Relatório da Médicos Sem Fronteiras diz que muitos óbitos poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção

Gestante no hospital: acesso a cuidados saúde não é garantido a todas
AFP
Gestante no hospital: acesso a cuidados saúde não é garantido a todas
Cerca de 1.000 mulheres morrem diariamente no momento do parto ou vítimas de complicações ligadas à gravidez .

Óbitos que poderiam ser evitados com procedimentos simples, assim como a morte de recém-nascidos, informou nesta quinta-feira (8) a Organização MSF (Médicos sem Fronteiras), num relatório publicado em Genebra, por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

"Em todo o mundo, 15% das gestações trazem, a todo o instante, um risco de complicação que pode levar à morte", segundo Kara Blackburn, encarregada da saúde da mulher na MSF.

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"As mulheres, durante a gravidez, devem ter acesso aos mesmos cuidados de qualidade, seja em Sydney, Porto Príncipe ou Mogadíscio. Esta realidade é a mesma para todos os locais, seja num hospital moderno de uma grande cidade ou numa zona de conflito, passando por um campo de refugiados ou mesmo num abrigo erguido após um terremoto", acrescentou.

No relatório intitulado "Mortalidade materna: uma crise evitável", a MSF mostra como os tratamentos obstétricos de urgência dispensados em situações graves podem salvar vidas.

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Segundo a organização, a questão seria resolvida como a colocação, em prática, de programas adequados, principalmente em casos de complicações, acompanhados da formação de pessoal especializado, ao que se soma o acesso a equipamentos e material médico apropriado.

A MSF fornece tratamentos obstétricos em cerca de 30 países.

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