Pesquisa constatou ainda que o pé côncavo também é um problema herdado dos pais

Joanete: mais comum em mulheres, deformidade é agravada pelo uso frequente do salto alto
The New York Times
Joanete: mais comum em mulheres, deformidade é agravada pelo uso frequente do salto alto
Um novo estudo acaba de confirmar o que os médicos e todas as pessoas – especialmente mulheres – com o problema já suspeitavam: o joanete é hereditário. Além dele, outro problema dolorido, conhecido como pé côncavo, também é uma herança familiar.

Como parte do Framingham Foot Study, que avaliou a ocorrência de problemas comuns dos pés entre mais de 2.000 participantes entre 2002 e 2005, pesquisadores norte-americanos estudaram 675 pessoas com joanete, uma deformidade dos pés conhecida como hallux valgus, e outras 154 com o pé côncavo, ou em forma de arco – neste caso, foram avaliados portadores de um ângulo acentuado, o pé não ficava reto nem mesmo quando essas pessoas carregavam peso. A idade média dos participantes da pesquisa foi de 66 anos e 57% deles eram mulheres.

Usando um software de genética estatística, os pesquisadores determinaram que a deformidade conhecida como joanete era hereditária em cerca de 39% das mulheres e em 38% dos homens que participaram do estudo. O grupo constatou ainda que a condição era herdada em 89% das pessoas com mais de 60 anos.

A condição envolvendo o pé côncavo, concluíram os pesquisadores, era hereditária em 68% das mulheres e em 20% dos homens avaliados. Entre os mais jovens – abaixo de 60 anos – o problema era hereditário em 99% das mulheres e em 63% dos homens. O estudo será apresentado esta semana na reunião científica anual do Colégio Americano de Reumatologia, em Atlanta, Estados Unidos.

Há temos suspeita-se que as duas condições tenham origem genética. O estudo de Harvard, de acordo com os autores da pesquisa, é o primeiro a documentar isso. As duas deformidades podem causar problemas de mobilidade.

O alto nível de “hereditariedade que encontramos foi bastante interessante, especialmente entre os mais jovens (menos de 60 anos), pois já existem intervenções eficazes para tratar os dois problemas e as intervenções em termos de prevenção devem ser feitas nos estágios iniciais” afirmou a pesquisadora líder do estudo, Marian T. Hannan, professora associada da Faculdade de Medicina de Harvard, no anúncio feito na reunião de Atlanta.

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