Médico diz que uso por muitos anos não compromete fertilidade

Pesquisa divulgada hoje pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mostrou que 26% das mulheres entre 36 e 45 anos continuam usando pílula anticoncepcional.

Foram entrevistadas 500 mulheres das capitais Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre . As cariocas e as gaúchas representam o grupo que usa os medicamentos a mais tempo. Entre as primeiras 47% afirmaram usar pílula há mais de 10 anos. Nas segundas, o índice sobe para 56%.

Para o presidente da Febrasgo, Nilson Roberto de Melo, este resultado mostra duas tendências do sexo feminino contemporâneo. A primeira é que as mulheres, de fato, estão deixando a maternidade para mais tarde, tanto que mesmo após os 35 anos continuam se protegendo. O outro é que o uso da pílula já está consolidado na vida delas e que a proposta agora é conseguir benefícios adicionais, como pele e cabelos menos oleosos, menos tensão pré menstrual e cólicas.

Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, dia 13, e Melo explicou que o uso prolongado da pílula não tem nenhum efeito na fertilidade. “Pelo contrário. As mulheres usuárias de pílula têm menos endometriose (uma das doenças que mais afeta a fertilidade) e também menos risco de mioma”, afirmou o presidente da entidade e um dos coordenadores da pesquisa. As dificuldades de engravidar com mais de 35 anos ão relacionadas à idade avançada e não ao uso da pílula. Isso significa que uma pessoa com 25 anos começou a tomar pílula aos 15 não terá nenhum impacto nas chances de ser mãe por causa do uso contínuo do anticoncepcional.

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