Medicamento reduz e pode até eliminar o fluxo menstrual entre as cartelas

A cartela da nova pílula
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A cartela da nova pílula
Uma nova pílula anticoncepcional acaba de chegar ao mercado brasileiro. A Qlaira, da Bayer HealthCare, tem um estrogênio idêntico ao produzido pelo organismo feminino, em vez de compostos sintéticos equivalentes. A formulação é inédita no País.

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Por ser idêntico ao hormônio natural, o medicamento causa menos impacto ao ser absorvido.

“O organismo da mulher já está adaptado ao componente e isso reduz o risco de algumas reações”, afirma o ginecologista César Eduardo Fernandes, professor da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo (Sogesp).

Com menos impacto no metabolismo, a pílula geraria menos risco de trombose ( doença mais comum em mulheres ) e resistência à insulina, por exemplo. Esse diferencial pode render, no futuro próximo, uma recomendação diferenciada ao medicamento.

“Se ela oferece menos risco, talvez possa ser usada por grupos de risco, mulheres que hoje tem o uso da pílula contraindicado (caso de quem já teve trombose, câncer de mama ou tem diabetes )”, especula o ginecologista Carlos Petta, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Mas não há estudos que confirmem isso, então o uso deve continuar restrito”, ressalta.

Menopausa

Fernandes destaca que o hormônio idêntico ao natural resolve um problema antigo nos consultório de ginecologia. “Tínhamos que ficar atentos ao momento em que a mulher entra na menopausa, porque o hormônio sintético de outras pílulas pode fazer mal. Agora, com essa formulação, a possibilidade de uso é maior”, diz Fernandes.

Fluxo menor

No lançamento do produto, os médicos destacaram que a pílula (cartela de 28 comprimidos) reduz o fluxo menstrual ou consegue evitar sangramento entre as cartelas.

Nos estudos para aprovação do medicamento foi verificado que 18% a 22% das usuárias deixaram de sangrar entre os ciclos e muitas outras afirmaram ter apresentado um fluxo menor.

O produto já está à venda, com o preço máximo de R$ 40 (devido aos impostos de alguns estados) e deve ser vendido na maioria dos municípios por valores em torno de R$ 30.

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