Tudo que o filho faz pela primeira vez os pais nunca esquecem

A emoção de ver o primeiro sorriso do bebê, dar o primeiro banho, ouvir as primeiras palavras e ver o pequeno dar os primeiros passos são alguns dos momentos que os pais carregam na memória pelo resto de suas vidas. A preocupação em deixar os filhos saírem sozinhos ou dormirem pela primeira vez na casa dos amigos também são dores de cabeça praticamente inesquecíveis. Todos esses momentos são parte das histórias construídas entre pais e filhos e registros de uma experiência única na vida de toda a família.

Quando Sammya Araújo, mãe do pequeno Lucca, de 1 ano e 6 meses, ouviu o bebê falar mamãe pela primeira vez, ficou tão contente que queria ouvi-lo repetindo o tempo todo. Ele falou primeiro papai, quando tinha uns 6 meses, e eu ficava muito brava com isso. Um dia ouvi só um mã e quase explodi de tanta felicidade. Meu marido ainda fazia brincadeiras dizendo que ele não tinha falado. E eu insistia com veemência que o Lucca tinha me chamado, contou.

Outro momento marcante foi quando ele andou. Era o dia da festa de aniversário de 1 ano. Ele já conseguia andar, mas sempre apoiado em alguma coisa. Lembro que a família estava toda reunida na sala e ele pediu para ir até uma mesa. Falei brincando para ele ir sozinho, e o Lucca conseguiu caminhar. A emoção foi tão grande que todo mundo chorou, lembrou Sammya.

Logo que pegou a pequena Carolina nos braços, a mãe Luciana Rezende ficou impressionada com a fragilidade do bebê. Tinha medo de segurar da maneira errada e dar banho pela primeira vez foi quase uma missão impossível. Não conseguia achar a temperatura ideal da água. Mesmo medindo com um termômetro tive a impressão de que iria queimar a Carol. Foi um sofrimento. Além do que, sempre pensamos se vamos conseguir fazer tudo da maneira correta. Depois de colocar na banheira, ela começou a chorar. Eu chorei junto. No final percebi que a experiência seria diária e que precisaria de qualquer maneira perder o medo. Foi o que aconteceu. Claro que com muita ajuda do meu marido, disse Luciana.

O medo também tomou conta de Roberto Maferalli quando a filha Luísa, de apenas 9 anos, pediu para dormir na casa de uma coleguinha da escola. Mesmo sabendo que isso seria importante para ela, a decisão de deixar a filha por apenas uma noite sob a responsabilidade de outros pais aterrorizou Roberto. Ela já tinha dormido na casa dos tios e avós, mas ficar sob a responsabilidade de outra família foi a primeira vez. Lembro que minha mulher achou que era superproteção minha. Deixei ela ir, mas fiquei preocupado a noite toda, comentou.

Hoje Luísa já está com 14 anos, e não menos protegida pelos pais. Toda vez que surge um fato novo na família, um pedido que nunca foi feito, uma situação inusitada, ficamos apreensivos. Ela já vai ao shopping sozinha, em sorveteria com os amigos e, claro, ficamos preocupados, pois hoje os perigos estão por todos os lados. Mas isso faz parte do crescimento dela, e nosso. Afinal, aprendemos com os filhos desde a hora que eles nascem e continuaremos a aprender pelo resto de nossas vidas. É um amor que não tem medida, afirmou.

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