A proposta do “Trash the Dress” é colocar a roupa da noiva em risco

A corajosa Daniela topou pintar o vestido com tinta
Allan Elly
A corajosa Daniela topou pintar o vestido com tinta
Você estragaria o seu lindo vestido de noiva para uma sessão de fotos? Pois saiba que muitas noivas já compraram essa ideia. O “Trash the Dress”, um tipo de ensaio que registra a desconstrução da peça, começa a ganhar adeptas no Brasil. O álbum, que não substitui o book tradicional, custa de R$1.800 e R$ 3.800. “É como prolongar o casamento de uma forma mais bagunçada e divertida”, conta o fotógrafo Jared Windmuller.

Ao pé da letra, “Trash the Dress” significa “jogar o vestido no lixo”, e tem origem nos EUA. No Brasil, a proposta chegou mais leve: as noivas se jogam no mar, rio ou cachoeira, deitam no chão e rolam na praia, sem maiores ousadias. “Lá fora não basta se molhar, o vestido é manchado com mostarda e ketchup e as noivas até entram na lama, isso porque o desprendimento é maior. Já as brasileiras têm mais pena por custar caro”, explica o fotógrafo Allan Elly, que há dois anos realiza o trabalho.

Um das clientes do profissional, a gaúcha Daniela de Moura, aceitou a proposta irreverente do marido e resolveu usar tintas coloridas para o seu ensaio “trash”, em comemoração aos seus dez anos de casamento. O vestido saiu do armário e as duas filhas ajudaram a criar a “obra de arte” numa praia do Rio Grande do Sul. “Ele foi todo pintado pelas nossas artistas, do jeito que a gente queria. Tinha que ser algo lúdico, que elas curtissem fazer. Só lavei para tirar a areia e o sal e guardei. Tem um significado especial para nós e marca uma nova etapa das nossas vidas”, conta.

Sem muitas regras, a produção fica a critério do casal, e pode ser feita após a festa, na volta da lua-de-mel ou ainda tempos depois. “É uma diversão. Tudo não passa de uma grande bagunça, uma brincadeira divertida. O casal nem sente o tempo passar e o resultado fica natural”, conta Jared.
Para aquelas que desejam só molhar o vestido, o estrago não fica muito diferente do que acontece na própria festa, mas a graça está em não se preocupar com isso.

Barbara Daros, que mora em Atlanta, nos EUA, fez questão que Jared fizesse o ensaio por lá e adorou a ideia de posar em cima de um jet ski. “Nosso ‘trash’ foi muito cansativo porque fizemos quatro dias logo após o casamento, mas o resultado ficou fantástico. Sempre recebemos elogios e não nos cansamos de olhar as fotos”, conta ela, que garante ter guardado a peça nova em folha após a lavagem.

Momento revolta

Kevin Cotter revolveu fazer um “Trash the Dress” caseiro com o vestido alheio, ou melhor, da ex-mulher. Depois de doze anos de união, a companheira o abandonou e deixou para trás não apenas o marido, mas também o vestido do casamento. “Faça o que quiser com ele”, ela respondeu ao aviso do “ex”, que seguiu o conselho. Entre outras loucuras, ele limpa os móveis, enxuga a louça e arma a caminha do cachorro, tudo isso com o vestido dela. As fotos são postadas no blog myexwifesweddingdress.com e o site já é famoso, vale uma visita.

Serviço:

Jared Windmüller
(48) 3369-1673
www.jaredwindmuller.com

Allan Elly
(51) 3241-7975
www.allanelly.com.br

Anderson Miranda
(48) 3337-6445
www.trashthedress.com.br

Evandro Rocha
(17) 3224-4684
www.evandrorocha.com.br

Gabi Butcher
(11) 3826-9656
http://diapositivo.wordpress.com

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