35% param o aleitamento quando voltam ao serviço; Governo quer reverter o quadro

O Ministério da Saúde convocou 200 empresários e executivos para tentar resolver um dos principais conflitos da mulher moderna: a volta ao trabalho após a maternidade sem prejuízo ao bebê.

A proposta do governo federal, apresentada esta semana é conseguir sensibilizar as empresas, públicas e privadas, a colaborarem para reduzir o índice de abandono do aleitamento materno antes do tempo adequado. Atualmente, diz o Ministério, 35% das mães param de amamentar depois que retornam ao serviço.

Para modificar o cenário, o Ministério de Saúde quer colocar em prática uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recém publicada. O texto estabelece normas para a implantação de salas de apoio à amamentação. Deve ser um espaço para que a mulher possa esvaziar as mamas durante o expediente, armazenar o leite para que o alimento possa ser oferecido ao seu filho durante a sua ausência. Para ser implantada, a sala só precisa garantir conforto e higiene às mães.

Melhor alimento

Os pediatras já elegeram o leite materno como melhor alimento para o bebê. Ele deve ser exclusivo até os seis meses de idade da criança e fazer parte da dieta até os dois anos de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diversos estudos já comprovaram o aleitamento como hábito protetor da saúde do bebê. As crianças apresentam menores índices saúde, com menores índices de doenças respiratórias, crises alérgicas e também obesidade. Uma pesquisa publicada no Anuário de Pediatria, feita por pesquisadores australianos, trouxe mais um benefício à tona.

Os autores acompanharam do nascimento até os 15 anos de idade 7.223 crianças e concluíram que os que não foram amamentados no peito até os seis meses tiveram 2,6 mais risco de sofrer negligência ou violência por parte dos pais. Uma das conclusões já era conhecida. O aleitamento, de fato, solidifica o vínculo afetivo entre mãe e filho.

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