Doença tem histórico de tabagismo em 65% dos homens e 25% das mulheres

Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em parceria com o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), ambos ligados à Secretaria de Estado da Saúde, apontou que 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentavam histórico de tabagismo. Nos últimos 12 meses, foram operados cerca de 800 pacientes com este tipo de câncer nas duas instituições e o maior vilão apontado é o cigarro.

O levantamento também mostrou outro dado alarmante: cerca de 40% dos pacientes tratados por neoplasia maligna da bexiga apresentam tumores com invasão da camada muscular, sendo necessária a retirada completa do órgão. A proporção vai na contramão das estatísticas apresentadas pela literatura, que apontam a presença de tumores invasivos em 15% dos casos. No Icesp e no HC, este índice é maior devido aos atendimentos de alta complexidade.

“A fumaça do cigarro contêm muitas substâncias químicas que são absorvidas e eliminadas pelo organismo pela urina, o que aumenta o risco de desenvolver um tumor no sistema genito-urinário”, alerta o chefe dos departamentos de Urologia do Icesp e do HC, Marcos Dall’Oglio.

O câncer na bexiga é o segundo colocado entre os tipos de tumores que atingem os sistemas genital e urinário. O primeiro é a próstata. Apesar da incidência menor, o câncer de bexiga é quase seis vezes mais mortal que o de próstata. A estimativa de mortalidade das doenças é de 3,5% e 18%, respectivamente.

Prevenção
Segundo o especialista, diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento de tumores no órgão, mas o mais importante é o tabagismo. Entretanto, pessoas com infecções urinárias recorrentes, as que usam sonda e os deficientes devem ficar atentos, pois também fazem parte do grupo de risco.

O principal sintoma manifestado por esse tipo de câncer é a presença de sangue na urina. Também é importante ficar atento às infecções urinárias frequentes, à ardência ao urinar, ao aumento da frequência urinária e à sensação de esvaziamento incompleto — sintomas também presentes em doenças benígnas como infecções, litíase ou crescimento da próstata.

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