Escolha deve levar em conta estilo do modelo, orçamento da noiva e outros detalhes práticos, como local para guardar a peça depois do casamento

Claudia tentou alugar seu vestido de noiva, mas nada combinava com a cerimônia planejada. Acabou comprando
Arquivo pessoal
Claudia tentou alugar seu vestido de noiva, mas nada combinava com a cerimônia planejada. Acabou comprando
Antigamente não havia muito a resolver sobre o vestido do casamento. À maioria das noivas só restava a opção de encomendar o modelo com uma boa costureira da vizinhança ou da família – e tias e avós, naquele tempo, eram de fato peritas nisso. Hoje, além de encomendar um modelo sob medida, as noivas podem comprar um vestido pronto em ateliês, lojas no exterior ou grandes feiras que acontecem regularmente nas grandes capitais. Ou, ainda, economizar um bocadinho escolhendo o aluguel. Ou mesmo voltar às raízes e mandar reformar um vestido antigo de família. Qual é a melhor opção?

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As noivas que decidem comprar o vestido, em geral, querem viver a experiência do casamento por completo. “A vivência de fazer as provas de um vestido é única, toda noiva gosta de sentir isso”, diz Camila Giometti, estilista especializada em casamentos. Algumas, já projetando o futuro, até consideram que um dia ele possa ser usado por uma filha ou neta. Mas comprar o vestido é uma decisão importante, pois além do alto custo, ele precisará de cuidados específicos. “O certo é que ele seja lavado a seco depois da festa e então embalado em caixa apropriada, envolto em seda azul, para não embolorar nem ficar amarelado”, explica Camila (leia aqui como manter o seu vestido de noiva ).

A publicitária Claudia Frederico Antunes foi uma noiva de vestido próprio. Quando se casou, ela até tentou o aluguel, mas não encontrou nada que a encantasse e combinasse com o casamento. Claudia ia se casar no litoral, durante o dia e dentro de uma estação ambiental. “Então descobri um ateliê paulistano, o Acquastudio, e a estilista Esther Baumann desenhou o vestido dos meus sonhos”. Com o traje comprado, ela decidiu arruinar o modelo em um ensaio trash the dress – e mergulhou no mar com vestido e tudo ( leia mais sobre o trash the dress ). “A cauda ficou arruinada mesmo, mas eu penso agora em mandar retirar essa parte, tingir e usá-lo de novo”. Para Claudia, reutilizar as coisas é a atitude essencial.

Mariana fotografou todas as provas do vestido, feito em acordo de primeiro aluguel
Arquivo pessoal
Mariana fotografou todas as provas do vestido, feito em acordo de primeiro aluguel
Primeiro aluguel

Se comprar o vestido vai além dos seus planos, considere o aluguel. Além do aluguel simples, feito em lojas especializadas de trajes a rigor, existe também o acordo de primeiro aluguel: a noiva escolhe seu modelo, ele é feito sob medida, usado e devolvido após a cerimônia. É uma opção intermediária e agrada muitas noivas, porque além de garantir o vestido dos sonhos, o primeiro aluguel garante uma economia razoável.

Foi o caso da advogada Mariana Caliari, casada há um mês. Completamente apaixonada por um vestido que viu em uma revista importada, Mariana seguiu direto para a loja que poderia vendê-lo no Brasil. Mas a peça disponível era grande demais. A solução foi fazer, como primeiro aluguel, o modelo que ela queria. O preço acabou saindo o mesmo, mas ela não se arrepende. “Cheguei a escolher outro vestido, mas não consegui dormir à noite pensando naquele que tinha me encantado tanto”, diz Mariana. “Moderno, justinho, eu não achei nada parecido com ele”. Sabendo que iria se chatear na hora de devolvê-lo, Mariana tirou fotos de todas as provas – e hoje as guarda com carinho para se lembrar do vestido perfeito.

