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“Tensão pré-nupcial”: escape desta síndrome

Controlar a ansiedade é fundamental para você não ter um colapso durante o preparo do casamento e conseguir entrar em paz no altar

Glycia Emrich | 06/10/2009 13:53

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Foto: Getty Images

Noiva em fúria: aprenda a evitar a tensão pré-nupcial

Lista de casamento, escolha do local perfeito, decoração, as comidinhas que serão servidas, decidir quem serão os padrinhos, controlar o orçamento, separar o setlist, decidir o vestido perfeito, procurar um buquê... Só de pensar em quantas coisas você precisará fazer para que o seu casamento aconteça exatamente como sonhou já dá uma canseira.

Segurar a onda da ansiedade durante os preparativos é fundamental para que você não sofra de uma famosa pressão que ataca os noivos antes de entrarem no altar: a tensão pré-nupcial. Mulherada, controlem os ânimos. Vocês estão mais propensas a se descabelarem e dar chiliques nessas horas.

“Além da espera pelo dia, existe a espera por um dia mágico, que muitas aguardam desde muito novas. Isso torna a ansiedade ainda maior e favorece o desejo da noiva de que seu dia esteja impecável, com todos os detalhes certos”, explica Karen Camargo (www.karencamargo.com.br), especialista em Terapia Comportamental.

A personal trainner Viviane Mascarenhas, 35 anos, viu o seu casamento quase ir por água abaixo antes mesmo de entrar no altar. Durante a escolha da decoração, ela teve crises nervosas gravíssimas – chegando ao ponto de querer que o noivo desaparecesse. “Ele não tinha paciência. Queria qualquer coisa e por isso a gente sempre discutia. O tempo passando, o dinheiro acabando e a festa não saia. Um dia, já à base de remédios, cheguei a dizer pra ele que já não sabia mais se ele era o grande amor da minha vida. Foram meses desesperadores”, conta ela.

Essa expectativa de que as coisas precisam sair exatamente como sonharam pode deixar as noivas irritadiças e frustradas. “Neste momento, podem começar alguns conflitos com o noivo, pois muitas vezes eles não entendem porque é tão importante para noiva que o laço do bem casado seja de tal cor ou porque ela quer presentear os convidados com chinelos personalizados que custam uma fortuna”, explica a especialista.

Para a funcionária pública Simone T. Keiner, 33 anos, foi preciso apelar para o clonazepam - o popular Rivotril - a fim de conseguiu segurar a onda e impedir que sua relação familiar virasse um caos. Simone não tinha uma reserva de dinheiro muito grande para fazer uma festa com todos os parentes da família. Fora isso, ela queria algo intimista, sem ter que obrigatoriamente convidar aquele tio de quarto grau, que mora numa cidadezinha do interior do Espírito Santo.

“O meu maior problema foi na escolha dos convidados. Briguei com minha mãe, com a sogra, com tias e até primos. Era uma pressão enorme para que eu convidasse fulano ou sicrano. Tive que procurar ajuda. Foi uma guerra e estou traumatizada até agora, já que minha mãe diz estar chateada comigo até hoje, 7 meses depois da celebração”, desabafa a funcionária pública.

Administrar a família, da noiva e do noivo, é motivo fácil para tirar qualquer um do sério. Além dos palpites sobre convidados, tem sempre a mãe coruja que insiste em dar alfinetadas na escolha do vestido, ou pai que se sente o dono da festa simplesmente porque ajudou financeiramente. “Para os pais, o casamento dos filhos pode ser um momento de ‘status’. Neste momento, eles também estão propensos a passar pela síndrome do ninho vazio - os pais acabam sofrendo com a saída do filho de casa e muitas vezes ficam deprimidos ou estressados”, explica Karen.

Expectativa de vida nova, organização de um evento difícil, estresse com o excesso de trabalho e com os detalhes intermináveis que precisam ser planejado e aquela tristezinha que deixa a noiva um pouco murcha por sair da casa dos pais: essa mistura de sensações é a principal causa dos grandes ataques de ansiedade.

Para que a noiva segure a onda e não entre em pânico com comentários do tipo: ‘Você está com muita frescura’ ou ‘Para de dar chiliques’, é necessário ter muita calma e recorrer a métodos mais eficientes do que um chazinho de camomila. “A administração da ansiedade pode ser feita de várias maneiras: existem noivas que não aguentam e recorrem à medicamentos e psicoterapia, outras conseguem suportar utilizando outros recursos, tais como prática de esportes, meditação, massagem ou yoga”, indica a especialista.

Portanto, prepare-se. E lembre-se que o casamento, por mais estressante que seja, é um momento de felicidade e celebração por uma união – portanto, não tem sentido algum virar uma fonte interminável de atritos e discórdia.

    3 Comentários |

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    • Julia | 06/10/2009 23:12

      Concordo com você Marcio. O casamento deve ser pensado no dia a dia, não só na data da cerimônia. Quando me casei, todos deram palpite só porque queria algo beeeeem básico, mas que fosse bonito. Só meu marido que me apoiou... festa grande só dá trabalho, além de ser caro.

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    • Adriana | 06/10/2009 23:58

      Tenho 2 anos de casada posso dizer que eu e meu noivo nos preparamos bastante para o Grande Dia. Vou dar um conselho que nem todos conseguirão seguir, mas se conseguirem, não se arrependerão: façam as coisas com calma, juntem dinheiro durante o namoro e depois comprem tudo à vista. Além de conseguir ótimos descontos, isso reduz a preocupação com as finanças. Demorei 4,5 anos pra casar, mas casei com casa própria e fizemos uma bela festa. O grande problema é que as pessoas não se planejam, querem tudo AGORA! Às vezes é preciso abrir mão de certas coisas pra se realizar um sonho. Por isso, nada de frequentar lugares caros toda semana. Vá apenas ocasionalmente. No final, vc vai perceber a diferença no bolso. Quanto aos convidados, isso geralmente é um grande problema, mas os pais tem que entender que o casamento é seu, portanto, os noivos é que escolhem os convidados. Os preparativos devem fazer parte da festa, então, divirta-se!

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    • Marcio | 06/10/2009 22:03

      "...simplesmente porque ajudou financeiramente..." foi ótima. A grande verdade é que mulheres não sabem lidar com pressão. A prova maior é essa, do casamento. O pior é que quem paga o pato é o noivo: 1º, tem que segurar a onda da noiva; 2º, tem que se submeter aos ABSURDOS preços desse mercado de casamento. Aliás, os preços só são altos assim porque referem-se ao "sonho" feminino. Se fosse um mercado para homens, os preços seriam bem mais baixos. 3º, tem que aturar o absurdo de casar e, depois, ter dívida pra pagar. 4º, ainda tem que ouvir coisas do tipo "você não está ajudando... sai daqui". Mulheres só pensam no momento... não vêem o horizonte (se tem onde morar, se tem com que pagar, essas coisas). É só o momento. Se esquecem de que um casamento feliz se faz no dia-dia, com compreensão e, PRINCIPALMENTE, sem dívidas e/ou intrigas com familiares "que não foram convidados". Só querem o momento. O resto da vida, que se dane.

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