O modelo é democrático e seu desenho pode ser adaptado a diferentes tipos de corpo. Veja galeria de vestidos

Todo ano, as passarelas do mundo inteiro apresentam novos cortes, tecidos, volumes e rendados para vestidos de casamento. Mas o modelo queridinho das noivas brasileiras continua o mesmo: o tomara que caia.

A maioria das noivas que procuram a recém-inaugurada franquia da Rosa Clará , estilista espanhola que caiu nas graças das brasileiras, buscam primeiro outros tipos de corte, mas, depois de provar algumas opções, acabam escolhendo o tomara que caia, conta o proprietário Lucas Anderi. No ateliê da estilista Kuomey , a situação é semelhante: “elas chegam dizendo que não querem este modelo, mas, depois da primeira entrevista, quase todas acabam mudando de idéia”.

Para a estilista Bibi Barcelos , o sucesso do tomara-que-caia está no fato de ser um modelo clássico, elegante e que valoriza a silhueta e o colo da noiva sem abusar da sensualidade, como pede a solenidade das tradicionais cerimônias religiosas. Além disso, não há restrições de horário ou época do ano para usá-lo. “Dependendo temperatura, a noiva pode completar com um bolero”, diz Anderi, da Rosa Clará.

Para todo tipo

O modelo é também muito democrático. “Felizmente, o tomara-que-caia vai bem em quase todos os tipos de corpo: gordinhas e magrinhas, altas e baixas. Tudo depende dos detalhes”, diz Kuomey. As mais cheinhas, por exemplo, devem evitar um decote muito pronunciado nas costas, para não realçar gordurinhas indesejadas. Já as noivas com seios grandes podem trocar o decote reto por um mini V ou em formato de coração, diz Barcelos.

O segredo para acertar está na sustentação. “Um bom corpete não achata o decote, mas sustenta o busto e modela a cintura, dando segurança à noiva, que não precisa ficar puxando o vestido durante a festa”, diz Barcelos. Mariana Godoy, estilista da Maria Cereja , ensina um truque: optar por um vestido que tenha alças escondidas, que possam ser usadas durante a festa para maior sustentação.

Outro fator que contribui para a preferência do tomara que caia é a grande gama de possibilidades de modelos. O caimento de cada vestido varia muito de acordo com as escolhas da noiva em relação a volume, tecido, drapeados, rendas e bordados. Mesclar cores também é uma forma de fugir do lugar comum. As noivas mais conservadoras podem misturar tons de branco, off white e champanhe, sugere Kuomey, enquanto as mais ousadas encontram opções com detalhes em cores mais pronunciadas, como o rosa e até o preto.

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