Mulheres com histórico de câncer de mama receberão novas próteses, com ou sem rompimento. O restante, só em caso de rompimento

Cirurgia de remoção de prótese: no Brasil, SUS e planos vão custear troca de silicone rompido
Reuters
Cirurgia de remoção de prótese: no Brasil, SUS e planos vão custear troca de silicone rompido
O Ministério da Saúde definiu na tarde desta quarta-feira (18) as diretrizes para acompanhar as pacientes portadoras de próteses suspeitas da marca PIP e Rofil.

As mulheres com histórico de câncer de mama e que são portadoras de próteses das duas marcas poderão substituí-las gratuitamente caso haja alguma alteração nos exames, mesmo que os implantes ainda não tenham rompido.

O comunicado do Ministério da Saúde, liberado após reunião entre a pasta, a Anvisa e a Agência Nacional de Saúde Suplementar, além das Sociedades Brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica, informa que todos os pacientes que possuem próteses mamárias – mulheres ou travestis – das marcas suspeitas de má qualidade e altos índices de rompimento devem procurar os serviços de saúde ou os médicos para uma avaliação.

A recomendação é a de que as pacientes com ou sem sintomas de ruptura sejam avaliadas por médicos do SUS ou de seus planos de saúde em exames físicos. Ultrassonografias e, se preciso, ressonâncias magnéticas também podem ser recomendadas para confirmação ou não de rompimento ou extravasamento do conteúdo da prótese. A necessidade de troca deve ser avaliada pelo médico.

As pacientes com ou sem sintomas, mas com alteração de exame físico, que tenham tido câncer de mama farão a troca das próteses gratuitamente. Nos outros casos, as trocas serão feitas somente caso os exames físicos e de imagem demonstrem a ruptura da prótese.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, havia anunciado na semana passada que o SUS e os planos de saúde arcariam com as cirurgias e as trocas das próteses de todas as pacientes que tivessem indicação médica nesses casos.

Na ocasião, Padilha disse que não queria submeter mulheres a “um risco cirúrgico à toa” e por isso as novas diretrizes para acompanhamento das portadoras de próteses adulteradas foram definidas. A decisão vale para quem colocou próteses com fins reparadores ou por motivos estéticos.

Acompanhamento

Na rede pública, todos os procedimentos de exames e cirurgias deverão ser feitos no serviço de referência onde a primeira cirurgia ocorreu. Quem estiver distante do médico ou desse estabelecimento poderá procurar um serviço de saúde mais próximo. Os planos de saúde, por sua vez, indicarão serviços referenciados às pacientes. As mulheres que não fizerem a troca do implante devem ser acompanhadas e reavaliadas após três meses.

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