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Saúde da Mulher
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Como tratar vasos e varizes

Médicos explicam os principais tipos de tratamento disponíveis para resolver o problema

Chris Bertelli, iG São Paulo |

Getty Images
Varizes: tratamento começa pela escolha de um profissional especializado
O corpo humano é composto por veias de diferentes calibres. Os vasos são problemas nas estruturas menores e as varizes, nas maiores. “É como uma árvore, que tem troncos de diferentes tamanhos, mas com a mesma finalidade”, explica Calógero Presti, presidente da regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

“Alguns casos não são considerados problemas graves de saúde”, avalia o cirurgião vascular. Mas muitas mulheres lotam os consultórios atrás de uma perna lisa e sem marcas. O tratamento correto para cada caso vai depender da avaliação de um médico vascular. “Quando a pessoa procura pelo tratamento, não é o método que vai ser usado o mais importante, mas sim o profissional”, alerta Calógero.

Depois dos mitos e verdades sobre esse desagradável problema, o Delas foi atrás das principais armas que os especialistas têm nessa área. Confira.

Cirurgia

A operação é o método mais seguro no tratamento de varizes de grosso calibre e, ainda hoje, o que oferece menos riscos. Os médicos “desligam” a veia doente em dois pontos, retirando-a em seguida. A cirurgia não exige muitos dias no hospital e a recuperação pode levar de uma a três semanas, dependendo do caso.

Escleroterapia química

Tratamento mais indicado para pequenos vasos. O médico injeta uma substância no interior da veia doente, forçando a circulação a ser feita pelas veias próximas.

Crioescleroterapia

Semelhante à escleroterapia química, com uma diferença: a temperatura da substância injetada é de 40 graus negativos. O frio intenso destrói as paredes internas do vaso, que desaparece sob a pele. Não é preciso internação e é indicado para vasos e varizes pequenas.

Espuma esclerosante

O método é muito usado na Europa, mas chegou ao Brasil há aproximadamente dois anos. Os médicos injetam uma substância tipo mousse, uma mistura de líquido e ar, que desativa a veia doente. O procedimento é realizado com a ajuda de um aparelho de ultra-som. “Esse método pode ter complicações severas. O ar pode ficar na veia”, alerta o cirurgião vascular Paulo Guimarães. “O ar que está na espuma pode atravessar de um lado para o outro, causando até alterações no cérebro”, reforça Calógero Presti.

Laser

Nesse procedimento, as veias são queimadas por meio do aumento da temperatura, mas não removidas. Não há corte, nem sangramentos. Os médicos inserem uma pequena agulha que libera o laser enquanto percorre a veia doente, que perde sua função. “Esse procedimento pode danificar as estruturas próximas, ou seja, pode manchar a pele”, alerta o cirurgião vascular Paulo Guimarães. É indicado para veias difíceis de serem removidas ou pacientes que não possam passar por uma cirurgia.

Radiofreqüência

Método muito semelhante ao laser, este gera um aquecimento menos perceptível ao paciente. O procedimento é muito recente no País: foi lançado em abril de 2009, no congresso internacional de cirurgia vascular.

Não quer ter que passar por nenhum desses tratamentos? Confira as dicas para reduzir as chances do aparecimento de vasos e varizes:

• Controle o peso: a obesidade contribui para o aparecimento das varizes
• Evite banhos muito quentes e sauna, o calor ajuda a dilatação das veias
• Alimente-se com pouco sal. O excesso desse ingrediente causa retenção de líquidos
• Repouse 30 minutos com as pernas levantadas. “Não precisa ser muito levantada, uma almofada em cima de um banco, por exemplo, já ajuda”, relata Paulo Guimarães
• A meia-calça é indicada em alguns casos, mas somente um médico vai poder avaliar e dizer o que é melhor para cada paciente
• Movimente-se! Faça mais exercícios, ande mais e alongue-se
• Evite saltos altos, eles prejudicam a circulação do sangue
 

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