Mais de um terço das mulheres com menos de oito anos de estudo é hipertensa. Índice cai para 13,5% entre as que estudaram mais

Mulheres são maioria nas estatísticas de hipertensão
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Mulheres são maioria nas estatísticas de hipertensão
As mulheres lideram as estatísticas dos diagnósticos de hipertensão no País.

Primeiro, são elas as que mais buscam atendimento médico. Depois, porém, a condição de saúde das menos escolarizadas piora as estatísticas femininas: mais de um terço (34,8%) das mulheres com menos de oito anos de estudo tem hipertensão.

A doença, que altera a pressão arterial aumenta as chances de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

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Entre as mulheres mais escolarizadas, no entanto, os números são bem distintos. Entre as brasileiras que concluíram 12 ou mais anos de estudo, 13,5% tem diagnóstico da doença, que já atinge um quarto da população do País e metade dos adultos brasileiros com mais de 55 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, 25,5% das mulheres brasileiras estão hipertensas, contra 20,7% dos homens.

Em todas as faixas etárias, as mulheres lideram as estatísticas. A explicação para isso, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é o cuidado maior com a saúde. A inversão dos números só ocorre quando o dado é cruzado com a escolaridade. Entre os mais instruídos, os homens apresentam mais a doença.

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“A proporção de hipertensos aumenta de acordo com a faixa etária. A doença prevalece entre os mais idosos. Isso explica, por exemplo, porque o Rio de Janeiro é capital que mais tem mulheres hipertensas. Lá, a população de idosas é bastante expressiva”, ressalta. O ministro lembrou que, por conta das estatísticas, o ministério quer reforçar as ações de prevenção à doença. O estímulo às atividades físicas será uma das prioridades.

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Até o final do ano, ele espera criar 1 mil academias de saúde (aparelhos públicos de ginástica) próximos a centros de atendimento à saúde para estimular a população a praticar exercícios físicos. Além disso, Padilha lembra que o ministério está assinando acordos com as indústrias para produzirem alimentos com menos sal.

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