A diarista Odete Conceição dos Santos, 50 anos, começou a correr inspirada pela São Silvestre

A diarista Odete acelera na largada de uma prova de 10K, distância que completa em 40 minutos
Arquivo pessoal
A diarista Odete acelera na largada de uma prova de 10K, distância que completa em 40 minutos
Quem encontra Odete sorridente e ainda cheia de energia no final do dia não imagina o quanto ela já fez. Ela é diarista e dá duro lavando, passando, limpando... Mas sua jornada começa muito antes do trabalho. Às cinco da manhã está de pé, treinando.

“É o horário que tenho. Não posso me atrasar para trabalhar. Quando não corro não me sinto legal”, conta.

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Aos 50 anos, ela não abre mão do esporte que pratica seis vezes por semana. E ainda encontra tempo e disposição para sessões de musculação pelo menos duas vezes por semana.

A sorridente Odete confraterniza com uma amiga após a prova
Arquivo pessoal
A sorridente Odete confraterniza com uma amiga após a prova
Tudo começou há 17 anos, quando estava no carro do patrão rumo ao ano novo no litoral paulista.

“Era 31 de dezembro e, pelo rádio, ouvi uma reportagem sobre a corrida de São Silvestre . Coloquei na cabeça que no ano seguinte eu iria correr essa prova”.

Odete não sabia por onde começar a treinar. Mas para realizar seu sonho, passou a correr em uma praça nas proximidades do trabalho.

“O treino se resumia a duas voltas na praça”.

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O ano passou e a São Silvestre chegou. “Ninguém acreditava que eu completaria. Mas eu tinha dentro de mim que iria até o fim. Fui lá, terminei em 1h27m e ainda voltei a pé para casa”.

Assim Odete tomou gosto pela corrida e começou a participar de provas, sempre bancando do próprio bolso as inscrições e o material esportivo. Algum tempo depois, ganhou o apoio de uma assessoria esportiva e deslanchou de vez.

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A diarista já fez inúmeras provas, nas mais variadas distâncias. Em maratona (42 quilômetros), cravou 2h59m, marca incrível para uma amadora. E virou figurinha fácil nos pódios em sua categoria. Também coleciona momentos marcantes, como a oitava colocação geral na Maratona de São Paulo.

“Cheguei junto com um queniano. Foi emocionante”.

Ao falar de corrida, Odete abre o sorriso e o coração. “Quando corro pelas ruas, me sinto uma rainha. Parece que tudo se ilumina. A corrida me traz felicidade”.

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