Morte de defensora do parto natural na Austrália reacende debate. Veja o que dizem os especialistas

A edição desta quarta-feira (dia 1), do jornal britânico Daily Mail reacendeu o debate sobre a segurança de fazer o parto em casa. A publicação informou que uma das maiores defensoras e ativistas da causa, a australiana Caroline Lovell, 36 anos, morreu após dar à luz a segunda filha num parto feito dentro da própria residência.

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Lovell teve complicações cardíacas, foi socorrida por paramédicos e morreu no hospital no dia seguinte ao parto (23 de janeiro), diz o jornal. O bebê sobreviveu. Em 2009, ela liderou um movimento para que o governo australiano subsidiasse o trabalho das parteiras e desse uma ajuda de custo às mulheres que optassem pelo parto domiciliar.

Na Austrália, as estatísticas mostram um aumento de 54% dos partos caseiros. No Brasil, não há números oficiais mas os especialistas alertam que a opção é restrita e pode ter riscos. A prática ganhou ainda mais fama quando a top model Gisele Bündchen anunciou, em 2010, que o seu filho Benjamin chegou ao mundo em casa, com ajuda de uma parteira brasileira .

Um dos critérios para o parto caseiro, dizem especialistas, é ter acesso a um pré-natal de qualidade, não ser portadora de doenças como diabetes ou hipertensão e morar em um raio de 20 minutos de distância de algum hospital.

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A prática não é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a mãe precisa pagar para ter auxílio de uma equipe de saúde especializada. Veja a seguir as principais reportagens publicadas no Delas sobre o parto domiciliar.

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