Método é inseguro mas supera pílula na lista de dúvidas sobre anticoncepção

O método coito interrompido é inseguro para evitar uma gravidez e não protege contra DST
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O método coito interrompido é inseguro para evitar uma gravidez e não protege contra DST
A evolução da indústria farmacêutica trouxe para o universo feminino uma extensa lista de métodos possíveis para evitar a gravidez. Ainda assim, segundo relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, uma forma arcaica e insegura de evitar uma gestação indesejada ainda permanece no cenário das relações sexuais.

Os técnicos mapearam as ligações feitas ao Disque-Saúde (0800- 61-1997) para traçar quais são as principais dúvidas sobre a fecundação. Os resultados foram divulgados no Relatório da Ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) e fazem parte da seção de Saúde da Mulher 2010. O coito interrompido, método que consiste em parar a relação sexual no momento da ejaculação do homem, foi o tema que mais gerou dúvidas na população.

O problema é que além de não proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, o coito interrompido também não é eficaz para evitar a gravidez indesejada. Isso porque, segundo os especialistas, a secreção que sai do pênis antes do gozo já pode conter sêmen e resultar na fecundação. Outra falha citada é que, por vezes, o parceiro não consegue prever com certeza absoluta a hora em que vai ejacular.

Apesar de não ser recomendada pelos médicos e assistentes sociais como uma estratégia eficiente de planejamento familiar, o coito interrompido superou a pílula, a pílula do dia seguinte, a laqueadura, a vasectomia e o DIU na lista de dúvidas da população brasileira. Todas essas são formas de anticoncepção são definidas pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) como seguras para evitar que a mulher fique grávida.

As principais dúvidas sobre concepção

Coito interrompido lidera telefonemas feitos ao Disque-Saúde, do governo federal

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Outros dados divulgados mostram duas conseqüências do sexo inseguro: a primeira é o aumento de casos de aids em mulheres. O último boletim do Programa Nacional de DST e Aids evidencia que atualmente são dois casos em homens para um em pacientes femininas, sendo que no início da epidemia – na década de 80 – a proporção era de cinco casos em um. Outra seqüela é a permanência de altos índices de gestações não planejadas no Brasil. Um levantamento feito pelo Datafolha sobre fecundidade em 2008 mostrou que 40% das gestações no País não foram planejadas.

Mapeamento

No total, durante o segundo semestre de 2009, foram recebidas pelo Disque-Saúde 1.477 ligações sobre métodos contraceptivos. Em primeiro lugar, com 19,7% dos telefonemas, apareceu o coito interrompido, seguido pela pílula convencional.

Outro tema também mapeado pela Ouvidoria do Ministério da Saúde foi a queixa ginecológica. Neste assunto, foram 452 ligações, sendo as principais:

As principais dúvidas sobre queixas ginecológicas

TPM, corrimento e cólica lideram telefonemas feitos ao Disque-Saúde

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