Afazeres de dona-de-casa, mãe e profissional não são desculpa para você não deixar tempo para cuidar de si

Eu não gosto de usar filme como exemplo, mas em Sex and the City um diálogo entre as personagens Miranda e Samantha me chamou especial atenção pela realidade.

Na cena, as duas mulheres estão de maiô tomando sol quando a caliente Samantha descobre que a amiga não se depilava há tempo. Ao ser colocada em cheque, Miranda se rebela explicando que os afazeres de dona-de-casa, mãe e profissional competente não a deixavam com tempo para cuidar de si.

Embora engraçada a cena me fez lembrar que algumas mulheres depois que se casam e têm filhos deixam de se cuidar. Algumas parecem até que tomaram uma pílula para virar bruxa de tão judiadas e largadas que ficam.

A transformação, às vezes, é tão radical que não se consegue perceber vestígios daquela moça bonita e cuidada de pouco tempo atrás. Usam roupas largas e sem o menor charme, deixam os cabelos e unhas descuidados, como se fizessem de propósito, para esquecer que foram mulheres sexy e atraentes. 

Será que casar e se tornar mãe é sinônimo de aparência desleixada? Pessoalmente fico pensando que alguns homens devem pensar que caíram no conto do vigário, porque se casaram com uma princesinha que virou sapo.

Não se trata de buscar modelos femininos hollywoodianos, mas de encontrar o ponto de equilíbrio entre as novas funções de forma a conseguir tempo para se olhar no espelho. É bem verdade que o dia-a-dia de uma mulher depois que se casa e tem filhos não é moleza, mas será que se abandonar fisicamente não é fugir de um dos papéis femininos?

Ser mãe, profissional e mulher são papéis que se vividos com sabedoria resultam na história de uma vida plena e não na de um personagem. 
Mesmo estando certo que a vida exige mudanças importantes para uma mulher, não obriga o esquecimento sobre quem ela era, queria ou gostava e, em momento algum a obriga esquecer de que é Mulher!

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