Veja o que fazer e o que não fazer para ajudar pessoas próximas com o problema

Preocupação excessiva com aparência pode indicar distúrbio alimentar
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Preocupação excessiva com aparência pode indicar distúrbio alimentar
Nunca encare os distúrbios alimentares como problemas passageiros e de menor importância. Eles são doenças e podem estar relacionados a complicações emocionais ainda mais graves, como depressão e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

O alerta é da Associação Nacional de Distúrbios Alimentares, entidade norte-americana que realiza campanhas pela detecção precoce da doença. Os distúrbios alimentares são mais frequentes do que se imagina.

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Só a anorexia, considerando todos os níveis da doença, tem prevalência de 20% entre a população feminina de adolescentes e jovens nos Estados Unidos. Já a bulimia, caracterizada pelo ato de comer em grandes quantidades e forçar o vômito, atinge 7% das mulheres norte-americanas em algum momento da vida, segundo estima a entidade.

Familiares e amigos de mulheres com distúrbios alimentares podem desempenhar um papel fundamental no diagnóstico e no tratamento da doença. Segundo a associação, basta seguir algumas recomendações básicas.

Veja a seguir dicas da entidade para lidar com a doença.

É recomendado

1) Obter informações sobre distúrbios alimentares. Conhecer os jargões;
2) Aprender a diferença entre mitos e fatos sobre peso, nutrição e exercícios;
3) Perguntar à pessoa com distúrbio o que você pode fazer para ajudá-la;
4) Ouvir de maneira aberta e reflexiva;
5) Ser paciente e não julgar;
6) Ter compaixão quando a pessoa falar sobre assuntos dolorosos e relacionados ao distúrbio;
7) Demonstrar que você quer apenas o bem da pessoa com o problema;
8) Lembrar a pessoa de que existe gente preocupada com ela;
9) Sugerir ajuda profissional de maneira gentil;
10) Se oferecer para ir junto na consulta;
11) Encorajar todas as atividades sugeridas pela equipe médica;
12) Estimular atividades sociais que não envolvam comida;
13) Incentivar a pessoa a comprar alimentos que ela queira comer, e não apenas alimentos “saudáveis”;
14) Ajudar a pessoa nas atividades domésticas;
15) Perguntar sempre como a pessoa está se sentindo;
16) Ter sempre em mente que a recuperação leva tempo.

Não é recomendado

1) Acusar ou causar sentimento de culpa na pessoa com distúrbio;
2) Invadir a privacidade ou entrar em contato com o médico dela sem que ela saiba;
3) Exigir mudanças de peso;
4) Insistir que a pessoa coma todo tipo de alimento colocado na mesa;
5) Convidar a pessoa para sair em alguma atividade cujo foco principal seja a alimentação;
6) Levar a pessoa para comprar roupas;
7) Focar a conversa em alimentos, roupas e aparência física;
8) Fazer ameaças (exemplo: se você fizer isso mais uma vez, eu vou...)
9) Oferecer mais ajuda do que você está qualificado para dar;
10) Tentar mudar a atitude da pessoa sobre alimentação;
11) Tentar controlar a vida da pessoa;
12) Usar táticas baseadas no medo para fazer com que a pessoa procure tratamento;
13) Fazer promessas ou criar regras que você não conseguirá seguir (exemplo: prometer que não vai contar para ninguém).

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