Estimativas mostram que até 15% das mulheres no país sofrem com o problema

Uma parceria entre quatro centros brasileiros de pesquisa pode ajudar a ciência a entender mais e melhor a endometriose, um problema é caracterizado pelo crescimento anormal da parede interna do útero, o endométrio.


O grupo de pesquisadores, formado por especialistas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), do Centro de Estudos do Genoma Humano, da Faculdade de Medicina e do Instituto do Coração (InCor) – os três últimos ligados à Universidade de São Paulo (USP) – detectou que a expressão de uma proteína envolvida no ciclo menstrual, chamada de p27, é menor no útero de mulheres com endometriose.


Com essa descoberta, o grupo testou, em laboratório, uma forma de acelerar a proliferação desta proteína, no intuito de frear o crescimento anormal do endométrio. Deu certo. “Conseguimos aumentar a expressão da p27 e, em consequência, a produção de células do endométrio foi controlada”, afirma a bióloga Cíntia Camargo-Kosugi, principal autora do estudo. A idéia agora é seguir pesquisando a expressão da proteína para, no futuro, usá-la com segurança no combate à endometriose, um problema responsável por 60% dos casos de infertilidade feminina. A pesquisa do grupo é uma das finalistas do IV Prêmio SAÚDE!, promovido pela revista SAÚDE É Vital!. Os vencedores serão anunciados em 24 de novembro, em São Paulo.

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