br />
<br />
<br />
Para elas, ser cuidada &eacute; mais f&aacute;cil do que para os homens, afirma Maria Izilda. E cuidar tamb&eacute;m. A secret&aacute;ria Fabiana Matos cuidou da m&atilde;e depois que ela sofreu um AVC e ficou com sequelas importantes. &ldquo;Meu pai estava de bem de sa&uacute;de e podia cuidar dela. Mas eu era melhor no trato, tinha mais paci&ecirc;ncia, mais carinho, ternura. Acho que os homens n&atilde;o t&ecirc;m essa delicadeza necess&aacute;ria&rdquo;, relata. <br />
<br />
Fabiana voltou a morar na casa dos pais para cuidar da m&atilde;e de perto e reencontrou a amizade intensa que marcou a vida das duas. &ldquo;Sempre fomos muito c&uacute;mplices. No entanto, a vida vai passando, a correria toma conta de tudo e fomos nos afastando. Quando voltei, ela tinha dificuldades para falar, mas nos entend&iacute;amos pelo olhar. R&iacute;amos sem fazer piada, eu a aconchegava sem que ela precisasse pedir&rdquo;, relembra emocionada. &ldquo;No &uacute;ltimo dia dela de vida, ela fez um grande esfor&ccedil;o pra dizer que me amava. N&atilde;o senti como se os la&ccedil;os estivessem se desfazendo. Na verdade, eles tinham virado um n&oacute;, que duraria eternamente.&rdquo;<br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Fri, 30 Mar 2012 19:09:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mulheres-cuidadoras/n1597727675751.html</guid></item><item><title><![CDATA[Mudanças hormonais podem desencadear enxaquecas]]></title><link>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mudancas-hormonais-podem-desencadear-enxaquecas/n1597723961977.html</link><description><![CDATA[<p>The New York Times</p>Episódios são mais frequentes pouco antes ou logo depois da menstruação<p>A altera&ccedil;&atilde;o hormonal &eacute; uma das raz&otilde;es que explica o fato de as mulheres serem tr&ecirc;s vezes mais propensas a terem <a href="http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/enxaqueca/ref1238131599643.html"><strong>enxaquecas</strong></a> do que os homens, sugere uma nova pesquisa de Harvard. No Brasil, 20% da popula&ccedil;&atilde;o tem a doen&ccedil;a. Nos Estados Unidos, 30 milh&otilde;es sofrem com as dores intensas na cabe&ccedil;a, segundo a National Headache Foundation.<br />
<br />
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<p>&quot;Existem evid&ecirc;ncias cl&iacute;nicas e laboratoriais que comprovam essa teoria e uma redu&ccedil;&atilde;o &ndash; mas n&atilde;o um desaparecimento &ndash; na incid&ecirc;ncia p&oacute;s-menopausa&rdquo;, disse Michael Moskowitz, professor de neurologia da Harvard Medical School, em Boston, em um comunicado da Sociedade de Pesquisa em Sa&uacute;de da Mulher.</p>
<p>As mulheres que t&ecirc;m enxaquecas podem descobrir que os epis&oacute;dios freq&uuml;entemente ocorrem pouco antes ou logo ap&oacute;s o in&iacute;cio da menstrua&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, os padr&otilde;es de enxaquecas podem mudar durante a gravidez e/ou a menopausa.</p>
<p>Outros fatores podem aumentar o risco da enxaqueca, veja quais s&atilde;o eles:</p>
<p>- Hereditariedade: pessoas com hist&oacute;rico familiar de ataques dolorosos e, especialmente, aquelas com um ou mais parentes de primeiro grau com enxaqueca, tem significativamente mais risco<br />
- Idade: as pessoas geralmente sofrem de enxaqueca entre os 15 e 55 anos, e o primeiro ataque geralmente ocorre antes dos 40 anos<br />
- Condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas: certos problemas de sa&uacute;de, tais como hipertens&atilde;o arterial, ansiedade, depress&atilde;o, acidente vascular cerebral e epilepsia t&ecirc;m sido associados com a enxaqueca</p>
<p>Embora n&atilde;o haja cura, a enxaqueca pode ser administrada de forma eficaz com a ajuda de um m&eacute;dico. Muitos medicamentos est&atilde;o dispon&iacute;veis para preven&ccedil;&atilde;o e al&iacute;vio da dor e as mudan&ccedil;as no estilo de vida podem eliminar alguns gatilhos que causam a dor de cabe&ccedil;a, disse Moskowitz.<br />
&nbsp;</p>]]></description><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 15:48:36 -0300</pubDate><guid>http://delas.ig.com.br/saudedamulher/mudancas-hormonais-podem-desencadear-enxaquecas/n1597723961977.html</guid></item></channel></rss> 