Inca estima 10.110 novos casos na população feminina em 2012 e o "dupla" é a principal culpada pela doença

Cigarro amplia risco de câncer de pulmão
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Cigarro amplia risco de câncer de pulmão
O câncer de mama ainda é o mais incidente na população feminina, mas os casos de tumores malignos no pulmão têm adoecido mais mulheres.

As novas projeções sobre a doença divulgadas nesta quinta-feira (24) mostram que, em 2012, 10.110 pacientes vão receber o diagnóstico da doença pulmonar, um dos tumores mais difíceis de tratar e que, em 90% das ocasiões, acomete as fumantes.

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Pelos novos dados, o câncer de pulmão é o terceiro mais frequente em mulheres moradoras da região Sul (uma incidência de 19 casos para 100 mil habitantes), o quarto na região Centro-Oeste (9 casos/100 mil) e o quinto nas regiões Sudeste (11 casos/100 mil hab), Nordeste (6 casos/100 mil hab) e Norte (5 casos/100 mil hab).

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Em comparação com as projeções de 9.830 registros de câncer de pulmão em mulheres em 2010 – o Inca divulga as estimativas a cada dois anos – o novo mapeamento para 2012 mostra um aumento de 2,8% da doença.

Já nos homens, o curso foi inverso. Para o próximo ano são esperados 17.210 casos de câncer de pulmão, um declínio de 3,31% quando comparados aos 17.800 calculados para 2010.

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Apesar do Inca ressaltar que as estimativas bienais não podem ser comparadas por usarem metodologias diferentes, os dados comparativos feitos pelo Ministério da Saúde endossam que o câncer de pulmão está mais frequentes nelas por culpa da dupla cigarro e álcool.

Na década de 80, 34% dos homens eram fumantes e hoje 20,6% são tabagistas. Já entre elas 12% fumam, sendo que há duas décadas estas estatísticas não chegavam a 5%. Além disso, mostra o estudo do Ministério da Saúde, 10% da população feminina bebe mais de quatro doses alcoólicas quando decide sair para beber, comportamento chamado na literatura especializada de “bebedora pesada”. Em 2006, primeiro ano em que o estudo federal foi realizado, este índice feminino era de 8%.

Entre os homens, este comportamento de beber pesado é mais prevalente, chega a 26%, mas ficou praticamente estável nos anos analisados, sendo que em 2006 eles ponturam 25,8%.

Segundo o diretor da rede de Minas Gerais Oncome, Amandio Soares, o álcool e o cigarro irritam de forma crônica a mucosa da boca, laringe, traquéia, brônquios e pulmões. Além disso, a fumaça e o etanol promovem uma mutação celular que desencadeia os tumores malignos.

Quando a pessoa para de fumar ela, imediatamente, já diminui os riscos de desenvolver câncer, mas a memória negativa nas células provocada pelo tabaco e o etilismo tem duração de 20 anos. “Quanto mais cedo a pessoa elimina estes dois hábitos, maiores ficam as suas chances.” 

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