Mulheres acima dos 65 anos e as mais jovens que apresentem maior risco de fraturas passam a ser inclusas na política preventiva

No médico: prevenção exige exames de rotina mais cedo
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No médico: prevenção exige exames de rotina mais cedo
A Força-Tarefa Preventiva dos Estados Unidos acaba de expandir as recomendações sobre os exames de osteoporose, passando a incluir mulheres mais jovens que apresentem fatores de risco desta doença debilitante – que torna os ossos excessivamente frágeis e propensos a fraturas.

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As normas recém-lançadas nos Estados Unidos agora incluem os exames de rotina para todas as mulheres acima dos 65 anos de idade, assim como as mais jovens que apresentem maiores riscos de fraturas ósseas.

“A nova recomendação estende o exame para qualquer mulher na pós-menopausa, que corre os mesmos riscos que uma mulher de 65 anos”, disse Ned Calonge, presidente da Força-Tarefa Preventiva dos Estados Unidos.

Ele cita um exemplo: uma mulher na pós-menopausa, mas que ainda não atingiu os 65 anos de idade, com peso corporal abaixo de 65 quilos, que fuma, bebe e cujos pais têm um histórico de fraturas ósseas. Todos estes fatores – tipo físico magro, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar – aumentam o risco de osteoporose, ele explicou.

As novas recomendações foram publicadas na edição de 18 de janeiro do Annals of Internal Medicine.

Esta força-tarefa, que lança recomendações relacionadas à saúde depois de revisar evidências médicas disponíveis, é financiada pela Agencia de Pesquisa e Qualidade em Serviços de Saúde dos Estados Unidos e é composta de uma comissão independente de especialistas em serviços primários e de prevenção de saúde.

Segundo dados do novo relatório da comissão, cerca de 12 milhões de americanos com idade acima dos 50 anos devem apresentar osteoporose até 2012. Mais da metade de todas as mulheres na pós-menopausa irão desenvolver uma fratura relacionada à osteoporose ao longo da vida, dentre elas 15% terão uma fratura do quadril. Este tipo de fratura, em particular, está relacionado à dor crônica, invalidez, perda de independência e maior risco de morte.

E estes riscos não ameaçam somente as mulheres. É menor o número de homens que desenvolve a osteoporose, porém mais de um terço dos homens que sofrem uma fratura no quadril morrem em menos de um ano.

Entretanto, a força tarefa não encontrou evidências suficientes para recomendar os exames também para os homens, disse Calonge. “Isso é um alerta para os estudiosos de que existe uma importante lacuna nas pesquisas”, disse ele.

As novas recomendações agora são mais parecidas com aquelas lançadas por outros grupos americanos, como a Fundação Nacional da Osteoporose, disse Robert R. Recker, presidente da fundação. O órgão agora recomenda o exame de densitometria óssea para todas as mulheres acima dos 65 anos de idade, assim como para algumas mais jovens, com base em fatores de risco apresentados pelas mesmas, disse ele.

A fundação também recomenda o exame para todos os homens acima dos 70 anos, e para aqueles entre os 50 e os 65 anos que apresentem fatores de risco, complementou Calonge.

As recomendações, lançadas pela força-tarefa americana, chamam a atenção dos médicos, disse Recker. “Muitos deles têm uma lista destas recomendações no consultório e costumam usá-las como referência”.

Estudos já mostraram que os cuidados com a osteoporose são compensadores, pois reduzem o índice de fraturas e os custos em geral, disse Recker. Foi constatado em um estudo, por exemplo, que o tratamento adequado da osteoporose reduz as fraturas de quadril de 25 a 50%.

* Por Kathleen Doheny

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