Estudo mostra que a aplicação do hormônio reduz o inchaço e facilita a circulação de sangue no cérebro

Trauma: necessidade de um tratamento rápido e eficaz aumentou com as guerras do Afeganistão e do Iraque
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Trauma: necessidade de um tratamento rápido e eficaz aumentou com as guerras do Afeganistão e do Iraque
A progesterona desponta como um novo “remédio” para tratar o traumatismo craniano e outras lesões cerebrais. O hormônio, produzido naturalmente pelo ovário da mulher, tem mostrado eficiência no tratamento de pessoas acidentadas de ambos os sexos, conforme atestaram pesquisadores da Universidade Emory, em Atlanta (Estados Unidos).

A necessidade de encontrar uma fórmula eficaz de medicar o problema motivou os cientistas norte-americanos, em especial, após as guerras do Afeganistão e do Iraque. Nos combates, mais de 30% dos soldados apresentam traumatismo. No Brasil, apesar de não existirem guerras declaradas, a violência urbana provoca uma epidemia de traumas cranianos. Só os acidentes de trânsito deixam 200 mil sequelados por ano. Uma parte não calculada deles é por traumatismo craniano. Um bom exemplo é o cineasta Fábio Barreto, que sofreu um acidente de carro em 19 de dezembro e segue internado por esta causa em um hospital do Rio de Janeiro.

Os estudos ainda estão em andamento, porém, os médicos já constataram que a aplicação de progesterona após o trauma na cabeça reduz o inchaço e facilita a circulação de sangue no cérebro, o que pode reduzir as taxas de mortalidade. Além disso, o método evita a eliminação natural de neurônios que acontece após os acidentes – uma das conseqüências mais severas do traumatismo. Os resultados preliminares da pesquisa estarão na edição de janeiro do American Journal of Roentgenology, uma publicação da mais antiga e tradicional sociedade de radiologia dos Estados Unidos, a American Roentgen Ray Society.

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