Anvisa proíbe venda de prótese Poly e Sociedade de Cirurgia Plástica recomenda que pacientes entrem em contato com médicos

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) recomenda que as pacientes que colocaram prótese de silicone da marca francesa Poly Implant Prothese entrem em contato com o médico para avaliação da mama. Segundo a entidade, a marca não é muito utilizada no País

O motivo do “recall” é que nesta segunda-feira, 05, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) suspendeu o comércio, a importação e o uso, no Brasil, dos implantes mamários da empresa. Na semana passada, a Agência Francesa de Saúde já havia proibido a venda, comercialização e exportação do produto da marca porque foi constatada fraude no processo de fabricação do material .

Além de aumento no número de casos do rompimento da prótese, foi identificado que o produto utilizado é de baixa qualidade.

O presidente da SBPC, Sebastião Guerra, afirmou que a medida não deve provocar alarde. “Não há motivo para preocupação. Pelas investigações francesas não há risco de câncer de mama ou qualquer problema mais sério após o uso da prótese. Com o rompimento, o risco é de uma inflamação, por isso, pode ser necessário fazer exames como mamografia ou ultrassom”.

Por isso, segundo ele, todas as pacientes que tiverem dúvidas devem entrar em contato com os médicos. “Sugerimos também que os cirurgiões que ainda têm contato com as mulheres submetidas a cirurgias com esta prótese, procurem por elas e se coloquem à disposição para avaliação”, afirma Guerra.

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