Sonhos adaptados

Angelica e a mãe em seus casamentos: um vestido em dois momentos
Fabrícia Soares/Arquivo pessoal
Angelica e a mãe em seus casamentos: um vestido em dois momentos
O apreço pela roupa do casamento pode ser assim mesmo, inexplicável. Especialmente na escolha por um vestido já usado, que pertenceu à mãe, a uma tia ou mesmo à avó. A opção não tem nada a ver com as praticidades, mas com os sentimentos. Reformar um vestido antigo pode ter os custos mais difíceis. Em geral, o vestido precisa ser ajustado ou remodelado em mangas, barrados, colarinhos ou caudas.

É preciso sorte para encontrar o material necessário disponível e, além disso, muitas vezes a noiva tem que fazer um esforço extra – como Angelica Morais, que emagreceu nove quilos em dois meses para vestir o traje usado pela mãe combinado a um belo par de despojados tênis all-star.

Sylvia Queiroz é organizadora de casamentos em São Paulo e também auxilia as noivas na escolha dos vestidos. Segundo ela, a fórmula de escolha de quem vai se casar é bem fácil: a maioria das noivas opta simplesmente pelo modelo que lhe agrada mais. Decidir entre compra e aluguel leva mais tempo, pois é preciso casar a verba disponível com o sonho que se tem na cabeça. “Mas nunca vi uma noiva que reformou o vestido da mãe se importar com o custo. Ali, o que fala alto é o sentimento. Todas ficam felicíssimas”, afirma ela.

Tudo isso entra na balança ao escolher entre compra, aluguel ou adaptação de um vestido. “A decisão deve ser feita com critério, mas em geral o custo de cada uma acaba influenciando muito, pois as noivas de hoje são muito práticas”, diz Sylvia. No mercado, alugar um vestido parte de valores entre R$ 1.500 e R$ 2 mil reais. O primeiro aluguel costuma partir de R$ 3.000 a R$ 4.500. Já comprar o vestido ideal começa em torno de R$ 5 mil, pode chegar facilmente aos R$ 10 mil – e vai até onde o orçamento da noiva permitir.

Alugar, comprar ou reformar?

Para facilitar a escolha, listamos os motivos para a noiva comprar, alugar ou reformar o seu vestido de casamento:

Compre o vestido se...

- O modelo escolhido é único e não há segurança de que ficaria bom reproduzido.
- Você sonhou todo o casamento a partir do seu traje desde menininha. Será a lembrança eterna.
- Você separou verba especialmente para adquiri-lo e isso não pesará no orçamento restante da festa.
- Você tem um espaço de honra para guardá-lo: comprar e socar na casa da sogra está fora de questão.
- Você acha que um dia ele poderá ser usado por outra moça da família.


Alugue o vestido se...

- Você quer um traje lindo, mas se contenta em guardar as fotos em vez do vestido de fato.
- Não há espaço em casa para guardá-lo com delicadeza depois do grande dia.
- Você tem confiança que a loja tem um modelo que você gosta ou pode fazer o modelo visto em revistas como primeiro aluguel.
- Seu orçamento está mais restrito: um segundo aluguel costuma sair bem mais em conta.


Reforme um vestido já usado se...


- Ele for uma peça de família que seja do seu gosto.
- O tecido e a costura permitirem a reforma sem perdas ao modelo.
- Ele tiver uma história que toque fundo seu coração, como ter sido usado por sua mãe ou sogra.
- Você tiver plena segurança de encontrar um estilista ou costureira que faça a reforma com precisão e qualidade.
- A reforma for substituir ou incluir poucos detalhes e o custo final ficar menor que o de um primeiro aluguel – caso contrário, o melhor é reproduzir o vestido antigo em um novo modelo.
- Você não se importa com a moda atual e se identifica mais com o estilo vintage.

>>> Guia do Casamento: ideias, dicas e soluções para a noiva planejar o grande dia

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