Contraste injetado no exame prejudica mais o funcionamento dos rins de mulheres do que de homens, diz estudo

Exame: elas são mais propensas a sofrer danos renais em angiografias das coronárias
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Exame: elas são mais propensas a sofrer danos renais em angiografias das coronárias
As mulheres estão muito mais propensas a sofrer danos renais em exames de angiografia das coronárias, é o que mostra um novo estudo americano.

Durante o procedimento, um contraste de iodo é usado para destacar as imagens dos vasos sanguíneos e das cavidades do coração . Entretanto, o contraste pode causar o estreitamento dos vasos dos rins, prejudicando o funcionamento do órgão, explica o Dr. Javier Neyra, residente de medicina do Henry Ford Hospital, de Detroit (EUA), e principal investigador do estudo.

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O efeito colateral, conhecido como Nefropatia Induzida por Contraste (NIC) pode causar disfunções renais entre as primeiras 24 a 72 horas após o contraste ser injetado. De acordo com o estudo, está é a terceira principal causa de danos renais de origem hospitalar nos Estados Unidos, sendo precedida somente de cirurgias e hipertensão.

“Como homens e mulheres recebem a mesma quantidade de contraste durante o angiograma coronário, é possível que tal quantidade seja excessiva para o corpo feminino, devido a seu menor tamanho. Talvez o peso e a altura da mulher deveriam ser avaliados antes da dosagem”, questiona Neyra.

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A equipe de pesquisa acompanhou 11.211 pessoas que se submeteram a um angiograma coronário de janeiro de 2008 a dezembro de 2009. Foi constatado que as mulheres apresentaram probabilidade 60% maior de desenvolver nefrologia induzida por contraste – 20% das mulheres contra 13,6% dos homens.

As descobertas foram apresentadas esta semana em Las Vegas, durante o encontro da Fundação Nacional dos Rins dos Estados Unidos. Especialistas ressaltam que pesquisas apresentadas em encontros médicos devem ser consideradas preliminares, pois ainda não passaram pela mesma avaliação rigorosa que trabalhos publicados em periódicos científicos.

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