O diabetes está controlado e os quilos eliminados. O próximo passo é ir à praia

Irene Batista Cerqueira, 56 anos, entrou em uma loja no shopping. Achou estranho não ser atendida pelas cinco vendedoras disponíveis, que estavam sem nenhum cliente no momento. Tentou chamar atenção de uma, fez psiu para outra e foi a terceira que avisou o motivo de tanta desatenção das lojistas. “Aqui não tem roupa para gordinha não”.

Irene perdeu 50 quilos, tomou coragem e quer ir à praia
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Irene perdeu 50 quilos, tomou coragem e quer ir à praia
O desaforo Irene não conseguiu engolir. Mas quando chegou em casa mandou “para dentro”quase um quilo de doce.

A vida poderia continuar assim, mas um check up revelou que a obesidade tinha trazido o diabetes e a doença em absoluto descontrole era a causa de suas dores nas pernas, visão embaçada e feridas que não cicatrizavam.

“Pensei comigo. Se um problema de saúde é a razão de tantos outros, já sei com quem tenho que comprar briga. Vou para cima deste diabetes.”

Controlar a doença metabólica não é tarefa fácil e quase 75% dos pacientes sofrem por não conseguir manter o problema em níveis seguros, já mostrou pesquisa nacional. Irene também sofreu para ficar no comando da doença. Ela sempre foi asmática e o uso de corticóides para o problema pulmonar deixa a missão de “acalmar a glicemia” ainda mais difícil. Só foi conseguir quando perdeu “meia Irene”.

Ela tem 1,50 de altura e sustentava 100 quilos. Eliminou 50 deles em seis meses, com uma dieta bem equilibrada, caminhada toda manhã e fazendo faxina dentro de casa. Sobraram ainda 50 quilos e junto com a outra metade parece que também foi embora a Irene rebelde, que comia demais e fora de hora.

“Ainda quero fazer uma plástica para ficar sem as pelancas, mas já me sinto completa”, diz. “Tanto que fui à loja em que me trataram mal.” Empinou a cabeça e pediu para ver todas as roupas que estavam na vitrine e prateleiras. Depois de experimentar todas, disparou. “Obrigada pela atenção, mas não vou levar nada não. Aqui não tem nenhum modelo para uma magrinha como eu.” Ela agora procura um maiô bem bonito para ir à praia, passeio que não realiza há 15 anos. “Tinha vergonha. Agora não tenho mais.”

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