Ténica usada muda de acordo com quem do casal está contaminado com o vírus da aids

Confira os três métodos disponíveis hoje.

Quando só ele é soropositivo

Primeiro, o homem passa por exames para avaliar a carga viral do HIV. Se estiver baixa, ele já pode ter o sêmen colhido. A mulher também é submetida aos exames para identificar se o sistema imunológico não está frágil, se não há feridas no colo uterino ou na região genital. Após o sêmen ser colhido, é feita uma "lavagem" do esperma. O líquido seminal é separado dos espermatozóides. Os testes laboratoriais selecionam um espermatozóide sem nenhuma contaminação pelo vírus. Após o ultrassom identificar o período fértil feminino, é feita a inseminação intrauterina (IIU) - popularmente conhecida como inseminação artificial - , ou a fertilização in vitro (FIV) - popularmente conhecida como bebê de proveta - ou ainda a injeção intracitoplasmática de espermatozóides. Como o procedimento não é voltado para casais inférteis, não é feita estimulação de ovulação com auxílio de medicamentos, como acontece nas fertilizações tradicionais.

Quando os dois são soropositivos
Mesmo quando ambos têm a doença, a indicação dos especialistas é usar preservativo em todas as relações. Isso porque, a falta de proteção no sexo pode agravar a doença entre os casais, já que os vírus têm reações diferentes. Quando os dois estão estabilizados na carga viral, é utilizado o mesmo método usado quando só o homem tem o vírus HIV

Quando só ela é soropositiva
No cenário em que a mulher é soropositiva e o parceiro soronegativo, não é necessária a lavagem do esperma e, sendo o casal fértil, a IIU pode ser indicada como tentativa para a concepção. O Ministério da Saúde também orienta a chamada "autoconcepcção". O homem retira o sêmen (pode ser do preservativo), coloca em uma seringa e a mulher injeta o material durante o seu período fértil. Mesmo este procedimento mais "caseiro" exige aconselhamento médico. Antes, é preciso passar por uma bateria de exames para aproximar os riscos da casa do zero.

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