Agentes de saúde aumentam adesão ao longo tratamento contra a doença

No Hospital Universitário de Brasília, médicos e enfermeiros comemoram o sucesso do programa de combate à tuberculose. Seguindo os moldes do programa nacional, há oferta de exames, consultas, remédios.

A equipe de profissionais que trabalha com os pacientes que chegam com suspeita da doença se encarregam de entrevistá-los, buscar o diagnóstico e, principalmente, garantir o tratamento.

Levina Ribeiro e o pneumologista Ricardo Martins: tratamento até o final
Marcos Brandão/Fotoarena
Levina Ribeiro e o pneumologista Ricardo Martins: tratamento até o final
Todo paciente passa, primeiro, por uma triagem feita por uma equipe de enfermeiros e técnicos do hospital. Depois de perguntar sobre sintomas e condições de vida e familiar, eles são encaminhados à consulta com um pneumologista. Para confirmar a doença, são feitos todos os exames necessários: baciloscopia e raio-X. Em caso de confirmação, os doentes iniciam o tratamento imediatamente.

Tanto médicos quanto enfermeiros fazem questão de explicar a importância de tomar os remédios durante todo o período recomendado, que é de pelo menos seis meses. Explicam as formas de contágio, as chances de tornar a bactéria mais resistente e deixam clara a responsabilidade de cada um no combate à doença.

“É importante porque não defende só a gente. É nossa família toda. Tem de seguir à risca”, ensina Geraldo Oliveira de Sousa, 66 anos.

Sousa descobriu que estava com tuberculose ao levar uma pessoa doente ao hospital. Como também estava tossindo, as enfermeiras sugeriram que ele fizesse o teste. Deu positivo. De agosto do ano passado até este mês, ele tomou regularmente os remédios indicados pela equipe. “Deu tudo certo. Agora estou curado”, comemora. Sousa foi um dos 29 casos atendidos no HUB em 2009. A adesão ao tratamento no local é maciça.

“Levamos vantagem por causa da equipe multidisciplinar. Informamos da maneira correta e todos acompanham esse paciente”, garante Ricardo Martins, pneumologista do HUB. “Se uma pessoa tem tosse recorrente há mais de três semanas, tem de ir ao hospital e fazer o teste”, lembra. Se o paciente falta à consulta, a equipe de enfermeiros informa à Diretoria Regional de Saúde e pede para uma equipe visitar a casa do paciente, que tem encontros mensais com os médicos.

Ricardo acredita que o governo deve investir em todas as estratégias possíveis para garantir o tratamento aos pacientes. Inclusive dentro das próprias unidades, médicos de outras especialidades precisam estar atentos. “Já recebi muitas pessoas aqui que vieram encaminhadas por dermatologistas, clínicos, ginecologistas. Todos precisam estar sensíveis e ser solidários nessa tarefa”, pondera o pneumologista.

Levina Ribeiro, 57 anos, está no penúltimo mês do tratamento. A revisora de textos conta que não tossia muito e sentia uma dor intensa nas costas quando fez os exames para detectar a doença. Ela garante que não sentiu mal-estar com os remédios e tomou tudo corretamente. No começo, eram oito comprimidos por dia. Agora, são quatro.
“Os médicos explicaram a importância de levar o tratamento a sério e ir até o fim”, conta.

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