Segundo pesquisa, apenas 22% das mulheres mexicanas entre 40 e 69 anos fizeram o exame de mamografia no ano passado

Uma pesquisa divulgou que apenas 22% das mulheres mexicanas entre 40 e 69 anos fizeram o exame de mamografia no ano passado, o que representa uma barreira para detectar o câncer de mama, uma doença que atinge 10 mil novos casos por ano no país.

Os dados foram divulgados nessa sexta-feira pelo reitor do Centro Universitário de Ciências da Saúde da Universidade mexicana de Guadalajara, Héctor Raúl Pérez Gómez, durante uma reunião no Rio de Janeiro com epidemiologistas, patologistas e pesquisadores do México, Chile, Argentina, Brasil e Uruguai.

Ao fim da reunião, os cinco países fecharam um acordo para modernizar as técnicas de diagnóstico por meio de uma iniciativa patrocinada pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

O reitor detalhou que os tumores malignos alcançaram o índice de principal causa de morte entre as mulheres mexicanas entre 30 e 59 anos, com 25,9%.

Pérez afirmou que, no México, como em muitos outros países da América Latina, o câncer de mama é "um problema crescente, especialmente entre mulheres jovens".

Segundo Pérez, enquanto em 2007 no México foram detectados cerca de 7 mil novos casos de câncer de mama, calcula-se que em 2020 esse número superará os 16 mil casos anuais.

Para frear a doença, o Governo mexicano incorporou o chamado "seguro popular" para complementar a cobertura deste e de outros tratamentos pelo sistema público, além de conscientizar as mulheres com campanhas.

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