Pesquisa sugere que a redução excessiva de massa gorda em adolescentes aumenta o risco de osteoporose ao longo da vida

Magreza: a redução excessiva de gordura pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos
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Magreza: a redução excessiva de gordura pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos
A preocupação excessiva com o peso, um problema que hoje afeta a maior parte das adolescentes em fase de crescimento, acaba de ganhar mais um motivo para deixar de existir. De acordo com um novo estudo a ser publicado na edição de fevereiro do jornal da Sociedade Americana de Endocrinologia (EUA), a massa gorda do corpo exerce um papel fundamental no aumento do tamanho e da espessura do osso, um efeito que, segundo a pesquisa, parece ser mais importante nas meninas do que nos meninos.

Já é sabido que a massa magra do corpo é um dos principais determinantes da massa óssea durante a vida. Até agora, no entanto, nenhum estudo havia demonstrado de forma consistente se o percentual de gordura do corpo tem um impacto negativo ou positivo sobre o desenvolvimento ósseo de meninos e meninas. Agora, a pesquisa conduzida pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostrou que, nas meninas, ela é um forte estímulo para a formação da camada externa dura do osso, conhecida como massa óssea cortical.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores mediram a massa óssea cortical da tíbia (osso da perna), a massa de gordura corporal total e a massa magra de mais de 4.005 meninos e meninas com idade média de 15 anos. A análise dos dados mostrou que, apesar de a massa magra exercer um papel determinante na espessura da camada dura do osso, a quantidade de gordura no corpo demonstrou ter um efeito importante na formação dessa camada, especialmente em meninas – nelas, o efeito foi cerca de 70% maior do que neles.

"As meninas têm claramente mais massa gorda do que os meninos. Nossos resultados mostram que, enquanto uma maior massa magra em meninos contribui para uma maior massa óssea cortical, nas meninas o que determina isso é uma maior massa de gordura" explica Jonathan Tobias, professor de reumatologia da Universidade de Bristol, e principal autor do estudo.

Segundo Tobias, nas meninas a massa de gordura durante a puberdade pode ter um importante impacto a longo prazo sobre a saúde óssea. Para ele, a redução excessiva da massa de gordura pode ter efeitos negativos no desenvolvimento do esqueleto feminino, levando a um aumento do risco de osteoporose mais tarde na vida.

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