Procedimento evita doença em mulheres com predisposição genética elevada

A ablação preventiva dos seios e ovários reduz o risco de câncer e óbito entre as mulheres com predisposições genéticas para a doença, revelou um estudo clínico, cujos resultados foram divulgados esta terça-feira (31).

"As mulheres que herdaram a mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2 têm um risco claramente maior (de 56% a 84%) de desenvolverem câncer de seio e de ovários", escreveram os autores do trabalho, que será publicado na edição desta quarta-feira (1º/9) do Journal of the American Medical Association (JAMA).

O estudo, realizado com 2.482 mulheres que apresentam estas variações genéticas, foi feito em 22 centros de pesquisa clínica nos Estados Unidos e na Europa, entre 1974 e 2008, e as voluntárias foram acompanhadas até 2009.

Os cientistas concluíram que as mulheres que apresentaram estas mutações genéticas e que realizaram mastectomia profilática eliminaram completamente o risco de desenvolver tumor canceroso durante três anos de acompanhamento médico.

Comparativamente, no grupo de mulheres com a mesma predisposição genética e que não fizeram ablação preventiva dos seios, 7% desenvolveram câncer de mama no mesmo período. De 10% a 20% dos casos de câncer de mama e ovários são provocados por mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.

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