Como lidar com a ansiedade de esperar pelo bebê

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Diz o ditado que ser mãe é padecer no paraíso. Afinal, logo após a confirmação de positivo, dentre as inúmeras dúvidas e expectativas quanto ao novo ser que está sendo gerado, todo casal tem uma única certeza: suas vidas nunca mais serão as mesmas.

No caso específico da mulher, que sente intensamente - na pele, no corpo e na alma - cada passo da gestação, as mudanças são ainda mais drásticas, causando ansiedade e infindáveis questionamentos. Será que vou ser boa mãe?, será que o bebê vai ser tranqüilo?, será que meu corpo vai voltar a ser o que era depois do parto?, será que vou conseguir retomar minha vida profissional após o nascimento do bebê?, e por aí vai ¿ sobretudo quando se trata do primogênito.

A ansiedade é normal e inevitável, pois a mulher que está grávida pela primeira vez não tem ainda nenhuma referência do que é ser mãe, só do que é ser filha, explica Maria Tereza Maldonado, psicóloga clínica, membro da American Family Therapy Academy e autora dos livros Nós Estamos Grávidos (Editora Saraiva) e Cá entre nós ¿ Na intimidade das famílias (Integrare Editora).

De acordo com ela, a maternidade provoca uma revisão natural de prioridades e uma reestruturação necessária na vida dos pais ¿ com destaque para a mãe, já que o filho representa um compromisso profundo e de longuíssimo prazo. Neste sentido, a ansiedade é produtiva, pois serve de alerta para a pessoa se motivar a buscar informações e a se preparar para essa nova etapa de sua vida, garante.

Uma dica de Maria Tereza para lidar de forma saudável e natural com a ansiedade na espera pelo bebê é procurar grupos de grávidas, visando a troca de experiências. Assim, a nova mamãe vai perceber que as mesmas dúvidas são compartilhadas por todas as gestantes e se sentirá mais tranqüila, diz.

Também é importante procurar recursos de suporte e auto-cuidado, como fortalecer os laços com pessoas significativas -companheiro, amigos e pais ¿; cuidar da alimentação e do próprio corpo, com exercícios físicos apropriados. Com isso, tanto a mulher quanto o homem poderão aproveitar com plenitude este período especial, comenta.

Katarina Pesci dos Santos, arquiteta de 27 anos, está no sétimo mês de gestação e conta que sentiu mais ansiedade no período em que tentava engravidar do que após a confirmação propriamente dita. Depois de estarmos casados por dois anos e meio, eu e meu marido decidimos que era hora de termos um filho. Em seguida, passei a me sentir ansiosa e com medo de não conseguir engravidar, já que via tantos casos de mulheres com essa dificuldade, lembra. Mas foram necessários somente dois meses de tentativas para que Tomás fosse concebido. As mudanças ocorrem tanto para a mulher quanto para o homem, mas é evidente que no caso da mulher tudo é mais latente. Eu só bebo água, minhas roupas não cabem mais e eu não agüento nem ficar em pé, quanto mais usar um sapato de salto alto, enquanto isso, meu marido está malhando, trabalhando e inclusive podendo tomar sua cervejinha com os amigos..., brinca.

A relação amorosa, aliás, é outra preocupação bastante comum durante a gravidez. Segundo Maria Tereza Maldonado, como o bebê é praticamente um desconhecido durante os nove meses de gestação, futuros papais e mamães geralmente se questionam sobre como será a vida de casal após a chegada do novo membro da família. Sei que minha vida vai mudar muito; não poderei dormir mais o quanto quero ou mesmo sair de casa sem me planejar. Mas sou uma pessoa muito positiva e sei que tanto eu quanto meu marido vamos descobrir, juntos, como lidar com tantas mudanças da melhor maneira possível. Afinal, nunca me senti tão forte, segura e feliz em toda a minha vida, comemora Katarina. 

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