Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

O que fazer quando não posso tomar anticoncepcional?

Para as mulheres com mais de 35 e fumantes; diabéticas; hipertensas ou com outras condições médicas, a popular pílula anticoncepcional é contra-indicada. Conheça outros métodos que podem substituir o uso da pílula

Vladimir Maluf |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=ModeloiG%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237491686097&_c_=MiGComponente_C

Acordo Ortográfico

Muitas mulheres, apesar de precisarem de um método de controle, não podem fazer uso de pílulas anticoncepcionais ¿ o método mais difundido e um dos mais seguros. Segundo o professor de ginecologia da Unifesp Cláudio Bonduki, não são poucas as que vivem esse dilema.

As mulheres que têm risco de câncer ginecológico, por histórico na família, não podem tomar, assim como as fumantes acima dos 35 anos, pois correm o risco de desenvolver uma trombose. Além delas, há outras que não podem usar. Algumas doenças clínicas, como diabetes descompensada, hipertensão, problemas hepáticos ou renais.

Além das mulheres para quem o uso é contra-indicado, ainda há aquelas que sofrem demais com as reações adversas. As mais frequentes são dor de cabeça, retenção hídrica, alterações de humor e gastro-intestinais, explica. A pílula também pode piorar o estado neuropsíquico da mulher em depressão.

O que fazer se você se enquadra em algum destes casos? Segundo ele, as opções são inúmeras. A mulher pode fazer a tabelinha, usar camisinha (masculina e feminina), diafragma e os dispositivos intra-uterinos (DIU), que são os mais eficazes. Segundo ele, mesmo as mulheres que nunca tiveram filhos podem usar o DIU. A maioria das mulheres se adapta bem e não é incômodo.

Segundo o médico ginecologista da Unifesp Ivaldo Silva, é importante avaliar a partir dos 40 anos se a mulher deve ou não continuar utilizando a pílula. Ele detalha quais são os métodos fora o comprimido. Alguns não liberam hormônios no corpo, por isso são indicados às pacientes que por algum motivo não podem receber a substância. Outros são para casos de quem não quer tomar pílulas ou tem apenas efeitos colaterais mais leves, como enjoos. Veja as vantagens e desvantagens de cada um.

Métodos sem liberação de hormônios

Camisinha: Além de evitar a gravidez, a camisinha previne qualquer doença sexualmente transmissível. Tanto a feminina quanto a masculina, explica Ivaldo Silva. A desvantagem é que algumas pessoas dizem perder um pouco da sensibilidade. Mas é uma questão de costume.

Diafragma: A vantagem é que não é hormonal, portanto, não tem nenhum efeito colateral, explica Ivaldo. A desvantagem é que ele precisa ser colocado um pouco antes da relação sexual. É preciso passar um creme no diafragma, que mata o espermatozoide. Além disso, não protege contra doenças.

DIU: Outra opção às mulheres que precisam evitar os hormônios da pílula é o dispositivo intra-uterino. Ele não protege contra doenças, mas também não é hormonal. E ele faz um alerta. Se a paciente tiver uma infecção, ela pode passar para o útero e para o abdômen. Mas a culpa não é do DIU. É a mulher que deve cuidar da sua saúde. Outra vantagem é que ele dura de 5 a 10 anos, não é incômodo e pode ser retirado quando a paciente quiser.

Tabelinha: A famosa tabelinha, segundo Ivaldo, funciona, mas ele indica fazer as contas junto com o médico, para não correr riscos. Só pode fazer quem tem o ritmo menstrual muito regular, senão, não dá certo. Cinco dias antes e cinco dias depois da ovulação estão proibidos. Mas a mulher precisa conversar com o ginecologista para fazer o cálculo corretamente.

Coito interrompido: Não resolve, alerta o médico. Pode haver a liberação de uma pequena quantidade de sêmen, mesmo antes da ejaculação, e a mulher pode engravidar. Não dá para confiar.

Métodos com liberação de hormônios

Anel vaginal: É como a pílula, pois libera o hormônio por esse anel. Como a vagina é mucosa, absorve a medicação. As mulheres que usam têm menos queixas gástricas. Elas podem colocar uma vez por mês, sozinhas, e podem tirar para lavar.

Implante: É um plástico que vai liberando hormônios durante um ano. Mas, na verdade, ele não pode ser usado por pessoas que não podem tomar pílula, pois é a mesma coisa: só muda a via de administração.

Adesivo: Como aqueles adesivos para quem quer parar de fumar, o pet é colado na pele, mas funciona exatamente como a pílula. Como no implante, também muda apenas a via de administração, que ao invés de oral é através da pele.

Pílula sem estrogênio: As pílulas comuns contêm estrogênio e progesterona, portanto, apesar de não ter um dos hormônios, há o outro. É eficiente no período da amamentação, mas, da mesma forma, tem hormônios como as outras pílulas anticoncepcionais.


Leia mais sobre: métodos anticoncepcionais

Leia tudo sobre: anticoncepcionaldiumulherpílula do dia seguintesaúde

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG