O histórico de câncer fará que a mulher passe à frente na fila para atendimento tanto no SUS quanto no plano de saúde

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Mulheres que tiveram câncer de mama terão prioridade no atendimento para troca das próteses PIP e Rofil. As

diretrizes divulgadas na quarta-feira (18) pelo Ministério da Saúde

, depois de uma reunião com representantes da área médica, mantiveram a determinação de que apenas as mulheres com rompimento das próteses terão direito à troca imediata. No entanto, o histórico de câncer fará que a mulher passe à frente na fila para atendimento desses casos, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde.

A decisão foi tomada porque há suspeitas de que alguns implantes podem ter na sua composição materiais cancerígenos. Até que sejam concluídas as perícias feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a prioridade será dada. No entanto, mesmo com o antecedente de câncer, mantém-se a decisão de troca apenas em casos de rompimento.

As diretrizes determinam, ainda, que mesmo mulheres sem sintomas, mas que tenham implantes Rofil e PIP, sejam submetidas a exames de imagem para confirmar que não há o rompimento. De acordo com o Ministério da Saúde, o exame preferencial é a ultrassonografia das mamas, capaz de identificar fissuras no material, mesmo que ainda não haja sintomas físicos. Também poderá ser usada uma ressonância magnética, de acordo com a necessidade identificada pelos médicos.

Aquelas que não tenham rompimento das próteses, indica o Ministério, não farão a troca, mas terão que ser acompanhadas a cada três meses - o prazo é o mesmo também para as mulheres com histórico de câncer. Em todos os casos, tanto os planos de saúde quanto o SUS terão que arcar com todos os custos, incluindo exames, retirada das próteses e posterior colocação de outro implante, se for o caso.

* Lisandra Paraguassu

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