MARGIN: 0cm 0cm 0ptFONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana; mso-bidi-font-weight: boldAtividade física faz bem à saúde, se respeitar os limites físicos e psicológicos dos pequenos

Além de ser um fator de integração durante a infância, o esporte promove a inserção na comunidade, ajuda na formação do cidadão ¿ consciente de direitos e deveres ¿ e é uma forma de manter a saúde. A atividade esportiva é fundamental para a saúde e bem-estar do ser humano. Para a criança é importante desenvolver atitudes e comportamentos saudáveis e por isso devem ser apresentadas a ela atividades que ajudem-na no desenvovimento psicomotor e a integrem no meio social. Um estilo de vida sedentário aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes, obesidade ou outras doenças crônicas que aparecem na idade adulta mas, conforme estudos publicados, têm início na infância. O esporte pode ser o grande aliado para evitar esses males e promover a interação da criança. Para cada faixa etária é indicado um tipo de atividade e um grau de dificuldade, conforme nos explica Conceição Manfredi, pedágoga da rede estadual de ensino: Para a fase pré-escolar, em que as crianças estão descobrindo brincadeiras de arremesar, pegar, pular, correr e chutar, estes movimentos podem ser estimulados, assim como as atividades recreativas. Com seis anos de idade, a maior parte das crianças completa o desenvolvimento motor e é capaz de realizar as mesmas atividades motoras que os adultos, mas ainda sem movimentos perfeitos. É a fase em que não se pode exigir compromisso, o esporte deve ser encarado como uma brincadeira. O melhor momento para ensinar os detalhes de esportes com movimentos especificos de cada um, ou seja, desenvolvendo a habilidade motora é entre 8 a 10 anos. Nesse período, o mais indicado é que a criança participe de vários esportes individuais ou coletivos, esperando, ao final da fase, a escolha do esporte predileto, e, caso haja interesse real, o início do treinamento. Nessa época, se a criança decidir pela prática esportiva, os pais devem acompanhar e observar, já que a criança está em formação e há uma desproporção no sistema músculo-esquelético que causa tensão nos tendões, o que pode ocasionar lesões. Além disso, quando em treinamento, a criança não deve ser encarada como um pequeno atleta: o treinador ou professor, além da preocupação técnica, precisa ter responsabilidade pedagógica para que a criança não se afaste das brincadeiras e jogos infantis, indispensáveis para o desenvolvimento pleno de sua personalidade. Em contato com o esporte desde cedo, a criança poderá desenvolver hábitos saudáveis. Como na primeira infância todas as decisões são tomadas pelos pais ou responsáveis, deve-se tomar cuidado com a escolha. Os pais devem evitar buscar, nos filhos, a compensação por vitórias e títulos esportivos não conseguidos no passado. Eles precisam avaliar, antes de tudo, suas próprias expectativas para a prática esportiva do filho. Além disso, a psicóloga infantil Natércia Tiba explica: o esporte é importante e é muito válido que os pais apresentem aos filhos o valor da prática esportiva, mas é bom que se enfatize que os pais não podem ser permissivos e basear-se na máxima que o esporte é saudável sem analisar a escolha da criança. Quando um filho solicita sua matrícula em uma modalidade, é necessário que eles avaliem o grau de dificuldade que os filhos vão enfrentar. Como sabemos, há uma prática esportiva para cada faixa etária e os pais precisam ter ciência de quanto esforço a modalidade desejada pelo filho vai exigir de sua formação e da fase que se encontra. A partir das dificuldades, a criança que ainda está desenvolvendo sua coordenação motora e não está pronta para certas atividades esportivas acaba se desestimulando e desistindo da prática, os que leva aos pais achar que o filho não é persistente naquilo que começa. Além disso, os pais devem atentar também para modismos que podem acarretar frustações que vão acompanhar os filhos para sempre. Deve-se estar atento se a escolha do filho não está vinculada aos programas de televisão ¿ desde que o filme High School Musical foi lançado, houve aumento do interesse pela prática do basquete - ou se o fato do pai assistir futebol ou vôlei na TV não induz o filho a querer praticar estes esportes, numa tentativa de agradar ao pai e conseguir sua aprovação. Natércia lembra que apesar da característica lúdica do esporte, o mais importante é que o pais façam alguma atividade com os filhos, brinquem, dediquem um tempo do dia a eles, para que a criança perceba seu valor. A atividade física regular tem aumentado entre as crianças. Contudo, é unânime a recomendação dos especialistas que ela faça parte do dia-a-dia de maneira equilibrada, respeitando suas habilidades motoras e sua capacidade de aprendizado. Ao propor um esporte como um brinquedo ou diversão, sem regras, há mais chances de conquistar a criança. Conforme pesquisa da Academia de Pediatria, 75% das crianças que foram obrigadas a praticar esportes de que não gostavam abandonaram a prática a partir dos quinze anos.

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