O bebê nasceu! E agora, sua forma física vai voltar ao que era antes da gravidez?

Uma das grandes preocupações da maioria das gestantes é como seu corpo vai reagir após o parto. Afinal, o barrigão diminui consideravelmente com o nascimento do bebê, mas não desaparece por completo; os seios estão grandes e os quilinhos a mais insistem em continuar ali. Isso sem falar nas varizes e estrias que às vezes surgem. Nada mais natural: foram nove meses de transformações intensas e não há como toda a estrutura corpórea voltar ao que era de uma hora para outra. O mais importante é não ter pressa em retornar à antiga forma. E nada de fazer dietas malucas. Lembre-se de que a alimentação do seu bebê depende exclusivamente de você e do que você come.

A publicitária Jaqueline Thibes, mãe de Java, 7 anos, conta que engordou nove quilos durante a gravidez e que demorou oito meses para seu corpo voltar ao que era. Claro que ficou um pouco de flacidez a mais, principalmente nos seios, que também ficaram menores do que antes e com estrias. Não que isso me incomode, mesmo porque prefiro meu corpo hoje, acho muito mais bonito, revela. Jaqueline, que fez cesária e amamentou até os 10 meses, diz que cuidou da alimentação e fez exercícios físicos durante a gestação. Reduzi doce e refrigerante. Comia de tudo, mas tentava me controlar. Nadava antes de engravidar e mudei para hidroginástica, que fiz até a última semana, relembra.

De acordo com o obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Antonio Fernandes Moron, é preciso entender que as mudanças internas são muito significativas e precisam de tempo. Só para todos os órgãos voltarem para o lugar leva, em média, dois meses, explica o médico. A fisioterapeuta Ana Carolina Muller destaca também que o pós-parto é um período de grande atividade hormonal e não existe um tempo pré-determinado para sua duração. Há uma variação de tempo relacionado a todos os sintomas que acompanham esta fase. Inchaço, flacidez na região abdominal, dores nas mamas, costas, articulações e barriga (no caso de cesariana), insônia e sangramento vaginal são alguns dos sintomas que podem aparecer, e variam de intensidade em cada caso, diz a especialista.

Moron afirma ainda que o número de gestações não interfere nesse tipo de processo. Já Ana Carolina destaca que não existe nenhuma diferença no que diz respeito a alterações estruturais. O que pode acontecer são diferenças entre os sintomas apresentados em cada uma das gestações. Outra diferença que de fato ocorre é da volta ao condicionamento físico ideal da primeira para a segunda gestação. Na grande maioria dos casos, voltar à forma física esperada na segunda gestação é mais difícil e demorado do que na primeira, diz a fisioterapeuta.

Existe um consenso de que quem passa pelo parto normal costuma ter uma recuperação mais rápida, já que na cesariana, devido ao corte, a anestesia e ao pós-cirúrgico, a mulher pode ficar um pouco mais dolorida (principalmente na região da cicatriz) e indisposta. A natureza também ajuda no que diz respeito ao aleitamento materno. Amamentar é umas das formas mais poderosas de se queimar calorias. Dependendo do andamento da recuperação da mamãe, o exercício físico leva um tempinho até ser autorizado pelo médico: Geralmente, esse tipo de atividade é liberada a partir de 60 dias após o parto, podendo se estender um pouco mais dependendo de cada caso. A partir do momento em que estiver bem, sem dor ou qualquer outro tipo de indisposição, a mãe conta com diversos recursos para voltar a sua forma física anterior, destaca a fisioterapeuta. Atividades físicas, orientação nutricional e massagens é uma boa receita. Mas, com o tempo, a mamãe vai perceber que cuidar do bebê, por si só, já é um bom exercício.

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