Estudo mostra relação entre relógio biológico e sonho

Vespertinas: mais pesadelos
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Vespertinas: mais pesadelos
Embora ainda não se saiba exatamente como funciona a relação entre o relógio biológico e os sonhos, um estudo do pesquisador canadense Nielsen Tore conseguiu identificar que pesadelos são mais comuns em mulheres com fortes hábitos vespertinos, principalmente na faixa etária de 10 a 19 anos e de 20 a 29 anos. E mais: quanto mais fortes forem os hábitos noturnos, piores serão os pesadelos.

Em quatro anos e meio, quase quatro mil pessoas responderam a um questionário baseado nos estudos mais importantes sobre cronobiologia (ciência que estuda os efeitos do tempo sobre o corpo), dos cientistas Horne& Otsberg. O resultado mostrou diferença entre os sexos e entre o funcionamento do relógio biológico.

A cronobiologia classifica os seres humanos em três tipos: os matutinos, os vespertinos e os indiferentes, respectivamente, os que têm hábitos mais diurnos, hábitos mais noturnos e aqueles capazes de se adaptar muito bem em ambos os períodos (dia/noite). Além das questões já estabelecidas como habilidades cognitivas, sociais e emocionais, o tipo cronobiológico parece influenciar também a memória e o processo de sono, inclusive os sonhos.

A descoberta do canadense reforça também a possibilidade dos pesadelos serem apenas a expressão de uma patologia mais geral, característica de pessoas vespertinas, e que pode ser o responsável por problemas como a neurose e a depressão, mas que ainda não foi identificada. Em geral, neurose e depressão começam a dar sinais no final da adolescência, início da vida adulta, o que combina com os resultados da pesquisa.

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