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Negócio de mulher

Marlene Ortega fala sobre carreira e trabalho

é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

O fortalecimento da liderança feminina

As mulheres querem unir independência e estabilidade financeira com a criação de um mundo melhor

15/12/2009 13:29

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O avanço do feminino no mercado de trabalho é nítido. Nos últimos anos, a mulher ganhou visão, acumulou experiências e conhecimentos sobre negócios. Como Presidente da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de São Paulo (BPW-SP – Business Professional Women), entidade que completará 80 anos de atuação e com representação em cerca de 100 países, tenho contato intenso com executivas e, fundamentalmente, com mulheres que escolheram ser líderes de seu próprio negócio.

O relato delas é homogêneo no sentido de que todas almejam a independência e a estabilidade financeira, como resultado de uma iniciativa que agregue valor para a sociedade. São mulheres casadas, solteiras, divorciadas ou viúvas, com anseios semelhantes. Ao declararem os motivos que as incentivaram tornar-se associadas da BPW-SP, quase 100% delas dizem ter interesse em estender a rede de relacionamentos, ganharem novos aprendizados, ampliarem o negócio e contribuir de alguma maneira para o crescimento de outras mulheres.

Em função deste cenário que descreve a mulher como empreendedora, o desenvolvimento da liderança feminina, em seu sentido mais amplo, é o foco da Associação. A vice-presidente Marta Junqueira, advogada e empresária do ramo agropecuário, em recente reunião, concluiu, com clareza, o objetivo central das diretrizes para 2010. “Queremos que a mulher que tem uma loja de calçados e vende mensalmente 200 pares, aumente sua competência de liderança, alimente sua capacidade empreendedora e passe a vender 2 mil pares de sapatos a cada mês, aqui em São Paulo ou em outros lugares do mundo. E se ela tem 5 empregados, queremos que ela eleve esse número para 10”, disse.

As mulheres, em geral, quando retratam seu jeito de ser e trabalhar, reconhecem que são orientadas pela emoção e razão e acreditam saber dosar ambas, dependendo do contexto e situação. Dessa maneira, são respeitadas cada vez mais pelas decisões que tomam nas esferas social e familiar, dentro de uma empresa ou como empreendedora autônoma.

A valorização do papel da mulher no mundo corporativo é um fato que devemos louvar neste final de 2009! A próxima década será marcada por discussões e ações de mudança, devendo adicionar uma visão social e de bem-estar aos modelos de gestão vigentes. Não há dúvidas, portanto, de que a atuação feminina irá contribuir para mover o mundo do atual caminho para um este trajeto, onde haverá preocupação legítima com a preservação da sociedade humana.

Sobre o Colunista

Marlene Ortega - marlene.ortega@ig.com.br - é pós-graduada em administração pela FGV-EAESP, diretora da Universo Qualidade e Presidente do Business Professional Women de São Paulo.

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