Pílula apresenta resultados insatisfatórios e gera risco de depressão, desmaios e fadiga

O laboratório alemão Boehringer Ingelheim anunciou nesta sexta-feira (8) que parou de desenvolver o "Viagra feminino", pois não conseguiu convencer as autoridades reguladoras dos EUA de que a pílula seria capaz de estimular a libido.

"A decisão não foi fácil, considerando o estágio avançado do desenvolvimento", disse Andreas Barner, executivo-chefe do laboratório.

Havia grande expectativa quanto ao sucesso comercial da pílula, voltada para mulheres antes da menopausa com uma redução persistente e inexplicável do desejo sexual.

Ele seria uma resposta feminina ao Viagra, a famosa pílula azul da Pfizer para os homens. Mas a libido feminina se mostra mais difícil de ser manipulada com medicamentos.

Consultores do governo norte-americano disseram em junho que a pílula cor de rosa da Boehringer, baseada na substância flibanserin, tinha resultados insatisfatórios e gerava riscos inaceitáveis.

Quase 15% das mulheres pararam de tomar os comprimidos antes do final do estudo, devido a efeitos colaterais como depressão, desmaios e fadiga.

O FDA (órgão que avalia medicamentos nos EUA) pediu mais explicações à Boehringer, e o laboratório disse que isso foi decisivo na sua decisão de interromper o projeto.

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