Segundo estudo, checagens rotineiras de glicemia e peso corporal são bons indicativos de quem tem mais risco de ter a doença

Injeção de insulina: pesquisa sugere forma de prevenir a doença na gestação
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Injeção de insulina: pesquisa sugere forma de prevenir a doença na gestação
Uma nova pesquisa sugere que é possível prever se uma mulher irá desenvolver diabetes durante a gravidez até sete anos antes da concepção.

No estudo que reuniu 580 mulheres de diferentes etnias, os investigadores constataram que avaliações rotineiras de dosagem de glicemia no sangue e o peso corporal – realizadas muito tempo antes da gravidez – poderiam determinar quais mulheres apresentam maiores riscos de desenvolver a doença.

Os dados são do relatório publicado este mês na edição online do periódico American Journal of Obstetrics & Gynecology.

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O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é uma complicação que ocorre durante a gravidez e causa a intolerância à glicose, podendo aumentar o risco de parto prematuro e a necessidade de uma cesariana. Tal condição, que chega a ocorrer em 7% de todas as gestações nos Estados Unidos, pode também ocasionar problemas de saúde aos bebês ao longo da vida – dentre eles a obesidade, o diabetes e a síndrome metabólica.

Ao conduzir o estudo, os pesquisadores da Divisão de Pesquisa Kaiser Permanente, da Califórnia, constataram que as mulheres que já sabiam de seus fatores de risco de diabetes e doenças cardíacas (como hipertensão, hiperglicemia e obesidade) antes da concepção também apresentaram maiores riscos de DMG.

Na verdade, a taxa glicêmica alta o excesso de peso deixaram as mulheres 4,6 vezes mais propensas a desenvolver diabetes gestacional, constataram os investigadores.

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Os pesquisadores sugerem que tais descobertas podem ajudar a diagnosticar e evitar o DMG antes mesmo da mulher engravidar, reduzindo os números de resultados adversos originários de tal condição.

“Nosso estudo indica que o perfil de risco cardio-metabólico de uma mulher para fatores avaliados rotineiramente em consultas médicas – como dosagem de glicemia no sangue, hipertensão, colesterol e peso corporal – podem ajudar os médicos a identificar as mulheres em alto risco para intervir em estágios iniciais ou mesmo evitar o diabetes gestacional”, disse Monique Hedderson, cientista da Kaiser Permanente, que liderou o estudo.

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